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        <title>O blog do(a) Yarqon</title>
        <description>O blog do(a) Yarqon</description>
        <link>http://pt.netlog.com/Yarqon/blog</link>
        <lastBuildDate>Fri, 27 Nov 2009 09:01:54 UT</lastBuildDate>
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            <title>Yarqon</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Yarqon</link>
            <description>Yarqon</description>
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        <item>
            <title>Eu sou gato.Não sou passarinho.</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Yarqon/blog/blogid=1552564</link>
            <description>Hoje é sexta-feira.Parece tradição que eu escreva de sexta-feira.Então, que seja.&lt;br /&gt;Eu amo a vida.Não odeio não.Aquilo que eu disse foi num momento de dor.&lt;br /&gt;Ainda sinto dor, dor interior, não exterior.Meu coração está machucado.E eu sinto vontade de estar com alguém, de poder ser eu mesmo, de ser carinhoso, fazer alguma coisa que valha.&lt;br /&gt;Não consigo explicar.Não posso explicar isso.É um desejo tão grande de afeto, parece uma vontade de chorar, de gritar, de sair desse abafamento, dessa condição que me oprime e me sufoca.Me sinto como um gato preso numa gaiola.&lt;br /&gt;Os pássaros podem suportar viver numa gaiola.Os gatos não.Eu sou gato, não passarinho. &lt;img class=&quot;smiley&quot; src=&quot;http://v.netlogstatic.com/v4.00/2456//s/i/smilies/hug.gif&quot; alt=&quot;:)&quot; /&gt; &lt;img class=&quot;smiley&quot; src=&quot;http://v.netlogstatic.com/v4.00/2456//s/i/smilies/cold.gif&quot; alt=&quot;:)&quot; /&gt; &lt;img class=&quot;smiley&quot; src=&quot;http://v.netlogstatic.com/v4.00/2456//s/i/smilies/flowers.gif&quot; alt=&quot;:)&quot; /&gt; &lt;img class=&quot;smiley&quot; src=&quot;http://v.netlogstatic.com/v4.00/2456//s/i/smilies/cry.gif&quot; alt=&quot;:)&quot; /&gt;</description>
            <author>Yarqon</author>
            <pubDate>Fri, 28 Nov 2008 18:04:27 UT</pubDate>
        </item>
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            <title>Mais um dia</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Yarqon/blog/blogid=1550176</link>
            <description>&lt;img class=&quot;smiley&quot; src=&quot;http://v.netlogstatic.com/v4.00/2456//s/i/smilies/love.gif&quot; alt=&quot;:)&quot; /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class=&quot;textAlign textAlignCenter&quot;&gt;&lt;strong&gt;Mais um dia,&lt;br /&gt;Outro de solidão,&lt;br /&gt;Que agora se inicia...&lt;br /&gt;Apesar do meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tâo grande.Porém dentro dentro de mim.&lt;br /&gt;Escondido das vistas, é algo que se ignora,&lt;br /&gt;Como tudo o mais que é assim.&lt;br /&gt;O coração devia ser do lado de fora.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;img class=&quot;smiley&quot; src=&quot;http://v.netlogstatic.com/v4.00/2456//s/i/smilies/love.gif&quot; alt=&quot;:)&quot; /&gt;</description>
            <author>Yarqon</author>
            <pubDate>Wed, 26 Nov 2008 16:27:42 UT</pubDate>
        </item>
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            <title>Ódio</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Yarqon/blog/blogid=1528278</link>
            <description>Ninguém sabe o que eu estou sentindo.Ninguém sabe como vivo e como suporto a minha passagem sobre este mundo frio todos os dias.&lt;br /&gt; Amor, sempre o amor... a falta dele, melhor dizendo.&lt;br /&gt; Qual é a mão que me toca, qual é a boca que me diz as coisas que eu preciso ouvir? Não tem.Nada de nada.&lt;br /&gt; Eu ouço música, eu escrevo, leio, caminho, vou assistir um filme ou uma peça, às vezes converso as conversas de todos os dias com os conhecidos... Mas a lembrança está sempre dentro de mim, desta solidão interminável.Agora, outro o está a ajudar, pois tem dinheiro (e, além disso, é bonito, muito mais do que eu.).Ele se encontra com ele, volta para casa 2 ou 3 horas da madrugada.Talvez beije ele na boca, faça carinho e deixe o outro fazer nele, tudo o que eu não posso. &lt;br /&gt; Vão dizer que estou com inveja... E daí? Não posso querer um pouco de carinho também? Quem é que pôs os seres humanos em posições diferentes no jogo da vida, dando armas a uns e desarmando outros? É justo?&lt;br /&gt; Se fico irritado, bato mais forte a porta ou emburro a cara, ele simplesmente para de me dirigir a palavra e ao voltarmos a nos falar, me atira pedras e diz que complico as coisas.Não consigo chorar, mas tenho muita vontade, muita mesmo.&lt;br /&gt; Eu odeio.. tenho muito ódio no meu coração, mas não sei bem de quê ou de quem.Só queria um pouco de felicidade.Não tenho esse direito.</description>
            <author>Yarqon</author>
            <pubDate>Fri, 07 Nov 2008 20:16:14 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>O Beijo</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Yarqon/blog/blogid=1507127</link>
