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~~~~~~~~~~~~~~~~Conta bancaria amizade ~~~~~~~~~~~~~~~~

Imagine que você tenha uma conta corrente e cada manhã você acorde com um saldo de R$ 86.400,00, mas não é permitido transferir o saldo do dia para o dia seguinte.

Todas as noites o saldo será zerado, mesmo que você não tenha conseguido gastá-lo. Que fará você? Gastará cada centavo, é claro!

Todos nós somos clientes do banco de que estou falando: o tempo. Todas as manhãs são creditados 86.400 segundos para cada um. Todas as noites o saldo é debitado como perda. Não é permitido acumular o saldo. De manhã sua conta é reiniciada. À noite as sobras do dia se evaporam. Não há volta. Você precisa gastar no presente o seu depósito diário.

Invista no que for melhor: na saúde, na felicidade, no sucesso! O relógio está correndo. Faça o melhor para o seu dia-a-dia.

Para você perceber o valor de um ano, pergunte a um estudante que repetiu o ano. Para perceber o valor de de um mês, pergunte a uma mãe que teve o bebê prematuramente. Para você perceber o valor de uma semana, pergunte a um editor de jornal. Para perceber o valor de uma hora, pergunte aos amantes que estão esperando para se encontrar. Sobre o valor de um minuto, pergunte a uma pessoa que perdeu o avião. Para saber o valor de um segundo, pergunte a quem conseguiu evitar um acidente. Para perceber o valor de um milésimo de segundo, pergunte a quem ganhou medalha de prata numa olimpíada.

Valorize cada momento! E valorize mais porque você deve dividi-lo com alguém suficientemente especial para gastar seu tempo junto com você.

Lembre-se, o tempo não espera ninguém. Ontem é história. Amanhã é mistério. Hoje é dádiva. Por isso é chamado de presente!!!

  • Mensagem Natalina



    Gabriel acordou,
    muito contente, era a véspera de Natal, pois para ele era uma data muito importante!

    Era o dia do Aniversário do Menino Jesus,

    e também o dia que Papai Noel vinha visitá-lo todos os anos.

    Com seus seis aninhos,
    esperava ansiosamente o cair da noite para voltar a dormir,
    e no outro dia encontrar em seu pé de meia,
    o seu presente de Natal, pois nem tinha uma árvore de Natal.

    Dormiu muito tarde,
    para ver se pegava aquele velhinho no "flagra",
    mas como o sono era maior que sua vontade, dormiu profundamente.
    Mas, na manhã de Natal,
    percebeu que seu pé de meia não estava lá,
    e que não havia presente nenhum em toda sua casa.

    Seu pai desempregado,
    com os olhos cheios de água,
    observava atentamente o seu filho,
    e esperava para tomar coragem para falar que o seu sonho não existia,
    e com muita dor no coração, o chama:

    Gabriel, meu filho, vem cá!
    Papai? - O que foi filho?
    O Papai Noel se esqueceu de mim...
    Falando isso,
    Gabriel abraça o pai,
    e os dois se põem a chorar,
    quando Gabriel fala:


    Ele também se esqueceu de você pai?
    Não meu filho.
    O melhor presente que eu poderia ter ganhado na vida, está em meus braços, e fique tranquilo pois eu sei que o Papai Noel não se esqueceu de você.
    Mas todas as outras crianças vizinhas estão brincando com seus presentes... ele pulou a nossa casa...
    Pulou não... o seu presente está te abraçando agora, e vai te levar para um dos melhores passeios de sua vida!

    E assim foram para um parque,
    e Gabriel brincou com o pai durante o resto do dia,
    voltando somente no começo da noite.

    Chegando em casa muito sonolento,
    Gabriel foi para seu quarto, e "escreveu" para o Papai Noel:


    Querido Papai Noel,
    Eu sei que é cedo demais para pedir alguma coisa,
    mas quero agradecer o presente que o senhor me deu.

    Desejo que todos os Natais que eu passe,
    faça com que meu pai se esqueça de seus problemas,
    e que ele possa se distrair comigo,
    passando uma tarde maravilhosa como a de hoje.
    Obrigado pela minha vida, pois descobri que não são com brinquedos que somos felizes, e sim, com o verdadeiro sentimento que está dentro de nós, que o senhor desperta nos Natais.
    De quem te agradece por tudo, Gabriel.
    E foi dormir com um lindo sorriso nos lábios.

    Entrando no quarto para dar boa noite ao seu filho,
    o pai de Gabriel viu a cartinha,
    e a partir desse dia,
    não deixou que seus problemas afetam a felicidade dele,
    e começou a fazer que todo dia fosse um Natal para ambos.

    Se um simples garotinho de seis anos,
    conseguiu perceber que os melhores presentes que se pode receber não são materiais, porque nós não fazemos o mesmo?

    Que todos vocês que estão lendo esta mensagem, faça com que cada dia seja um Natal, valorizando a amizade, carinho e todos os sentimentos bons que existem dentro de cada um, e depende somente de nós mesmos para botar pra fora...

