António PratesConfiança (Quarta, 7 Janeiro 2009 às 15:28)
"Lenhador"
As mãos gastas e calosas,
O Inverno frio e molhado...
As paisagens mais formosas
Estão na ponta do machado...
I
O vento seco, inconstante,
Esbraceja no descampado...
Um murmúrio assobiado
Sempre altivo e dominante...
O dançar mais elegante
Nas figueiras majestosas...
O silêncio das felosas,
Ao sentir o invasor...
No passar do lenhador
As mãos gastas e calosas...
II
Pela estrada da saudade,
A algazarra dos gaiatos...
Noutros tempos sem sapatos,
Um padrão de eternidade...
Leva o passo a soledade,
No caminho já cansado...
Um andar desempenado
Pisa lama pela estrada...
Nos resquícios de geada,
O Inverno frio e molhado...
III
Vai e vem, segue sozinho,
Todo o tempo caminhando...
Pela estrada vai andando
À procura do azinho...
A fragrância do caminho;
Estradas velhas e airosas...
Pelas pernas dolorosas
Duas léguas já passaram...
E dois olhos que fitaram
As paisagens mais formosas...
IV
Com a zagaia a baloiçar
Num aceno ao casario...
Quando entra no pousio,
Entra o tempo a cacimbar...
Vê-se ao longe a bracejar
Pela estrema do lavrado...
O sorriso do montado
Vem da copa d`azinheira...
E os petiscos à lareira
Estão na ponta do machado...
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luiz serrao (Sábado, 24 Outubro 2009 às 19:30)
- suelimarques:
Olá Serrão
Até aqui nos encontramos hein?
Como vai vc?
Abs
Sueli
António Prates Confiança (Quarta, 7 Janeiro 2009 às 15:28)
"Lenhador"
As mãos gastas e calosas,
O Inverno frio e molhado...
As paisagens mais formosas
Estão na ponta do machado...
I
O vento seco, inconstante,
Esbraceja no descampado...
Um murmúrio assobiado
Sempre altivo e dominante...
O dançar mais elegante
Nas figueiras majestosas...
O silêncio das felosas,
Ao sentir o invasor...
No passar do lenhador
As mãos gastas e calosas...
II
Pela estrada da saudade,
A algazarra dos gaiatos...
Noutros tempos sem sapatos,
Um padrão de eternidade...
Leva o passo a soledade,
No caminho já cansado...
Um andar desempenado
Pisa lama pela estrada...
Nos resquícios de geada,
O Inverno frio e molhado...
III
Vai e vem, segue sozinho,
Todo o tempo caminhando...
Pela estrada vai andando
À procura do azinho...
A fragrância do caminho;
Estradas velhas e airosas...
Pelas pernas dolorosas
Duas léguas já passaram...
E dois olhos que fitaram
As paisagens mais formosas...
IV
Com a zagaia a baloiçar
Num aceno ao casario...
Quando entra no pousio,
Entra o tempo a cacimbar...
Vê-se ao longe a bracejar
Pela estrema do lavrado...
O sorriso do montado
Vem da copa d`azinheira...
E os petiscos à lareira
Estão na ponta do machado...
António Prates
(In Sesta Grande)
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E obrigado!
Sueli Marques (Segunda, 8 Dezembro 2008 às 15:57)
Ôi pessoal
Tudo bem???
Espero que aproveitem as informações
bjs
Sueli
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