            <description>Esses dias, pensei em acabar com tudo.Mas antes, quis ir à mesquita pela última vez, pela vez derradeira.Depois, sim, eu ia me matar.Talvez me enforcaria, ou me esfaquiaria, tomaria remédios... faria qualquer coisa.A vida não fazia mais sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas foi então que eu encontrei um amigo.Talvez nem seja um tão grande amigo, mas foi a única pessoa que me tocou.Marcelo... como sempre faz com todos, me beijou no rosto.E eu fiquei até sem graça, mas foi o máximo.Sim!Talvez eu pudesse ter alguma esperança, ainda que mínima.E, por causa de seu toque, decidi continuar vivendo.</description>
            <author>Yarqon</author>
            <pubDate>Tue, 21 Oct 2008 19:59:17 UT</pubDate>
        </item>
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            <title>A vida</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Yarqon/blog/blogid=1489187</link>
            <description>Eu odeio a vida.</description>
            <author>Yarqon</author>
            <pubDate>Tue, 07 Oct 2008 20:53:13 UT</pubDate>
        </item>
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            <title>Minha Desgraça</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Yarqon/blog/blogid=1489083</link>
            <description>Por qual carícia se exprime o meu desejo  &lt;br /&gt;E em qual beijo está o meu amor,&lt;br /&gt;Se com a mão não toco aquilo que vejo,&lt;br /&gt;Se em todas as batalhas sou perdedor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém aqui sabe o que é gostar de uma pessoa e, além de não ser correspondido, ainda por cima ser humilhado por causa disso pela própria pessoa que se ama? Eu sou muito desgraçado mesmo.Mas isto é internet.Não há olhos para me verem, e por mais que eu me identifique e me caracterize como um ser existente e vivente, não é igual à vida real, onde cada um é ao mesmo tempo ator e expectador, ou, sei lá, cobaia da vida, de um teste do qual se participa para ver no que vai dar mas que não se sabe o motivo disto.Não tenho por que esconder meus sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gosto de um cara.Moro com ele.Ele está, parte do dia, ali pertinho de mim.Eu quero tocá-lo, quero que ele me toque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nada.Só está comigo por razões econômicas.Já me disse que nunca vai me dar o que eu quero.Só permite sexo, que aliás ele aprecia muito.Não é fácil para mim, nem um pouco.E eu não tenho com quem conversar sobre isto, nem sequer posso conversar.Ele é frio, e o pior é que não encontro ninguém além dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou bonito, nem rico, nem interressante.Quem iria se aproximar de mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes eu penso em acabar com tudo.Só o que não tenho: é coragem.</description>
            <author>Yarqon</author>
            <pubDate>Tue, 07 Oct 2008 19:27:59 UT</pubDate>
        </item>
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            <title>Avec le temps</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Yarqon/blog/blogid=1483954</link>
            <description>Hoje eu fui na mesquita.O sermão foi brando, talvez pelo clima de fim de Hamadán ( o mês de jejum, abstinências e  rezas, para quem não sabe sobre as obrigações religiosas dos muçulmanos ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;quot;...Se eu tenho muitos pecados, o Perdão de Allah ( Deus ) é maior. E se o Perdão de Allah só abrange os que são mais corretos, a quem recorrerá o que peca mais?&amp;quot; - foi o que disse o xeique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sou um rapaz muito religioso, apesar de ter e de respeitar a religião, como poucos o fazem nos dias de hoje.Tenho planos para, um dia, se Deus quiser, eu ser mais &amp;quot;certinho&amp;quot;.Porém, mesmo agora, faço o possível para ser sempre uma pessoa tolerante, ao contrário do que vejo muitos ao meu redor fazerem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nietzche escreveu um livro chamado &amp;quot;Assim falou Zaratustra&amp;quot; ( &amp;quot;Also sprach Zaratustra&amp;quot; ), um bom livro, principalmente para quem o entendeu completamente.O livro, no entanto, pouco ou nada fala do verdadeiro Zaratustra, uma figura legendária da antiga Pérsia, o atual Irã.Zaratustra, ou Zoroastro, foi um profeta que viveu aproximadamente 700 anos antes da nossa era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Detalhes.Já basta.Qualquer um pode encontar dados sobre figuras históricas numa enciclopédia ou num site da internet.Não vou me ater muito a isto.O que eu quero passar é a lição dele.Zaratustra costumava ensinar o seguinte: &amp;quot;Para viveres bem, tenha bons pensamentos, boas palavras e boas ações&amp;quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo, a gente se cansa.A gente se cansa dos problemas, dos desencontros, dos desentendimentos, mal-entendidos, chantagens, das vergonhas que passamos ou que procuramos evitar.