    RECEBA ESTE CERTIFICADO COM MEU ETERNO CARINHO

  • O sol e a lua


    Quando o Sol e a Lua se encontraram pela primeira vez, se apaixonaram perdidamente e a partir daí começaram a viver um grande amor.Acontece que o mundo ainda não existia e no dia que Deus resolveu criá-lo, deu-lhes então o toque final ... o brilho !Ficou decidido também que o Sol iluminaria o dia e que a Lua iluminaria a noite, sendo assim, seriam obrigados a viverem separados.Abateu-se sobre eles uma grande tristeza quando tomaram conhecimento de que nunca mais se encontrariam. A Lua foi ficando cada vez mais amargurada, mesmo com o brilho que Deus havia lhe dado,ela foi se tornando solitária. O Sol por sua vez havia ganho um título de nobreza "ASTRO REI" , mas isso também não o fez feliz.Deus então chamou-os e explicou-lhes : - Vocês não devem ficar tristes, ambos agora já possuem um brilho próprio.Você Lua, iluminará as noites frias e quentes, encantará os enamorados e será diversas vezes motivo de poesias.Quanto a você Sol, sustentará esse título porque será o mais importante dos astros, iluminará a terra durante o dia, fornecerá calor para o ser humano e a sua simples presença fará as pessoas mais felizes.A Lua entristeceu-se muito com seu terrível destino e chorou dias a fio ... já o Sol ao vê-la sofrer tanto, decidiu que não poderia deixar-se abater pois teria que dar-lhe forças e ajudá-la a aceitar o que havia sido decidido por Deus.No entanto sua preocupação era tão grande que resolveu fazer um pedido a Ele :- Senhor, ajude a Lua por favor, ela é mais frágil do que eu, não suportará a solidão... E Deus em sua imensa bondade criou então as estrelas para fazerem companhia a ela.Lua sempre que está muito triste recorre as estrelas que fazem de tudo para consolá-la, mas quase sempre não conseguem. Hoje eles vivem assim .. separados, o Sol finge que é feliz , a Lua não consegue esconder que é triste. O Sol ainda esquenta de paixão pela Lua e ela ainda vive na escuridão da saudade.Dizem que a ordem de Deus era que a Lua deveria ser sempre cheia e luminosa, mas ela não consegue isso ... porque ela é mulher, e uma mulher tem fases. Quando feliz consegue ser cheia, mas quando infeliz é minguante e quando minguante nem sequer é possível ver o seu brilho.Lua e Sol seguem seu destino, ele solitário mas forte, ela acompanhada das estrelas, mas fraca. Humanos tentam a todo instante conquistá-la, como se isso fosse possível. Vez por outra alguns deles vão até ela e voltam sempre sozinhos, nenhum deles jamais conseguiu trazê-la até a terra, nenhum deles realmente conseguiu conquistá-la, por mais que achem que sim. Acontece que Deus decidiu que nenhum amor nesse mundo seria de todo impossível, nem mesmo o da Lua e do Sol ... e foi aí então que ele criou o eclipse!Hoje o Sol e a Lua vivem da espera desse instante, desses raros momentos que lhes foram concedidos e que custam tanto a acontecer. Quando você olhar para o céu a partir de agora e ver que o Sol encobriu a Lua é porque ele deitou-se sobre ela e começaram a se amar e é ao ato desse amor que se deu o nome de eclipse. Importante lembrar que o brilho do êxtase deles é tão grande que aconselha-se não olhar para o céu nesse momento, seus olhos podem cegar de ver tanto amor
    Bem, mas na terra também existe sol e lua . e portanto existe eclipse .
    mas essa era a única parte da história que você já sabia, não era ?

  • Metade de mim



    Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio.
    Que a morte de tudo que acredito não me tape os ouvidos e a boca.
    Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio.
    Que a música que ouço ao longe seja linda, ainda que triste.
    Que a mulher que eu amo seja sempre amada, mesmo que distante.
    Porque metade de mim é partida e a outra metade é saudade.
    Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor, apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimento.
    Porque metade de mim é o que ouço, mas a outra metade é o que calo.
    Que a minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço, que essa tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada.
    Porque metade de mim é o que penso e a outra metade é um vulcão.
    Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
    Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso que me lembro ter dado na infância,
    porque metade de mim é a lembrança do que fui e a outra metade não sei.
    Que não seja preciso mais que uma simples alegria pra me fazer aquietar o espírito
    e que o teu silêncio me fale cada vez mais
    porque metade de mim é abrigo mas a outra metade é cansaço.
    Que a arte nos aponte uma resposta mesmo que ela não saiba
    e que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer,
    porque metade de mim é platéia e a outra metade é a canção.
    E que a minha loucura seja perdoada porque metade de mim é amor
    e a outra metade também.

  • *A volta do passáro encantado*


    Um dia ele voltou. Mas estava diferente triste.

