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jadatam

masculino - 51 anos, Nova Londrina, Brasil
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Blog 7

"Sou o que sou."
Olho do limão
Terça, 23/12/2008 - 19:21 — Osmar Fernandes

Sou escritor do 3º milênio.
O poeta novo.
Sem ninguém pra me ouvir.
Sem povo.
Tenho o olho de águia,
A luz do sol,
O breu da solidão... o reluzir das estrelas.
Vejo com o olho da rua...
Vejo o ar cinzento do céu, do mar;
da noite nua,
Desvairada, perdida.
Perdeu-se a poesia...
Rabiscaram a lição.
Há muita disritmia...
É a epidemia da vida.
O mundo queima sua teia de aranha.
Sou o poeta sem pena...
A reza sem novena.
Sou o redator sem jornal.
Sou o desigual.
Esqueceram de fechar a porta.
É trapo, é luxo; é miséria mental!
O piloto está sem passageiro.
A horta sem chuveiro.
O coração sem sentimento.
Sou a cabeça sem travesseiro.
Ninguém me dá ouvidos.
Sou o escritor desses momentos.
Sou o espinho da flor.
É o que me resta.
Cadê você meu irmão?!
Sou o olho desse furacão.
Mas, não adianta gritar!
Sou apenas o olho do limão.


  • Há sempre um novo sonho



    Olhe no espelho a sua imagem.
    O tempo transformou a sua face.
    Eternamente terá esta tatuagem.
    Não tem mais jeito de esconder à máscara.
    Olhe em seu rosto todas as rugas
    Envelhecido tão precoce.
    Não tem como inventar mais fugas.
    O corpo todo já está em choque.
    Veja quantas manchas de batom
    Tentando apagar seu tempo.
    A vida já não tem o mesmo tom.
    São segredos consumidos pelo vento.
    Mas, escute a voz do sentimento
    Que é o logotipo do seu destino.
    Dum passado cheio de momentos,
    Dum futuro ainda tão menino.
    Vá em frente! Não tenha medo!
    Não fique triste, nem chore em vão.
    A vida é repleta de enredo.
    Renove seu coração.
    Há sempre um novo dia a despertar.
    Há sempre uma nova imagem a refletir.
    Há sempre um novo sonho a realizar.
    Há sempre um novo rosto a sorrir.

    Do meu livro Espelho de Cristal -
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  • Supremo desejo

    Ao sonhar contigo
    O sublime calor do prazer
    Invadiu meu corpo.
    Foi fascinação e delírio.

    Ao acordar, tive vontade de morrer.
    O sonho apenas sonhou...
    Meu êxtase chorou.
    Minha fantasia quis se entristecer.

    Mais tarde ao vê-la passar na rua,
    Coração quis sair pela boca.
    Tive uma síncope do sonho revolto...
    Era paixão esvoaçante, nua.

    Era incontrolável!
    Era o supremo desejo.
    Foi adorável...
    Mergulhar no teu beijo.

    Do poeta - prof. Osmar Fernandes

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    veja

  • Ser feliz

    Feliz não é aquele que tem dinheiro de sobra... mas sim, aquele que sobra em seu âmago a paz de espírito, a amizade e a felicidade de ser o que é; ser feliz é ser gente que leva ao coração a simplicidade, humildade e a alegria de viver.

  • DELÍRIO DA TRANSFORMAÇÃO

    Ontem, eu que vivia no mundo
    colorido dos macacos,
    hoje, vivo no mundo
    dos macacos coloridos.
    Às vezes, com o delírio da transformação,
    não sei se choro ou se vibro de emoção.

    Mas, até onde chegará essa evolução,
    que, na verdade, é uma flexibilidade agressiva?

    Quando vivia no mundo colorido dos macacos,
    lutava-se pela alforria.
    Cometia-se deslizes, pecados...
    Onde a passos lentos tudo se evoluía.
    Então, era mesmo, uma flexibilidade progressiva.

    Quando vivo no mundo dos macacos coloridos
    sofro, contudo, com a dor da transformação.

    Onde a luta não é somente pela comida.
    Onde a vida para muitos não tem valor...
    Faz da miséria uma semente de bandeira perdida;
    Da guerra, um estandarte de amor e sem sorte.
    Onde no espelho de cada arma se eterniza o pavor.
    Ficando o exemplo da ignorância, do poder e da morte

  • Ser ou não ser

    A capacidade do ser é ser feliz, viver para ter a razão como base e a felicidade como presente da vida.

  • A imagem...

    \Ninguém tem culpa do rosto que tem, mas é responsável pela imagem que constrói.\