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rato_com_pulgas

masculino - 33 anos, Lisbon, Portugal


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Blog 9


  • a crise dos pmp's

    anda tudo preocupado com a crise das pme's é pme's para aqui para acolá e até para ali e ninguém fala da crise dos pmp's ou seja a crise dos pequenos e médios pililaus, os sites andam infestados de mega pililaus dotados de grande poder de penetração nos mercados com marcas prestigiadas e sólidas cuja fama os precede, açambarcam avidamente toda a procura não deixando qualquer espaço de manobra aos pequenos e médios pililaus completamente marginalizados, tá mal é claro que isto leva a graves distorções no mercado que afetam claramente a qualidade dos produtos havendo muitos pequenos e médios pililaus a servirem se de artifícios gerando concorrência desleal ao camuflarem se de mega pililaus dotados de produtos ao gosto da procura chegando ao cúmulo de vários perfis e anúncios nos sites ostentarem as mesmas imagens de marca como originais seus nem pagando direitos de propriedade aos verdadeiros donos, espero com este singelo artigo chamar a atenção aos futuros governantes para esta crise que afeta todas as camadas e extractos da nossa sociedade.

  • Geminação hipócrita

    Estou indignado e envergonhado como lisboeta com a aprovação da geminação entre Lisboa e Gaza feita por uma proposta desse partidinho hipócrita formado em bloco de uma pseudo esquerda bem pensante, arrogante e vaidosa da sua "diferença" com a abstenção (que jeito que isto dá, assim tanto passa por não como por sim depende da conveniência de cada momento) do PS, CDS e PSD. Nada me move contra os palestinianos e seria um orgulho para mim essa geminação se Gaza não fosse uma cidade governada por fundamentalistas islâmicos que fazem tábua rasa dos mais elementares direitos humanos, ao ponto de usarem a população como escudos das suas actividades terroristas, fundamentalistas esses incapazes de qualquer diálogo ou respeito por qualquer acordo de paz, os verdadeiros fomentadores da guerra que assola aquela pobre terra, é com hipocrisias destas que se encobriram muitos das maiores
    monstruosidades que se fizeram ao longo dos tempos. Que se irá seguir? uma proposta de geminação entre o estádio nacional e o estádio de Cabul onde os talibans (coitados escorraçados pelos imperialistas americanos) executavam os opositores e as mulheres que violavam os sagrados fundamentos da religião?
    teria todo o sentido e coerência com o pensamento do BE.

  • cinco minutos á tuga

    Estou mesmo fulo há dias fiquei com o carro bloqueado cerca de hora e meia, cometi a impensável burrice de estacionar o carro no lugar apropriado para isso e quando cheguei verifiquei com espanto de ingénuo que havia duas filas a bloquearem os carros estacionados devidamente já, lá disfarcei uns minutos (dentro de nós nesses momentos perpassa uma sensação de embaraço por nos termos de expor ao ridículo de uma situação destas) esperando que os condutores se dignassem despachar para eu poder ir á minha vida, nada, esperançado que estivessem por perto lá comecei a buzinar cheio de fé, depois com desespero e por fim com indignação e consternação enquanto o som da minha buzina me soava cada vez mais a um urro de um burro por ainda estacionar o carro como deve ser, cerca de meia hora depois lá aparece um senhor esbaforido correndo na minha direcção, era o condutor do carro que me bloqueava em primeira fila, e que por sua vez estava agora também bloqueado por outro em segunda fila, indignado pela pressa que tinha em se ir embora começou a vociferar obscenidades contra os condutores que bloqueavam os outros e contra o país de merda que temos porque só aqui se cometem esses abusos, que devia haver leis e policias, que ninguém faz nada neste país e por aí afora, ignorou-me completamente e ao facto de ele também me ter bloqueado enfim com o mal dos outros podemos nós bem, lá lhe tive que lhe fazer notar a minha presença e dizer lhe que também ele me tinha feito o mesmo, “ó chefe foi só cinco minutos porra” respondeu-me de pronto e com toda a naturalidade do mundo, que podia eu dizer contra tal argumento? Desatámos a apitar furiosamente porque agora estávamos solidários no mesmo problema e não me sentia só na minha frustração cívica, mais meia hora e lá apareceu caminhando calmamente na nossa direcção um senhor muito bem vestido falando animadamente com a ostensiva dama que o acompanhava enquanto fazia ouvir o bi bi do comando do carro que nos bloqueava, completamente alheio ao desespero que a sua conduta causara e sempre com um sorriso em que transparecia a alvura ofuscante de uma dentadura imaculada, o da primeira fila tava avermelhado de raiva deixei que ele que falasse por nós, e falou uma cascata de impropérios que o decoro me impede de repetir aqui o outro sempre com o alvo sorriso aberto de orelha a orelha, enquanto calmamente despia o blazer para o pendurar no cabide do banco de trás do potente audi A6 atirou-lhe com perfeito desprezo “ó chefe foi só cinco minutos que raios” e dito isto entrou no carro enquanto nos dedicava por entre dentes um “aprendam a estacionar como deve ser… otários” e arrancou com total impunidade em alta velocidade dedicando-nos pela janela com a mão um gesto em que dois dedos se dobram ao lado do dedo do meio, lá fui finalmente á vida pensando no que a minha chefe iria dizer do meu atraso também lhe tinha dito quando saí “ó chefe são só cinco minutos” pensaria concerteza que a minha desculpa de me terem bloqueado o carro no estacionamento era demasiado esfarrapada. Enfim só visto.