    Você mudou – disse a Menina!

    Eu sei, ele respondeu. – Perdi a alegria. Não mais tenho vontade de voar!

    Como foi que isto aconteceu? – perguntou a Menina.

    Estou velho. Não sou como era...—ele respondeu.

    Quem lhe contou isto?

    O espelho...

    Com estas palavras, o Pássaro tirou de dentro de suas penas um espelho de ouro e começou a contemplar o seu rosto.

    Não me lembro desse espelho – disse a Menina.

    Foi presente de alguém! Deixado à minha porta –explicou o Pássaro.

    Como seu Pássaro mudara!”, a Menina pensou. Ela nunca o havia visto se olhando num espelho. Seus olhos estavam sempre cheios de mundos, de montanhas e campos nevados, florestas e mares... Tão cheios de mundos, que não havia neles lugar para sua própria imagem. Mas agora era como se os mundos não mais existissem. Os olhos do Pássaro estavam cheios do seu próprio reflexo. A Menina percebeu que seu Pássaro fora enfeitiçado. Com certeza alguém com inveja, como a madrasta da Branca de Neve. E que instrumento mais terrível para o feitiço que um espelho? Mais terrível que as gaiolas. De dentro da gaiola todos querem sair, mas dentro dos espelhos todos querem ficar.

    A Menina entristeceu... E jurou que tudo faria para quebrar qualquer feitiço.

    Mas de feitiços ela nada entendia. Procurou então os conselhos de um velho mago, que lhe revelou os segredos de todos os bruxedos.

    Uma pessoa fica enfeitiçada quando se torna incapaz de amar. E, para isso, não existe nada mais forte que um espelho. O espelho faz com que as pessoas só vejam a si mesmas. E quem vê somente o próprio reflexo não consegue amar. Adoece e morre. Narciso morreu assim, enfeitiçado por sua própria beleza, refletida na água da fonte. E foi a beleza da madrasta da Branca, refletida no espelho, que a transformou de mulher linda em bruxa horrenda! Contra o feitiço do espelho existe só um remédio: é preciso redescobrir o amor, ficar de novo apaixonado. Somente o amor tem poder suficiente para arrancar as pessoas de dentro da armadilha do espelho. Mas não há receitas... Somente quem ama a pessoa enfeitiçada pode salvá-la...

    A Menina pensou que, talvez, as coisas que o Pássaro sempre amara, no passado, teriam o poder para fazê-lo amar agora, no presente. E se lembrou da alegria que ele tinha nas frutas do pomar. Trouxe-lhe então as mais queridas: caquis, pitangas, mangas, romãs, jabuticabas, mexericas, aquelas que guardavam as memórias de infância escondida em sua carne. Mas o Pássaro se recusou a comer. Não tinha fome de frutas. Sua boca estava adormecida, como se não existisse... Só tinha olhos, olhos que fitavam o espelho em busca da beleza perdida, ausente...

    A Menina não se deu por vencida. Resolveu tentar a sedução dos perfumes. Os perfumes são sutis: penetram fundo, nas profundezas da alma. Lembrou-se de que o Pássaro amava o cheiro bom das plantas. Foi então ao jardim e ali colheu flores de jasmim, magnólia, madressilva, flor-do-imperador e as folhas de hortelã, manjericão, rosmaninho e alecrim... “Ah!”, ela pensava, “não existe bruxedo que resista aos perfumes, pois eles entram na alma, aonde nem mesmo os pensamentos e os olhares enfeitiçantes conseguem chegar...”

    Mas o Pássaro também se tornara incapaz de sentir os perfumes. Ele era só olhos, em busca de uma imagem perdida...

    Minha tristeza mora num lugar mais fundo que o lugar dos perfumes, ele explicou à Menina.
    Tenho saudades de mim mesmo, daquilo que já fui. Procuro, no espelho, um rosto passado, um tempo perdido... E a tristeza é por isso, porque sei que não é possível reencontrar!

    A Menina pensou, então, que a ciência poderia ajudar. Procurou médicos de perto e de longe e voltou para casa carregada de pílulas e injeções cheias de alegria. Mas os milagres eram curtos e a alegria se ia tão depressa quanto chegara.

    Minha doença não é do corpo – disse o Pássaro – Ela mora na alma. Se eu não vôo, não é porque minhas asas ficaram fracas. Elas ficaram fracas porque não desejo mais voar. E quando o desejo se vai, vai-se também a alegria... E então o corpo envelhece!

    A Menina, chorando, lhe perguntou:

    Mas não existe remédio para a tristeza?

    Sei que existe – disse o Pássaro. - Mas num lugar muito longe (ou será muito perto?), que não sei onde é. Mas para chegar até lá, há de se saber voar. Você já voou? – o Pássaro perguntou à Menina.
    Voar, eu? Sou uma menina, não tenho asas...
    Mas você já tem asas – ele afirmou. – E nem sequer percebeu... É que as asas das meninas, diferente das asas dos pássaros e das borboletas, não são vistas com os olhos. São invisíveis... Só podem ser vistas com os olhos da imaginação!