&lt;br /&gt;Com o tempo, a gente cansa.A gente se cansa de pedir X e ganhar o Y, de desejar e não conseguir, de fazer inimigos por querer ou sem querer, de dar ou de receber dos amigos apenas parte daquilo que esperamos, de ver com os olhos e não poder alcançar com as mâos, de lamentar pelo passado ruim e pelo futuro incerto a atormentar nossas vidas.Com o tempo, a gente se cansa.A vida vai se tornando insuportável.A gente se cansa do tempo.A gente se cansa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou aqui para ditar ou tentar ditar soluções.Mesmo porque não as possuo.Aceito, também, as sugestões que porventura vierem da parte de qualquer pessoa que topar comigo pelas andanças da vida, pela fala do próprio tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, será que Zaratustra não estava certo? Porque é bem certo que muito pouca gente ouviu o eco de suas palavras, tanto em sua época como posteriormente, agora.E é bem provável, da mesma forma, que aquela palavras continuem a ser apenas palavras, nunca tornadas feitos poela grande maioria dos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se... e se houvesse sido o contrário? Não estaríamos todos nós muito melhores.Nosso mundo interior não estaria muitíssimo mais tranqüilo e nosso mundo exterior,o &amp;quot;comum&amp;quot;, não estaria quase que em paz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente, acredito que sim.Quero tentar;&amp;quot;Bons pensamentos, boas palavras, boas ações!&amp;quot;</description>
            <author>Yarqon</author>
            <pubDate>Fri, 03 Oct 2008 18:28:05 UT</pubDate>
        </item>
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            <title>Comunicação</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Yarqon/blog/blogid=1469424</link>
            <description>Por que será que por trás do que se diz, tem sempre o querer dizer? E por que será que o dizer nunca vem junto do ser compreendido?</description>
            <author>Yarqon</author>
            <pubDate>Mon, 22 Sep 2008 19:33:49 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>Marionetes</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Yarqon/blog/blogid=1442417</link>
            <description>Uma vez, um amigo meu, homem já de meia idade, que passou por muita coisa boa e ruim na vida, me disse que todos nós somos marionetes, que viver é ser uma marionete.Ele disse : &amp;quot;É só escolher &lt;strong&gt;de quem &lt;/strong&gt;queremos ser marionete.&amp;quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No nosso idioma, existem duas formas:&lt;em&gt; marionete&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;marioneta&lt;/em&gt;,e derivam do francês &lt;em&gt;marionette&lt;/em&gt;.É uma palavra bonita, apesar do seu significado estar relacionado àquilo que se manipula, que se controla, algo que não tem vontade própria, autômato, robot.A orígem da marionete, no Japão, está relacionada á ópera, no século XV.Precisamente em 1624, em Osaka,quando surge o teatro de fantoches Bunraku.Era manipulada por varinhas.Aqui no Ocidente, aparece antes, na Idade Média, no que hoje é a França.&lt;em&gt;Marionette&lt;/em&gt; é o diminutivo de &lt;em&gt;Marion&lt;/em&gt;, que por sua vez é um diminutivo de &lt;em&gt;Marie&lt;/em&gt;.O seu uso desenvolveu-se posteriormente, em especial a partir do século XVIII, espalhando-se por diversas regiões da Europa, com destaque para a Sicília e a Península Ibérica.Atualmente, todo o mundo a conhece,pois que ela diverte e encanta adultos e crianças dos cinco continentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir do momento em que se toma consciência do papel que se deseja desempenhar, a escolha do controlador é de fundamental importância.Somos todos marionetes, marionetes que estão submetidas à alguém ou algo, mas que igualmente fazem um determinado espetáculo, assistido por platéias imensas e que, eventualmente, pode render muito lucro com o dinheiro das entradas, dependendo de quem as comprar ou de quanto elas custarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser marionete, para nós, tem este duplo aspecto - por um lado, nos movem forças e elas independem da nossa vontade; por outro, ainda podemos, até certo ponto, decidir em quais mãos estarão as nossas cordinhas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As marionetes que dão nome à nossa condição, aqueles simpáticos brinquedos inanimados, são feitos de pau, de papel, papelão, pano, lata ou qualquer outro material que não a carne, o osso e o pensamente.Não podem ter desejos.Não tem consciência de ser, de estar no mundo. Ter esta consciência dá ao homem o desejo, o desejo de atuar nele, participar, contribuir, desfrutar dele.Não importa de isto vá contra ou a favor do outro que também tem esta consciência.Mas ter o desejo não garante que a realização venha junto.É por causa disto que as escolhas pesam tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tu nem sequer  podes contar com a certeza da concretização daquilo que desejas, escolher um caminho errado vai diminuir ainda mais as tuas chances.Terás de resolver outros problemas, gastarás mais energia.O caminho são as mãos que nos controlam.</description>