  • Alegoria do subepraime

    Armindo da Graça era o senhor todo poderoso do bairro da quinta da focinheira, um enorme aglomerado de barracas na periferia da capital, que crescia desmesuradamente todos os anos com o refugo da sociedade e os fluxos de emigração ilegal. Trabalhador da construção civil e homem de muitos esquemas manhosos ao longo da vida, fora dos primeiros a ir para ali viver ia para mais de 30 anos e vira o bairro crescer em redor da sua barraca, com os quais num dos seus esquemas manhosos lucrara bastante desviando materiais das obras onde trabalhava que ia vendendo aos novos vizinhos por bom preço, conhecendo-os quase todos tornara-se conceituado e influente no seu meio e muitos se aconselhavam com ele quando tinham que tomar alguma decisão mais importante.
    Um dia uma malfadada queda de um andaime tornara-o incapacitado para o trabalho recebendo do seguro uma boa indemnização, esperto como era pensou logo em rentabilizar ao máximo esse dinheiro, num banco pouco renderia, para um negócio de jeito era pouco até que um dia observando a construção de mais um anexo de uma barraca teve uma ideia brilhante, porque não criar a sua própria financeira? Quase ninguém no bairro conseguiria obter crédito em lado nenhum e ampliar e melhorar as barracas ia sendo feito a custo de muitos sacrifícios e conforme as disponibilidades, mas ele poderia aliviar tudo isso mediante crédito e financiamento imediato indexado claro ás taxas de juro do BCE, e quem diz ampliar a barraca diz comprar um plasma, um computador, até um carro em 2ª mão ou qualquer outra coisa, dito e feito, tratou de se organizar e publicitar o seu novo esquema por todo o bairro, a principio a coisa andou um bocado engonhada as pessoas não se sentiam confiantes nas novas possibilidades que ele lhes oferecia mas á medida que se iam apercebendo de que poderiam dispor logo ali de dinheiro que lhes permitisse saciar necessidades básicas mais gente começou a recorrer ao Armindo, dinheiro fácil logo ali na mão desperta a cobiça e de repente descobrem-se necessidades que nem sequer sabiam que tinham, agora era só ir bater á porta do Armindo. O sucesso chegou finalmente tinha emprestado todo o seu pecúlio e cobrava juros que lhe permitiam viver desafogadamente e ainda criar um fundo de maneio que lhe permitia emprestar cada vez mais também. Os seus cinco filhos matulões seriam o garante de todos os pagamentos. Um dia contando os lucros pensou - porque não ampliar ainda mais o negócio? Muitas pessoas do bairro tinham pequenas poupanças que não chegariam para criar um depósito bancário, porque não emprestarem-lhe esse dinheiro a ele para ele por sua vez lhes voltar a emprestar a eles? É claro que teria de haver uma diferença de juros substancialmente favorável a ele, mas do pouco de cada um poder-se-ia juntar muito num só e todos beneficiariam com isso. Era agora um banqueiro, das barracas é certo mas por definição um banqueiro como qualquer outro, as coisas corriam de vento em popa expandira os negócios para os seguros (uma vez que as barracas eram feitas de materiais frágeis e altamente voláteis a adesão fora um sucesso também), para os fundos de investimento (tabernas e oficinas de barracão), para uma construtora civil (que promovia e construía condomínios fechados abarracados para os que ansiavam por maior privacidade e segurança na ilha de barracas) e abrira sucursais noutros aglomerados de barracas onde a fama do seu negócio já era sobejamente conhecida e altamente ansiado por todos também. Na rua era um senhor todos o veneravam com deferência como um Messias, dando o seu nome á principal artéria do bairro. Como mecenas patrocinava a creche do bairro e o clube de futebol de salão e ele sentia-se bem do alto da sua importância, organizava festas para a fina flor do bairro, dormia com miúdas de sonho (sim que apesar da idade ainda era muito macho) e levava uma vida de fausto.
    Um dia já cego pela ganância que se apossara dele, pensou e porque não emprestar dinheiro mesmo àqueles que não tem possibilidades de arcar com qualquer crédito? Aos instáveis aos quais chamava desdenhosamente os subpobres o imóvel e os bens seriam a garantia dele o risco era grande mas as barracas valorizavam-se por si e nunca faltariam novos compradores, dito e feito, apareceram tantos que o bairro cresceu quase o dobro em pouco tempo, todos queriam o crédito do Armindo, vivia agora sem qualquer preocupação maior que não expulsar algum dos que deixavam de pagar e assenhorear-se de tudo que possuía que iria directamente para outro enquanto pudesse pagar também. Mas a maldita crise haveria de chegar de mansinho primeiro, depois com toda a fúria, o desemprego aumentava exponencialmente, o custo de vida crescia a olhos vistos as pessoas mal tinham dinheiro para comer quanto mais para pagar os créditos que deviam e eram cada vez mais e mais os que não lhe pagavam é claro que as barracas e os bens ficavam para ele mas de que lhe serviam se também já não havia ninguém para lhos comprar? Em breve o que recebia de juros já não cobria o que tinha de pagar de juros também e agora também ele estava crivado de dívidas e os clientes credores/devedores começavam a bater-lhe á porta cada vez com mais barulho para levantar os juros dos depósitos que lhes permitissem por sua vez pagar a prestação e os juros que lhe deviam a ele, mas ele também não tinha dinheiro para lhes pagar, Armindo estava na bancarrota falido de vez, que tinha acontecido? Nada as leis de mercado simplesmente tinham funcionado e ditavam a sua saída de cena porque simplesmente já não servia o mercado e agora estava na mesma contingência de grandes bancos deste mundo, agarrar-se á mama do estado como única tábua de salvação mas para ele essa mama estava interdita, os filhos que nomeara gestores e a quem generosamente pagara viraram-lhe as costas agora como se não fosse nada com eles, afinal tinham feito o seu trabalho exemplarmente sempre. Não lhe restava agora outra solução e assim Armindo fugira sorrateiramente pela calada da noite nunca mais ninguém ouviu falar nada dele mas corria o boato que era ele o indigente irreconhecível que andava aos caixotes pelas redondezas.