    A Menina nunca havia pensado nisto, que um dia ela teria asas. Parecia tão absurdo! E, de repente, se lembrou... Um presente muitos anos atrás, que seu Pássaro lhe trouxera de uma de suas viagens: um pôster colorido, uma menina, com asas de borboleta, que leve voava sobre a superfície de um lago. E ela lhe perguntara, espantada:

    Uma menina com asas?

    E o Pássaro respondera:

    Mas você nunca percebeu as asinhas que já começam a crescer em suas costas?

    E os dois riram de felicidade.

    Pois é: chegara o momento em que teria que começar a voar.

    A quem devo procurar? – ela perguntou.
    Procure aqueles que sabem voar: os poetas. Eles têm asas mágicas, feitas com palavras e se chamam poemas !...

    E a Menina partiu em busca do remédio que faz retornar a alegria à alma, a fim de dar leveza ao corpo...

    Encontrou um poeta e fez seu pedido. O poeta a olhou com um olhar de bondade e lhe disse:

    Não posso atender seu pedido. Também eu estou procurando. Sabe por que sou poeta? Porque sinto em tudo só uma pitada de alegria. Mas ela se vai tão depressa, misturada à tristeza. Passa depressa como o Vento... Até um poeta já disse:

    Leve, muito leve,

    Um Vento passa ,

    E vai-se sempre muito leve!...

    Assim é a alegria....

    Nós a cantamos, quando ela aparece. Bem que gostaríamos de sermos mágicos para chamá-la e distribuí-las pelo mundo... Mas não podemos ajudá-la! Quem sabe os monges... Eles têm asas de luz... Consta que descobriram o segredo da alegria!...

    A Menina amou o poeta e até quis ficar com ele mais tempo. Mas lembrou-se de seu Pássaro... E continuou. Voou alto, muito alto, para o cume de uma montanha deserta e nevada, onde monges se dedicavam à busca de Deus.

    Si, Menina, Deus é a suprema alegria. Por vezes a sentimos. Mas passa rápido, muito rápido. Como o sol que se pões. E nada há que possa detê-la. Passa rápido como a beleza do crepúsculo. Sabe porque fizemos o nosso mosteiro tão alto? Para que a alegria do pôr-do-sol demore um pouco mais. Queremos a beleza da luz que se vai, onde mora Deus, onde mora a alegria. Venha comigo!...

    E tomando a menina pela mão levou-a até um templo, lugar sagrado... E a luz do crepúsculo filtrava-se pelos vitrais de muitas cores...

    Veja como entra pelos vitrais. Como é suave esta alegria. Mas logo se vai e a noite chega. Com a noite vem a tristeza e o medo... Felizmente, com o nascer do sol, ela volta. O choro dura uma noite toda, mas a alegria vem pela manhã... Vivemos assim, entre a tristeza que vem e a alegria que foge... Não, Menina, não conseguimos prender a alegria. Só conseguimos aprender a cantar quando ela vem... Quem sabe os revolucionários, que desejam construir o paraíso sobre a terra. Eles têm asas de fogo!...

    A Menina amou aqueles homens e achou lindo o que estavam fazendo, celebrando a luz que vem e que vai. Quis ficar. Mas havia um Pássaro triste, lá embaixo, que esperava por ela. Abriu suas asas e se foi, em busca dos revolucionários. Encontrou-os nas montanhas. Moravam nas alturas, não porque quisessem subir para as estrelas como os monges, mas porque queriam descer para os vales. Amavam a terra e por ela dariam suas vidas.

    Como gostaria de ter a resposta para sua pergunta, Menina – disse um deles, de rosto enigmático, estranha combinação de dureza e ternura. – Sei o que tira a alegria. Os corpos famintos, perseguidos, sofridos, dos pobres e fracos – ah!, como é difícil que se alegrem! A fome, a dor, a doença, as injustiças são todas inimigas da alegria. E para ela queremos preparar o caminho: quebrar as espadas, queimar as botas, abrir as prisões, distribuir as terras, perdoar as dívidas... Isto nós sabemos fazer. Mas alegria é coisa mágica que vem de dentro, não de fora. O que fazemos é preparar a terra para que ela possa vir das funduras de onde mora. Ela mora no lugar dos sonhos, aonde os nossos não podem ir! Para ter alegria é preciso sonhar. Mas este segredo nós não sabemos. Talves os intérpretes de sonhos... Eles têm asas de luar!...

    A Menina amou o rosto duro e terno daquele homem, admirou sua coragem, mas sentiu uma discreta tristeza em sua fala. Também ele não havia encontrado a alegria. Abriu suas asas... Já estava ficando cansada. E partiu em busca dos intérpretes dos sonhos.