            <author>Yarqon</author>
            <pubDate>Tue, 02 Sep 2008 16:08:49 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>Perguntar</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Yarqon/blog/blogid=1419665</link>
            <description>&lt;img class=&quot;smiley&quot; src=&quot;http://v.netlogstatic.com/v4.00/2456//s/i/smilies/scanner.gif&quot; alt=&quot;:)&quot; /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei a uma conclusão: concidero-a,sem modéstia alguma de minha parte, muito bem pensada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raciocinem comigo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, os seres humanos, nós que somos o bicho-homem que, querendo ou não, estamos a conviver a todo instante com nossos semelhantes, nós somos demasiado briguentos.Se não estamos envolvidos em uma discusão inútil ou desgastante, ao menos estamos prontos para uma, dadas as nossas maneirs  agressivas, treinadas e retreinadas, a princípio por uma questão de defesa.Nos acostumamos a isto.De hábito, vai passando a uma &amp;quot;segunda natureza&amp;quot;, algo realmente próprio de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca sabemos o que o outro quer de nós e nem sequer o que quer dele mesmo.Nas coisinhas mais insignificantes, erramos.Nunca estamos dispostos a ceder um palmo sequer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que o outro, de forma geral e também cada um em particular precisa de nós?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como saber?  &lt;img class=&quot;smiley&quot; src=&quot;http://v.netlogstatic.com/v4.00/2456//s/i/smilies/confused2.gif&quot; alt=&quot;:)&quot; /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, nada tão fácil e ao mesmo tempo divertido... Perguntando.Perguntar é o caminho mais fácil.Se dizem a verdade, é algo extremamente simples.Se mentirem, ora! Não somos assim tão bobos - podemos desconfiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basicamente, devido a uma tendência natural de toda e qualquer pessoa, exageramos em tudo.Sendo assim, o melhor é o diàlogo, conversar, questionar.Mas, como parte do que for requerido será puro exagero, algo de que não se necessita realmente e é apenas capricho momentãneo, engano ou auto-engano, digamos que  deve-se conceder apenas em uns 80%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca 100%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida será descomplicada se procedermos assim, resolveremos nossos problemas de comunicação.Se não com a solução ( é, admito a possibilidade de estar errado nas minhas conclusões...), ao menos com uma solução inventada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;quot;Solução inventada&amp;quot; ?! Podem dizer que é irresponsável pensar deste jeito.Mas alguém vê outra jeito? Uma coisa é indubitável: melhor perguntar e dar apenas 80% do que se pediu, que não perguntar e não dar nada também.</description>
            <author>Yarqon</author>
            <pubDate>Sat, 16 Aug 2008 02:05:51 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>O Lado Ruim</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Yarqon/blog/blogid=1404855</link>
            <description>&lt;img class=&quot;smiley&quot; src=&quot;http://v.netlogstatic.com/v4.00/2456//s/i/smilies/evileyes.gif&quot; alt=&quot;:)&quot; /&gt;&lt;br /&gt; Trabalhar pode ser bom, no sentido de que não ficamos parados, exercitamos o corpo e a mente, e , mesmo não sendo bom o esforço, é com ele que ganhamos o nossso sustento, seja ou não o suficiente para satisfazer todas as nossas necessidades materiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lado ruim do trabalho, contudo, pesa mais.Ele praticamente define todo o trabalho em si.É por isto que o trabalho não é uma satisfação e muito menos uma compensação para a maioria das pessoas.É, antes, uma condenação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, sei o que significa o suor no rosto, o próprio suor que te faz ter o pão de cada dia.E sei também o que é o desaforo, a vergonha de suportar calado a humilhação das palavras impensadas do patrão, sempre pronto a reclamar sem muito motivo, e com motivo ainda pior do que um leão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz de quem não precisa aguentar isto e tem como ganhar a vida sem depender de ninguém.Diretamente, claro, pois todos os seres humanos estão em convivência mútua uns com os outros, dependendo do que o outro lhe dá e dando algo em troca.Mas o que digo é não depender de forma tão óbvia, que é o que causa os abusos de quem te dá dinheiro na mão e sabe que você não poderá retrucar como gostaria as ofensas e humilhações que receber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando a vida sob a ótica do trabalho desgastante, quando ele é uma realidade, toda ela é um saco, uma chatice, no mínimo. Muito do caráter rabugento das pessoas de mais idade ( ou nem tanta idade assim... ) se deve ao que o trabalho lhes marcou na carne de sofrimento e cansaço, agravado pelas palavras duras dos patrões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é muito injusta.</description>