    P.S. esta é uma alegoria rústica ficcional… qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.

  • A fuga

    Na Índia um velho de 70 anos fez um acordo nupcial com a família de uma adolescente de 15 anos com vista ao casamento entre os dois, o velho ao que declarou apenas pretendia cuidados na velhice (embora não especificasse quais), mas viu gorada as suas pretensões após a nubente se ter posto em fuga, batendo os recordes olímpicos dos 100, 200 metros e da estafeta dos 400 metros numa maratona que ainda não terminou desconhecendo-se o seu paradeiro actual tendo entretanto numa ilha tropical declarado numa entrevista á caras que só parará de fugir a correr no dia em que em que o velho for cremado ou quanto muito no dia em que Santana Lopes deixe de ser pseudo candidato a tudo quanto seja cargo politico em Portugal tendo uma conhecida tia de cascais afirmado escandalizada na mesma revista que as jovens de hoje já não respeitam os valores tradicionais nem a família, ao descobrir que ia casar com um produto cujo prazo de validade de tão ultrapassado faria as delicias do bloco de multas de qualquer inspector da ASAE, a família da jovem, coberta de vergonha e ridículo não consegue entender que terá levado a jovem a cometer semelhante loucura que manchou para sempre a sua honra rogando-lhe a temível praga de apenas vir a conseguir um pretendente da sua idade e tendo que ser ela a trabalhar para o sustentar e aos 35 filhos que terão. Ainda mal refeito pelo desgosto e humilhação, o velho prometeu que a partir de agora passará a usar só o seu charme para deslumbrar apenas menores de 10 anos que ainda não sabem o que querem e são fáceis de influenciar com doces como ele.