    Sonhos: como são estranhos... Aparecem à noite, quando dormimos. Vêm de muito fundo, lá onde moram nossos desejos adormecidos. Eles são entidades tímidas. Só aparecem com o brilho do luar...
    Ah! Menina, você nos pergunta sobre o segredo da alegria. Sabemos que é nos sonhos que ela se realiza, como quando se espera a volta da pessoa amada. Antes é a saudade, o vazio. Depois o abraço. Alegria é isso: poder abraçar o que se ama. Mas é preciso primeiro saber, primeiro, o nome do que se ama. E é este nome que aparece, disfarçado, nos sonhos. Conte-nos os sonhos do seu Pássaro!

    Mas o Pássaro havia parado de sonhar.
    Então não podemos ajudá-la. Mas sabemos que os que sonham são os apaixonados. Eles têm asas feitas de saudade. Quem sabe eles lhe dirão o segredo!...

    E a Menina partiu, triste. Já estava cansada, longe, muito longe de seu amado Pássaro... E pensou se não seria melhor estar com ele, em sua tristeza. E dentro dela a saudade foi crescendo, doendo, um desejo enorme de voltar...

    Muito longe dali, o Pássaro se olhava no espelho e chorava os sinais do tempo gravados no seu rosto e a única coisa que via era sua própria imagem. De repente, entretanto, algo passou bem no fundo da sua alma, Como se fosse um Vento leve, bem leve; ou um raio de sol crepuscular; uma pequena chama de fogueira no frio das montanhas; um sonho bonito, em meio à noite... E ele se lembrou da Menina. Onde estaria ela? Deixou sobre a mesa o espelho e saiu “em busca das marcas da sua Ausência”, no perfume das flores, no gosto dos frutos, no quarto vazio... Havia, por todos os lugares, a presença da sua Ausência. E naquele corpo, por tanto tempo morto dentro do espelho, o Desejo cresceu, o rosto sorriu, as asas se abriram e o que era pesado voou...

    Ressuscitou...

    E cada um deles partiu, ignorando o que o outro fazia, em busca do reencontro...

    O feitiço fora quebrado.

    Estavam apaixonados.

    Voavam leves, ao Vento, com as asas da saudade...

    E ambos traziam, no brilho dos olhos, os sinais da juventude eterna que os anos não conseguem apagar... Porque os que estão apaixonados, não envelhecem jamais.

    ( autor desconhecido )

  • A plenitude da vida


    No início, é muito fácil pensar em Deus como o Criador e não como a criação, porque, quando olhamos ao nosso redor, percebemos que a criação de Deus está cheia de imperfeições.
    No princípio de seu despertar espiritual, a criança pergunta à mãe: "Onde está Deus?" A sua mãe imediatamente responde: "Deus está no Céu." A criança diz então: "Onde está o Céu?" E a mãe responde prontamente: "O Céu está lá em cima." A criança fica satisfeita, considerando a resposta da mãe bastante adequada. Depois, quando a criança cresce e faz esta mesma pergunta ao professor, "Onde está Deus?", o professor pode lhe dizer que Deus está no Céu ou que Deus está no seu próprio coração. Anos mais tarde, quando começar a se tornar adulta, talvez ela queira procurar em seu interior profundo e ver por si mesma onde está Deus, e então cedo ou tarde ouve falar sobre professores espirituais que realizaram Deus. Ela procura um Mestre espiritual e lhe pergunta sobre a autenticidade de Deus. E quando estiver convencida de que Deus existe, a pergunta imediata será: "Onde está Deus?" O Mestre espiritual dirá que Deus está em tudo e em todo lugar. Mas até que o aspirante realize Deus isso será mero conhecimento mental. Ele deverá mergulhar dentro de si mesmo para tomar conhecimento dessas verdades.
    Deus está no 'sim' do coração e também no 'não' da boca. Quando o coração diz 'sim', Deus está dentro desse 'sim'. Deus é visível, Ele está realmente ali. Todavia, quando tentamos falar sobre Deus, ficamos sujeitos à dúvida e os nossos próprios sentimentos interiores ficam confusos. A boca diz: "Não, não há Deus", mas Deus existe inclusive na boca que O nega. É só no coração onde poderemos sentir, ver e nos tornarmos a Divindade mais elevada.

    Há dois tipos de pessoas na Terra: espirituais e não-espirituais. As pessoas espirituais são, muitas vezes, acusadas de serem anormais pelas que não são espirituais. Estas dizem que as pessoas espirituais querem viver nas nuvens e alimentar-se da luz da Lua, que não fazem noção da realidade, que enganam a si mesmas. Essa é a acusação comumente feita acerca delas. Por sua vez, as pessoas espirituais dizem que são absolutamente normais, e que as pessoas não-aspirantes é que são anormais.