            <author>Yarqon</author>
            <pubDate>Mon, 04 Aug 2008 02:10:20 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>Ingenuidade</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Yarqon/blog/blogid=1396275</link>
            <description>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;Não sei se é a minha idade, ou o meu caráter mesmo, mas parece que as pessoas me olham com olhos maldosos, por causa da maneira como eu me porto, e se aproveitam da minha boa vontade, quando estou disposto a ser gentil e generoso, o que não é raro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São falsas comigo, me fazem pensar que estão agindo de ema forma, quando na verdade estão agindo de outra.E eu nunca maltrato ninguém, nem mesmo se merece ou se estou de mau-humor.Nunca fui assim.Onde erro? Por que não me retribuem apropriadamente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso se eu, por valorizar as pessoas pelo que elas são por dentro, e não por terem ou não dinheiro, não acabo sendo visto como bobo.Não sou bobo, apenas valorizo o que se deve valorizar em alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também sou e sempre fui muito independente em alguns sentidos, mas en outros, totalmente dependente.Pois não suporto a solidão e ela está me matando.Não consigo mais relaxar com nada, nem com sono, nem com banhos quentes, e nem mesmo com sexo.Não sei o está a acontecer comigo.Ou melhor, sei muito bem... O que me falta é um poucoi de carinho, mas quem vai dar?</description>
            <author>Yarqon</author>
            <pubDate>Mon, 28 Jul 2008 01:05:28 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>Começos ruins, finais idem.</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Yarqon/blog/blogid=1362105</link>
            <description>Tem um provérbio sérvio que diz:&amp;quot;Dobar pocetak je pola uspeha&amp;quot; - &amp;quot;Um bom ponto de partida conduz a um bom ponto de chegada&amp;quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img class=&quot;smiley&quot; src=&quot;http://v.netlogstatic.com/v4.00/2456//s/i/smilies/holmes.gif&quot; alt=&quot;:)&quot; /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, digamos que o homem busca alcançar sempre as mesmas coisas.Digamos que ele está sempre à procura de algo, e que ele sempre lança mão dos mesmos meios para alcançá-lo.Por que não alcança? Ou melhor, por que somente faz conseguir o oposto, ou aquilo que de uma forma ou de outra não lhe apraz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque começa as coisas de jeito errado.</description>
            <author>Yarqon</author>
            <pubDate>Sat, 28 Jun 2008 20:38:21 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>Estações</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Yarqon/blog/blogid=1355743</link>
            <description>&lt;strong&gt;&lt;span class=&quot;textAlign textAlignCenter&quot;&gt;Numa língua estrangeira, &lt;br /&gt;Eu ouço uma canção agora.&lt;br /&gt;A emoção dá para sentir.&lt;br /&gt;A vida é comun nas trilhas sonoras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo problema vai passar,&lt;br /&gt;As felicidades idem.&lt;br /&gt;Poderão, também, um dia se topar -&lt;br /&gt;Trilhos ligados, trens que se colidem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As estações constroem fortalezas&lt;br /&gt;Que elas mesmas irão destruir.&lt;br /&gt;Só sua sucessão é uma certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já vejo a estaçõa atual em seu partir,&lt;br /&gt;Nos dando adeus sem lágrima, bem de mansinho,&lt;br /&gt;Dando a entender que logo reaparecerá pelo caminho...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;</description>
            <author>Yarqon</author>
            <pubDate>Mon, 23 Jun 2008 01:43:48 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>Manhã de inverno</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Yarqon/blog/blogid=1353783</link>