  • A máquina de Deus

    Não sou de forma alguma contra o avanço cientifico baseado na realização de experiências bem pelo contrário a teoria só pode ser devidamente confirmada na prática, mas confesso que me assusta aquela a que já chamam a experiência do século que irá ocorrer dentro daquela a que também já chamam a máquina de Deus, uma colisão de dois feixes de partículas lançadas em sentidos opostos a uma velocidade próxima da luz que irá tentar recriar o universo nos três primeiros minutos num ambiente supostamente controlado dentro de um túnel circular de 27 km de extensão que custou uma quantia capaz de erradicar definitivamente a fome deste nosso miserável mundo, e assusta-me porque, não sou apologista de catástrofes nem desastres e muito menos arauto do imobilismo, a física de partículas estar ainda num estágio de compreensão quase embrionário alicerçando-se quase todo o nosso conhecimento dela em teorias, a física não é a minha área mas sempre me fascinou desde miúdo e por gosto aprendi quase tudo de física (empiricamente claro) e vejo esta experiência um pouco como : olha vamos colidir 2 feixes de protões a uma velocidade próxima da luz e ver o que acontece depois… e assusta o desconhecimento que se tem da dimensão do que pode acontecer, nada… qualquer coisa… ou uma catástrofe, em teoria tudo bate certo mas na prática sabemos bem que o imprevisto… o impensável faz sempre parte de qualquer equação também e assusta-me porque muito mais que a importância da descoberta do quimérico bosão de Higgs ou do porquê da quase inexistência de anti-matéria (positrões) no universo atual é a probabilidade real (embora ínfima) da ocorrência de fenómenos que uma colisão desta dimensão poderá causar e que nem sequer imaginamos, o mais dantesco cenário (previsto por igualmente outros cientistas) prevê a criação de um mini buraco negro (uma singularidade matemática no espaço de densidade infinita que nada nem a luz lhe consegue escapar) capaz de tragar o planeta inteiro e isso é irreversível.
    Repito que não sou contra o avanço cientifico e tecnológico mas isto assusta, perante o desconhecido a prudência e a humildade devem prevalecer e não a arrogância de sábios a brincar aos deuses.

  • os JO e os preservativos

    ...li e pasmei...nos JO de pequim ou beijing a organização distribuiu 80000 preservativos pelos 16000 participantes que imaginem foram todos utilizados...bom descontando os atletas que na escala comparada ao sex appeal da Rosa Mota tem nota dez e que por consequência estão automaticamente excluídos de terem usado um único preservativo por falta de comparência de parceiro/a que calculo assim por alto na ordem dos 9 ou 10000 restam portanto 6 ou 7000 para usarem 80000 preservativos, descontando também aqueles que por diversos motivos também se abstém de os usar ( religiosos, pq o papa excomunga os que cometerem o sacrilégio de os usarem, os ferozmente 100% fiéis aos esposos/as e namorados/as que ficaram lá longe, os que estão proibidos de qualquer prática sexual para não afetarem o desempenho atlético, os castos sim que também os há, os que não sabem como se usa um preservativo ou para que serve sequer um preservativo e por aí a fora) e excluindo também os que não os puderam usar por terem sido tão rapidamente afastados ou desqualificados e não chegaram a ter tempo sequer de aquecer um parceiro/a quanto mais usar um preservativo, restam portanto pouco mais de 1000 ou vá lá 1001 para usarem 80000 preservativos (sim que foram usados pelo que se deduz da noticia, alguém teve que constatar in loco o bom uso dos ditos) ou seja houve para lá uns ninos e ninas que fizeram autênticos JO mas foi na cama (quem diz na cama, diz no sofá, na varanda, nos balneários, em pé e nas inúmeras posições descritas detalhadamente no kamasutra também) agora entendo as entrelinhas da misteriosa afirmação do nosso abnegado atleta que diz que de manhã só é bom é na caminha (embora no caso dele acredite que é mesmo para dormir)... ele sabia do que falava... bom mas pelo menos o pessoal nisso jogou pelo seguro...
    tou aqui a pensar que também vou tentar a qualificação para os próximos JO em qualquer modalidade (o meu forte é salto com a minha vara)... quem sabe consigo mais uma medalha para orgulho do nosso paupérrimo país... mas o que importa é participar também na festa... e se for mal eliminado direi aos jornalistas que de manhã só sou bom é na carlinha...

  • o fanatismo em todo o seu horror

  • Fanatismo religioso ao extremo

    Hoje recebi um vídeo no meu mail... o mais chocante e abjecto que já vi em toda a minha vida... um grupo de fanáticos agindo em nome e em defesa de uma "fé" brutalizava selváticamente uma jovem mulher... as lágrimas de incontida revolta rolaram-me na cara e senti vergonha de pertencer á minha própria espécie naquele momento... que crime poderia ter cometido aquela pobre mulher para merecer ser morta daquela maneira? não consigo imaginar nenhum sequer para além da cega e estúpida ignorância de mentes incapazes de pensar por si próprias... as imagens das suas mãos tentanto proteger inutilmente a vida que se esvaía a pontapé e á pedrada, ficará gravada para sempre na minha memória para não me esquecer nunca até que ponto pode chegar a bestialidade humana...

    se receberem esse video divulguem-no... nada mais se pode fazer que denunciar estes crimes contra a humanidade... com a esperança que um dia nos possamos livrar do fanatismo religioso...

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