    Uma pessoa não-aspirante acusa a pessoa espiritual de não prestar atenção à vida exterior. Mas uma verdadeira pessoa espiritual está destinada a dar plena atenção à vida exterior. Se não é espiritualmente sincera, num sentido genuíno da palavra, em nome da espiritualidade ela ignora e maldiz o mundo exterior. Mas o mundo exterior é a manifestação de Deus. Se alguém espera realizar a Verdade altíssima, como poderá ignorar a manifestação exterior de Deus? Uma pessoa verdadeiramente espiritual não ignora o mundo exterior; pelo contrário, ela aceita o mundo, aceita o desafio do mundo. E dessa forma conquistará a ignorância do mundo, oferecendo então a sua Luz-Sabedoria ao mundo como um todo.

    Pessoas não-aspirantes têm o hábito de comentar que as pessoas espirituais temem o mundo, que são covardes, fugindo do mundo e se escondendo como ladrões, ao passo que é a pessoa não-aspirante quem carrega em seus ombros as responsabilidades do mundo inteiro. Em tempo, queremos dizer que, se uma pessoa verdadeiramente espiritual não se envolve nas atividades do mundo, é tão somente porque está se preparando para mais tarde assumir as responsabilidades do mundo. Ela sabe que só Deus pode conceder a Luz infinita, a Felicidade infinita, a Paz infinita e o Poder infinito para mudar a face do Mundo.

    Sarada Devi, a esposa de Sri Ramakrishna, disse algo muito relevante: a diferença entre uma pessoa espiritual e uma pessoa comum é muito simples. Pode-se ver facilmente a diferença entre ambas: uma pessoa comum chora e verte lágrimas amargas quando a morte se aproxima, enquanto que a pessoa espiritual, se é sinceramente espiritual, rirá e rirá quando a morte se aproximar, porque para ela morte é divertida, nada mais.

    A maioria das pessoas procura a vida espiritual por motivo de desesperança, e não por necessidade da alma. São muito poucos os que começam desde o início da sua existência a construir uma vida interior por necessidade da alma. Grande parte volta-se para a vida interior por pura frustração, quando vê que o mundo os está torturando impiedosamente e que não há esperança. Todavia, se as pessoas entram para a vida espiritual, saibam elas então que não estão tomando como uma fuga. Muitas pessoas pensarão que a vida exterior os abandonou, e por isso querem aceitar a vida interior como uma forma de escapismo. Mas não, a vida interior não é uma fuga. A vida interior nos mostrará a verdade e a luz, e ainda mais, ela nos guiará e nos dará a mensagem da iluminação e da transformação.

  • *Para refetir*



    (MESTRES DO CAMINHO)

    (Fernanda Lopes de Luzia)

    Eu tive grandes mestres ao longo do caminho

    Muitos.... de tantas cores, formas e jeitos... Me ensinaram tantas coisas...

    Hoje me recordo em toda jornada de sua importância...

    Meu grande mestre...

    Me disse não, para eu aprender a lidar com minhas contrariedades

    Me deixou só, quando eu precisava aprender a lidar comigo mesmo

    Me deixou no escuro, para que eu aprendesse a buscar a luz a partir de minha fé

    Me provocou irritação, para exercitar-me a tolerância

    Falou-me por horas, para que eu aprendesse a ouvir

    Meu grande mestre...

    Jamais aplaudiu minhas vitórias, para que eu emudecesse meu ego

    Meu grande mestre ensinou-me a servir, me deu trabalho pelo próximo quando eu pensava demasiadamente em mim

    Meu grande mestre...

    foi mendigo na calçada me solicitando a mão

    foi doente me pedindo auxílio

    foi criança frágil necessitando de cuidados

    Meu grande mestre ensinou-me a doar de mim mesmo - o meu próprio coração

    Meu grande mestre ensinou-me a amar de forma incondicional

    Sem esperar nada em troca...

    Ele muitas vezes não me agradeceu pelo bem que pensei ter feito

    Me ensinou a lidar com minhas várias expectativas

    Me arrancou lágrimas de incompreensão

    Me fez subir à montanha tantas vezes e chorar

    Me fez lidar com minhas angústias e aprender a refletir

    Me fez ver tantas vezes que minhas certezas não estavam certas

    Meu grande mestre me ensinou a voltar atrás para poder ir à frente

    Meu grande mestre feriu-me ás vezes, para me ensinar a arte da espada

    Para aprender a ser guerreiro nas batalhas da vida

    Meu grande mestre ensinou-me que as dores são apenas pontes para elevação, que não precisam ser cicatrizes nem doenças emocionais, que posso superá-las a partir da minha vontade

    Meu grande mestre trouxe a tona minhas insuficiências, por vezes ridicularizou-me, para calar minha vaidade

    Meu grande mestre às vezes foi o pai que me negou carinho

    Foi o chefe que não me incentivou

    Foi o ríspido irmão pelo caminho

    Meu grande mestre foi firmeza e luz na hora certa

    Foi descaso e proteção

    Foi barulho e silêncio

    Foi inimizade e irmandade

    Ensinou-me a arte do equilíbrio

    Meu grande mestre fez-me crescer como crescem as árvores em direção ao céu

    Fez-me abrir os braços

    Fez-me despir conhecimento e saber que nada sei

    Meu grande mestre também quando eu não via o que havia de melhor em mim mostrou-me minha luz