            <description>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;Manhã cinzenta de inverno.&lt;br /&gt;A névoa cobre as ruas, o parque, a estação.&lt;br /&gt;Mãos no bolso - gesto terno&lt;br /&gt;Do rapaz que caminha.Resignação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ruídos da cidade, o burburinho...&lt;br /&gt;N'alma quieta, a gritar calada,&lt;br /&gt;Mal chegam a entrar.&lt;br /&gt;E ele segue seu caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manhã cinzenta de inverno.&lt;br /&gt;Montanhas distantes, inatingíveis, &lt;br /&gt;Cercam o mundo interior.&lt;br /&gt;O olho vê, a mão não toca seu amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os ruídos da cidade, o burburuinho,&lt;br /&gt;Trilha sonora de cada dia,&lt;br /&gt;Da vida do poeta,&lt;br /&gt;Vão eclipsando a poesia.</description>
            <author>Yarqon</author>
            <pubDate>Sat, 21 Jun 2008 02:28:53 UT</pubDate>
        </item>
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            <title>Oração - minha versão da canção Molitva, de Marija Seri</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Yarqon/blog/blogid=1349995</link>
            <description>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;Não fecho meus olhos.&lt;br /&gt;Na cama fria o sono não vem.&lt;br /&gt;A vida desvaneceu,&lt;br /&gt;A força, a coragem e o sonho também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou perdendo a razão,&lt;br /&gt;Todo o resto eu já perdi.&lt;br /&gt;Mas ainda te amo,&lt;br /&gt;Ainda confio cegamente em ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como louco, caminho à toa -&lt;br /&gt;Agora, tenho é medo de me apaixonar.&lt;br /&gt;As horas são vazia,&lt;br /&gt;Nem conto mais os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oração...&lt;br /&gt;Lá dentro, em silêncio eu te grito,&lt;br /&gt;Meu coração...&lt;br /&gt;Sem palavras, só teu nome é dito.&lt;br /&gt;Sabe Deus, eu não sei,&lt;br /&gt;Há quantas noites vou seguindo assim.&lt;br /&gt;Sabe Deus, se errei&lt;br /&gt;Por só te lembrar e não fazer&lt;br /&gt;Nenhuma oração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Deus não posso enganar,&lt;br /&gt;É inútil tentar mentir.&lt;br /&gt;Como eu poderia dizer a Ele&lt;br /&gt;Que é melhor viver sem ti?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oração...&lt;br /&gt;Lá dentro, em silêncio eu te grito,&lt;br /&gt;Meu coração...&lt;br /&gt;Sem palavras, só teu nome é dito.&lt;br /&gt;Sabe Deus, eu não sei,&lt;br /&gt;Ha quantas noites vou seguindo assim.&lt;br /&gt;Sabe Deus, se errei&lt;br /&gt;Por só te lembrar e não fazer&lt;br /&gt;Nenhuma oração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sabe Deus, eu não sei,&lt;br /&gt;Há quantas noites vou seguindo assim.&lt;br /&gt;Sabe Deus, se errei&lt;br /&gt;Tendo o teu nome como única oração,&lt;br /&gt;Meu coração...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só teu nome é minha oração.</description>
            <author>Yarqon</author>
            <pubDate>Tue, 17 Jun 2008 19:12:31 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>O Bom Humor</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Yarqon/blog/blogid=1344075</link>
            <description>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;Engraçado como o bom humor atrai.&lt;br /&gt; Ninguém gosta de ficar perto de gente mau humorada.Se você tem problemas, escondê-los é quase uma obrigação.As pessoas vão se afastar aos poucos daqueles que as fazem tristes, até que se encontrem cercadas de bons amigos, que só as fazem rir e sorrir... Ah, se fosse assim!&lt;br /&gt; Somos muito hipócritas quanto a isto. Agimos como se a vida fosse um caminho de rosas.Mas também não nos preocupamos em não magoar quem está ao nosso redor se estamos nervosos.Somos egoístas demais para viver em sociedade, e, no entanto, fracos demais para viver sozinhos.Absurdo!</description>
            <author>Yarqon</author>
            <pubDate>Thu, 12 Jun 2008 19:42:04 UT</pubDate>
        </item>
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            <title>A hora do basta</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Yarqon/blog/blogid=1324037</link>
            <description>&lt;strong&gt;Não tenho muita esperança de que alguém vá ler estas minhas palavras.Escrevo mesmo é para desabafar.&lt;br /&gt; Agora eu comecei a trabalhar outra vez. É um serviço bastante duro.Mas penso que eu posso suportá-lo.Agora eu vou é me dedicar ao trabalho, que ele toma quase todo o meu dia.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Bem... não é disso que eu quero falar.É sobre o meu estado de esprírito.&lt;br /&gt; Já faz dias que isto está na minha cabeça: observar, observar, observar! Eu nasci para observar.Vou ficar mais calado a partir de agora, quero falar cada vez menos, e, de certo modo, me fechar um pouco dentro do meu mundo.Eu quero é não dizer o que eu quero ou deixo de querer, não interferir na vida das pessoas.Apenas observar o mundo.Se me perguntarem algo, responderei, suscintamente, e se me quiserem comunicar as coisas, ouvirei e serei atento, mas é só isso.&lt;br /&gt; Dói muito ouvir alguém dizer que não se importa com o que você pensa ou demonstrar isto em atos.E, no meu caso em particular, poucos são os que me consideram importante em suas existências, e ainda assim eles não me concideram tão importante.&lt;br /&gt; E o amor? Ah, o amor... tanto me dei, que acabaram se enjoando.Me negaram carícias, beijos, abraços.Era tudo o que eu queria, alguém que me desse isto.Sinto que assim a vida tem sentido, que todos os pesares são simplesmente nada.De qualquer forma, nunca poderei saber se sou mesmo atraente.Porque, da forma como eu me vejo, somente eu me vejo.Como o olhar dos outros me julga será sempre um mistério para mim.&lt;br /&gt; Chorei, falei palavras tolas (e o que é pior, em grande quantidade), dei o que queriam sem cobrar pelos meus desejos, às vezes me enalteci demais, às vezes me desmereci demais, e sempre procurei o que os outros se acostumaram a deixar de lado.Enfim, fiz um papel ridículo.&lt;br /&gt; Agora, está na hora de dar um basta.&lt;br /&gt; Se alguém estiver lendo e tiver alguma vontade de me ajudar, conselhos serão bem-vindos.&lt;br /&gt; Até breve.&lt;/strong&gt;</description>
            <author>Yarqon</author>
            <pubDate>Tue, 27 May 2008 19:07:39 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>Agora há pouco</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Yarqon/blog/blogid=1169715</link>
            <description>Agora há pouco eu estava com dores de barriga, e também me sentia enjoado.&lt;br /&gt;De manhã, senti (apenas eu, meus colegas não) um cheiro repugnate de peixe saindo do microondas, lá na cozinha daqui da escola onde trabalho.Depois que minha barriga começou a doer, todo o cheiro dos produtos de limpeza usados no banheiro me enjoaram também.Isto sem falar que hoje estou meio cabisbaixo, pensativo.O frio foi outra coisa a me abalar, já que estou sem agasalho.Depois eu pego a blusa preta lá em casa.&lt;br /&gt;Esta dor física que me deu, me fez pensar na morte.&lt;br /&gt;Sempre morri de medo de sofrer na hora final, porque sei que a dor da morte não tem como ser descrita de tão grande que deve ser.Morro de medo desde agora...&lt;br /&gt;Ao dar a descarga, cuidei para tapar o vaso sanitário, para evitar qualquer cheiro azedo que todo mundo já deve conhecer, natural depois de estarmos com o ventre mal...&lt;br /&gt;Não tem por que eu ter vergonha de nada, afinal estou no computador, e não vejo olhos olhando nos meus, mas eu sinto uma vergonha sim.Tão natural quanto o cocô.&lt;br /&gt;Ah!!!!!!! Montaigne escreveu num de seus livros: &amp;quot;Mesmo em cima de um trono, o homem está sentado sobre o seu traseiro.&amp;quot; Foi algo assim.Engraçado como a vergonha nos persegue até a hora da morte...&lt;br /&gt;Chega, não consigo mais falar sobre isto.</description>
            <author>Yarqon</author>
            <pubDate>Wed, 30 Jan 2008 18:32:13 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>Talvez seja isto</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Yarqon/blog/blogid=1168325</link>
            <description>Não gosto do verbo achar.Ele tem dois sentidos, como todo mundo sabe.Se eu digo &amp;quot;acho&amp;quot;, dependendo do contexto em que a palavra está, posso estar dizendo que &amp;quot;vou encontrar uma coisa&amp;quot;, ou que &amp;quot;penso isto ou aquilo&amp;quot;...&lt;br /&gt;Nada contra o primeiro sentido.Porém o segundo, aprendi que não é legal.Um amigo muito íntimo me disse uma vez: &amp;quot;Ou eu tenho certeza de que algo é ou de que não é.&amp;quot;Mas não é bem assim que as coisas acontecem.Muitas vezes a certeza não está junto de nós...&lt;br /&gt;Portanto... eu acho que já sei.Sim, talvez seja isto.&lt;br /&gt;Para a pergunta &amp;quot;Por que com o passar do tempo as pessoas vão deixando os seus sonhos de lado e aceitam o que a vida oferece sem revolta?&amp;quot;, a resposta depende da própria vida.Ela só pode ser vivivida com o outro.O eu depende do tu.Mas o olhar do tu é aquilo com o que é mais dificil de lidar.&lt;br /&gt;Quem de nós não tem medo de ser rejeitado? Quem de nós não necessita de estar seguro, junto de quem o apoiará e lhe dirá sim?&lt;br /&gt;Dói demais a rejeição.Para não sermos isolados dos outros, nos rendemos aos seus desejos.Temos medo de que eles nos derrubem.</description>
            <author>Yarqon</author>
            <pubDate>Tue, 29 Jan 2008 19:30:33 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>Voltar a viver</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Yarqon/blog/blogid=1131901</link>