    Meu grande mestre foi cada ser na estrada de minha evolução

    Me treinou a viver e não somente a existir

    A dar sentido a todas as coisas

    Hoje entendo

    Que todos estamos interligados,

    Que somos extensão de um um só ser

    De que tudo nos dá uma preciosa lição

    De que todos são instrumentos em nossa evolução

    De que podemos levantar, mas por vezes ainda precisamos cair e aprender com as quedas

    De que podemos ser pais, mas antes aprendamos a sermos filhos

    De que podemos receber a mão, mas que antes aprendamos a estende-la,

    De que podemos ser mestres, mas que antes sejamos aprendizes!

  • Como nasceu o amor!!!



    Era uma vez, o amor...
    morava numa casa repleta de estrela e enfeitada de sol.
    Luz não havia na casa do amor, afinal, a luz era o próprio amor.
    E uma vez o amor queria uma casa mais linda para si.
    Então fez a terra, e na terra fez a carne, e na carne soprou a vida e na vida imprimiu a imagem de sua semelhança.
    E chamou a vida de homem.
    E, dentro do peito do homem, o amor construiu sua casa, pequenina,
    mas palpitante, inquieta e insatisfeita como o próprio amor.
    E o amor foi morar no coração do homem.
    E coube todinha lá dentro porque o coração do homem foi feito do infinito.
    Uma vez.... o homem ficou com inveja do amor.
    Queria para si a casa do amor, só para si.
    Queria a felicidade do amor, como se o amor pudesse viver só.
    Então o amor foi-se embora do coração do homem.
    O homem começou a encher seu coração, encheu-o com todas as riquezas da Terra e ainda ficou vazio. (Ele sempre tinha fome).
    E continuava com o coração vazio.
    E uma vez...
    resolveu repartir seu coração com as criaturas da Terra.
    O amor soube...
    vestiu-se de carne e veio também receber o coração do homem.
    Mas o homem reconheceu o amor e o pregou numa cruz.
    E continuou a derramar suor para ganhar a comida.
    O amor teve uma idéia: Vestiu-se de comida,
    se disfarçou de pão e ficou quietinho...
    Quando o homem ingeriu a comida o amor voltou à sua casa,
    no coração do homem.
    E o coração do homem se encheu de plenitude.

    (Autor desconhecido)

  • Reflexão


    Em uma certa ocasião, as cores solicitaram uma reunião com seu presidente, Dr. Colorindo. No dia e hora marcados, já estavam presentes o amarelo, o azul, o rosa, o branco e o marrom.
    A representante das cores deu início a reunião explicando o motivo daquilo tudo:
    Não estamos satisfeitas com nossa vida. Ninguém nos valoriza, ou então escolhe uma de nós e esquece as outras. Nossa proposta é simples: queremos ser todas iguais. Assim não dará briga, pois só haverá uma única opção.
    Dr. Colorindo, apavorado com a situação, começou a falar:
    Mas minhas amigas, não imaginei que a situação estava tão grave. Não vejo outras saída , a não ser contar toda a verdade.

    Diante das palavras do presidente, as cores se olharam desconfiadas e perguntaram:

    Que verdade?

    Do que o senhor está falando?

    Dr. Colorindo, achando graça da situação, pôs-se a falar:

    Calma, fiquem tranquilas! Escutem o que vou contar... Há um motivo para vocês serem diferentes. Quando foram criadas, cada uma recebeu um dom, ou seja, um talento. Este talento acompanhará vocês sempre e esta é a sua tarefa no mundo: espalhar e aperfeiçoar seus talentos. Mas vou ser um pouco mais claro. Por isso, convido o amarelo para ficar de pé. Você, amarelo, é o responsável por iluminar a nossa vida! Você é aquela cor do sol e sua função é nos aquecer de alegria.

    E chamou os azuis:

    Ah, azul! Você é o nosso céu, nosso mar. Você é aquela cor que, apesar de vários tons, está sempre disponível.
    Já o branco, é a cor mais clara e mais simples de todas. Apesar disso, sua função é fundamental: espalhar a paz e tranquilidade.
    Quanto ao rosa, é uma cor muito desejada. Você é o símbolo da amizade, pois espalha carinho e boa vontade por onde quer que passe.
    Por fim, o marrom, a cor da terra que pisamos. Você representa a força e a vontade de seguir adiante.

    Terminando aquilo, Dr. Colorindo continuou:

    Vocês, cores, são como as pessoas: ninguém é igual, mas cada um tem algo de especial. Vamos unir nosso calor humano, nosso carinho, a vontade de viver em paz..