            <description>Eu voltei à vida depois de 6 meses estudando, estudando com um grupo de muçulmanos.Aprendi muita coisa, mas agora é hora de se mover, pôr em prática o que aprendi, buscar um trabalho, um lugar pra morar, amigos...&lt;br /&gt;Reencontrei meu antigo amante, e de certa forma tudo voltou a ser como era antes.Outra vez não vejo a hora de a gente se encontrar... ele prometeu que desta vez vai ser diferente, que ele vai ser mais próximo, mais carinhoso, mais íntimo.&lt;br /&gt;Espero que esteja falando mesmo a verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se do copo que eu te der&lt;br /&gt;Tu não beberes ansiosamente,&lt;br /&gt;É porque tua boca não tem cede,&lt;br /&gt;É porque a mim ela mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me desejem sorte.</description>
            <author>Yarqon</author>
            <pubDate>Thu, 03 Jan 2008 17:34:54 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>Pele Morta</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Yarqon/blog/blogid=1130040</link>
            <description>Hoje encontrei uma pessoa que não via fazia tempo.&lt;br /&gt; Me disse que durante o tempo em que não nos vimos, ele foi a seu país e voltou.&lt;br /&gt;Perguntei, em espanhol: &amp;quot; Lo que hubo con tu piel?&amp;quot;. A pele dele estava grossa e cheia de feridas.Ele me respondeu que sua pele está morta, que ele está com AIDS. E disse que antes já sabia.&lt;br /&gt; Foi um comentário amargo.Como se ele já esperasse pelo pior.Ou como se não esperasse que fosse realmente chegar a hora em que ficasse assim.&lt;br /&gt; É facil comentar a vida de alguém como se pudéssemos entendê-la, mas é bobagem.O que dizer? Que ele foi irresponsável ou que o destino reservou isto para ele, como reservaria para qualquer outro?&lt;br /&gt; Seja lá como for, é como se eu pudesse sentir o sofrimento dele, pelo menos um pouco.&lt;br /&gt;Muita gente me diz que eu sou assim, mas não com palavras.Percebo que gostam da minha companhia, que vêem que há algo de diferente em mim, que cativa a todos, mesmo os que não são meus amigos.&lt;br /&gt; Eu posso sentir as dores do mundo.Será que isso é bom para mim?</description>
            <author>Yarqon</author>
            <pubDate>Wed, 02 Jan 2008 12:02:44 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>Aquilo que fica em definitivo</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Yarqon/blog/blogid=1124828</link>
            <description>A gente pode perder tudo, menos os nossos desejos.Os dias, as semanas, os meses e por fim os anos vão passando, e a vida se encarrega de levar em sua viagem pedaços da gente, às vezes pedaços pequenos, às vezes grandes... mas com o tempo nós somos todos destruídos.&lt;br /&gt; Não falo da morte.A morte em si nem é tão cruel.O que há de cruel nela é que antes dela chegar, vai nos exigindo pagamento, como que se estivéssemos adiando a sua vinda definitiva dando em troca isso, aquilo, aquilo outro...&lt;br /&gt; Tudo as pessoas podem rancar da gente - o respeito, a dignidade, a disposição para sorrir, a coragem para buscar o que queremos, a força para sermos nós mesmos... tudo, tudo o que temos de importante.Menos o conhecimento.Os livros nem sempre poderão ser carregados, porém aquilo que conseguirmos aprender levaremos conosco, e, se observarmos bem o mundo à nossa volta e alcançarmos a compreensão daquilo que acontece, ao menos teremos o consolo de identificar o perigo antes dele nos pegar, reconhecendo-o  através do som dos seus passos, nem que seja mais ou menos, e assim ao menos vamos poder tentar escapar.&lt;br /&gt; E se tivermos bom coração, poderemos usar o nosso conhecimento para o bem, e avisar os outros, para que tentem fugir também.</description>
            <author>Yarqon</author>
            <pubDate>Fri, 28 Dec 2007 14:40:25 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>Nada encontrei que me ilustrasse</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Yarqon/blog/blogid=799530</link>
            <description>Estarei ausente por alguns dias.&lt;br /&gt; Contudo, estou feliz.Digo isso do fundo do coração.Tentei mudar minha página de fundo, mas não encontrei nada que se ajustasse bem à minha personalidade.&lt;br /&gt; Faltou alguma ilustração do tipo um bosque no outono, o rosto de uma raposa vermelha, uma grande planície a se estender pelo horizonte ou, quem sabe, um riacho a deslizar por entre as colinas ou o mar azul a se quebrar nos rochedos, num dia frio em que o vento agita uma longa cabeleira de um jovem apaixonado, ou pensativo, ou sereno porém com algo de melanólico e desesperado a mexer com o seu coração - o que é a mesma coisa de estar apaixonado.&lt;br /&gt; Não encontrei nada que representasse o meu caráter com exatidão.Sou poeta e o mundo inteiro é pouco para mim.Este mundo que todos podemos enxergar com os olhos é pequeno, embora tantas vezes belo, quando comparado com aquele que cada um vê com o olhar e que aproxima as pessoas umas das outras... ou que distancia, quando há relutância em contemplá-lo.&lt;br /&gt; Que todos fiquem em paz.E me desejem boa sorte.</description>
            <author>Yarqon</author>
            <pubDate>Wed, 27 Jun 2007 10:24:51 UT</pubDate>
        </item>
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