  • ~~~~~~~~~~~~~~~~O* trem* da *vida* ~~~~~~~~~~~~~~

    Há algum tempo atrás li um livro
    que comparava a vida a uma viagem de trem. Uma leitura extremamente interessante,
    quando bem interpretada,isso mesmo!
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    a vida não passa de uma viagem de trem,
    cheia de embarques e desembarques,
    alguns acidentes, agradáveis surpresas
    em muitos embarques e grandes
    tristezas em alguns desembarques.
    Quando nascemos,
    entramos nesse magnífico trem
    e nos deparamos com algumas pessoas,
    que julgamos,
    estarão sempre nessa viagem conosco,
    nossos pais.
    Infelizmente isso não é verdade,
    em alguma estação eles descerão
    e nos deixarão órfãos do seu carinho,
    amizade e companhia insubstituível.
    Isso porém não nos impedirá
    que durante o percurso,
    pessoas que se tornarão muito
    especiais para nós, embarquem.
    Chegam nossos irmãos, amigos,
    filhos e amores inesquecíveis!
    Muitas pessoas embarcarão nesse
    trem apenas a passeio, outras encontrarão no seu trajeto somente tristezas
    e ainda outras circularão por ele
    prontos a ajudar quem precise.
    Vários dos viajantes quando desembarcam deixam saudades eternas,
    outros tantos quando desocupam seu assento, ninguém nem sequer percebe.
    Curioso é constatar que alguns
    passageiros que se tornam tão caros para nós, acomodam-se em vagões diferentes dos nossos, portanto somos obrigados a fazer
    esse trajeto separados deles,
    o que não nos impede é claro
    que possamos ir ao seu encontro.
    No entanto, infelizmente,
    jamais poderemos sentar ao seu lado,
    pois já haverá alguém ocupando aquele assento.
    Não importa, é assim a viagem,
    cheia de atropelos, sonhos, fantasias,
    esperas, despedidas, porém, jamais, retornos. Façamos essa viagem então,
    da melhor maneira possível,
    tentando nos relacionar bem
    com os outros passageiros,
    procurando em cada um deles
    o que tiverem de melhor,
    lembrando sempre que em algum
    momento eles poderão fraquejar
    e precisaremos entender,
    porque provavelmente também
    fraquejaremos e com certeza haverá
    alguém que nos acudirá
    com seu carinho e sua atenção.
    grande mistério afinal é que nunca
    saberemos em qual parada desceremos,
    muito menos nossos companheiros de viagem, nem mesmo aquele que
    está sentado ao nosso lado.
    Eu fico pensando se quando descer
    desse trem sentirei saudades.
    Acredito que sim,
    me separar de muitas amizades
    que fiz será no mínimo doloroso,
    deixar meus filhos continuarem a viagem sozinhos será muito triste com certeza....
    mas me agarro na esperança que em algum momento estarei na estação principal e com grande emoção os verei chegar.
    Estarão provavelmente com uma bagagem
    que não possuíam quando embarcaram
    e o que me deixará mais feliz será ter a certeza que de alguma forma eu fui uma grande colaboradora para que ela tenha crescido
    e se tornado valiosa.

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    Amigos,
    façamos com que a nossa estada
    nesse trem seja tranqüila,
    que tenha valido a pena
    e que quando chegar a hora
    de desembarcarmos o nosso lugar
    vazio traga saudades e boas recordações
    para aqueles que prosseguirem a viagem.
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  • Somente ela



    Ela tem a força de uma só vida,
    e o mistério de muitas loucuras.
    Tece ventos, ama a lua,
    ri sozinha e chora nua.
    É guerreira destemido,
    pelos seus amores,
    Ela dá a vida
    Põe magia no seu lar,
    fé na vida, e luz no luar.
    Seus segredos,
    pertencem a Deus.
    E a voz silenciosa,
    de pecados seus.
    A intuição é sua arma,
    O seu amor a sua paixão.
    Amores de perdição, são o seu Karma
    Ela será teu céu e também teu chão.
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    Sua mão estendida me completa...
    A saliva na ferida, no abraço que aperta.
    Seu corpo nu que me aquecerá,
    com a boca, meus lábios, silenciará.
    A fúria, o subtil ante, da cura que sinto...
    Nem sempre é rosa, pedra, ou absinto.
    Ela iguala o sexo forte...
    Ela é-me tudo...Ela é minha sorte.
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    Alma de fada, suporta enredos,
    num corpo de Deusa, oculta segredos
    Tem sombra felina,,
    têm garras e beijos.
    Que espalham ternuras, afectos e medos
    Ela deixa rastros para que a siga...
    Murmura nos sonhos,
    nocturnos da Vida.
    Ela é a música, e a poesia,
    a arte e o encanto de leve magia
    O sopro, o tiro, olfacto de dama,
    Ela é irresistível.
    Domina quando ama.
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    Ela é pedra preciosa,
    elfa, ou demónio, anjo, e manhosa.
    Ela é a dona de toda a matilha,
    tanto faz de esposa, mãe ou filha.
    Ela é tudo que desejo para mim,
    no seu colo adormeço,
    a noite já dorme,
    Chegamos ao fim.


    (autoria de um irmãozinho)