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Blog / PROJETO DE PESQUISA: GRAVIDEZ PRECOCE NA ADOLESCÊNCIA

Quinta, 20 Agosto 2009 às 18:17

Fernando Antonio da Silva

O Projeto de Pesquisa sobre o Tema: Gravidez Precoce na Adolescência: Injustiça Social Contra as Jovens e os Jovens

Bacharelado em Ciências Sociais

DLCH/ UFRPE
Recife/ Setembro/ 2005
Fernando Antonio da Silva
Projeto de Pesquisa sobre o Tema: Gravidez Precoce na Adolescência: Injustiça Social Contra as Jovens e os Jovens

Trabalho apresentado pelo aluno Fernando Antonio da Silva do 5º período do curso Bacharelado em Ciências Sociais, em nível de graduação do DLCH/UFRPE, à disciplina Método e Técnica de Pesquisa social sob a orientação da professora Cilena Maria como comprovante de atividade disciplinar da primeira avaliação.

Recife/ setembro/ 2005

Sumário

1. Problema ..................................................- ..................................................- 05
2. Hipótese.........................................- ..................................................- ...........06
3. Justificativa.....................................- ..................................................- .........07
4. Objetivos ..................................................- ..................................................- 11
5. Metodologia/ Cronograma/ Recursos ..................................................- ...12
6. Anexo ..................................................- ..................................................- .....13
7. Referências Bibliográficas...................................- .....................................14

1. Problema

A Gravidez Precoce gera diversos problemas sociais para a mãe adolescente, e para o pai, quando é adolescente, também gera outros problemas sociais.

Observamos que o bairro de Nova Descoberta apresenta um elevado índice de gravidez de alto risco, além de altas percentagens de mulheres com baixo grau de instrução, conseqüentemente menor qualificação profissional para o mercado de trabalho. Atentamos, também, que as gravidezes precoces provocam grande evasão escolar tanto para as mulheres como para os companheiros, na sua maioria também adolescentes, que precocemente vão em busca de emprego no mercado de trabalho, face à responsabilidade de manutenção de um novo lar, ou compartilhamento das despesas de uma casa com seu genitor ou genitora, lançando-se cedo ao mercado sem concluir o curso médio ou superior. Aumento do envolvimento de adolescentes masculinos com o mundo das drogas, tanto como usuário como traficante de base (popularmente conhecidos como: avião ou mula) , em conseqüência da pressão financeira e social em gerar receitas “a qualquer preço” para sustento da família.

2. Hipótese

A sociedade com famílias desestruturadas socialmente, financeiramente e emocionalmente, gera filhas e filhos com dificuldades afetivas, as quais encontram no sexo precoce uma compensação emocional.

3 Justiticativa

A gravidez precoce é considerada como um problema de saúde pública no Brasil e em outros países. No Brasil, uma em cada quatro mulheres que dão à luz nas maternidades tem menos de 20 anos de idade. Estas meninas que não são mais crianças, nem adultas, estão em processo de transformação e, ao mesmo tempo, prestes a serem mães. O papel de criança que brinca de boneca e de mãe na vida real, confunde-se e na hora do parto é onde tudo acontece. A fantasia deixa de existir para dar lugar à realidade. É um momento muito delicado para essas adolescentes, e que gera medo, angústia, solidão e rejeição. As adolescentes grávidas vivenciam dois tipos de problemas emocionais: um pela perda de seu corpo infantil, e outro por um corpo adolescente recém-adquirido, que está se modificando novamente pela gravidez. Estas transformações corporais rapidamente ocorridas, de um corpo em formação para o de uma mulher grávida, são vividas muitas vezes com certo espanto pelas adolescentes. Por isso é muito importante a aceitação e o apoio quanto às mudanças que estão ocorrendo, por parte do companheiro, dos familiares, dos amigos e principalmente pelos pais. A escola muitas vezes não dispõe de estrutura adequada para acolher uma adolescente grávida. O resultado é que a menina acaba abandonando os estudos durante a gestação, ou após o nascimento da criança, trazendo conseqüências gravíssimas para o seu futuro profissional. Os riscos de complicações para a mãe e a criança são consideráveis quando o atendimento médico pré-natal é insatisfatório. Isto ocorre porque, normalmente, a adolescente costuma esconder a gravidez até a fase mais adiantada, impedindo uma assistência pré-natal desde o início da gestação. É muito comum também o uso de bebidas alcoólicas e cigarros o que aumenta os riscos de surgimento de problemas. Ainda existe a possibilidade de gestações sucessivas, os riscos do aborto provocado e as dificuldades para a amamentação. Por isso, a gravidez entre adolescentes deve ser encarada como um problema não apenas médico, mas de toda a sociedade. É importante a participação da família, serviços médicos e instituições, tanto governamentais como não-governamentais, no combate à gravidez precoce e indesejada. Pode-se dizer que estamos enfrentando atualmente uma epidemia de gravidezes em adolescentes. Para ter-se uma idéia, em 1990, cerca de 10% das gestações ocorria nessa faixa etária. Em 2000, portanto apenas dez anos depois, esse índice aumentou para 18%, ou seja, praticamente dobrou o número de mulheres que engravidam entre os 12 e os 19 anos. Gravidez na adolescência não é novidade na história de vida das mulheres. Provavelmente muitas de nossas antepassadas casaram cedo, engravidaram logo e, durante a gestação e o parto, não receberam assistência médica regular. Erros e acertos dessa época se perderam no tempo e na memória de seus descendentes. A sociedade se modernizou e as mulheres vislumbraram diferentes perspectivas de vida. No entanto, isso não impediu que, apesar da divulgação de métodos contraceptivos, a cada ano mais jovens engravidem numa idade em que outras ainda dormem abraçadas com o ursinho de pelúcia. A gravidez na adolescência é considerada de alto risco. Daí a importância indiscutível do pré-natal para evitar, nesses casos, complicações durante a gestação e o parto. Um levantamento que está sendo feito pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em parceria com o Ministério da Saúde, revela que 25% das adolescentes de 15 a 17 anos que deixaram a escola o fizeram por conta de gravidez. Dessas, 31% residem no Nordeste, são mais de 10,2 mil bebês que nascem de mães adolescentes a cada ano. Em todo o Brasil, 71% moram no interior e 12% nas periferias. Os dados, ainda inéditos, constam de três pesquisas em fase de conclusão. Uma é a Saúde Brasil 2005 do Ministério da Saúde, a segunda versão do mapa do setor produzido anualmente pelo Governo Federal, e os outros dois estudos são de autoria da Unesco. De acordo com dados da pesquisa, a gravidez precoce e as dificuldades dela decorrentes já respondem pela terceira causa de óbitos entre mulheres brasileiras jovens, perdendo apenas para homicídios e acidentes com transporte.

Localizado ao norte no município do Recife, encontra-se o bairro de Nova Descoberta, com uma população de 34.676 habitantes. No tocante ao nível de instrução, a população em sua maioria possui apenas o 1º. Grau maior e 4.348 (15%) são analfabetos e analfabetas, possuindo uma sofrível qualificação profissional e boa parte da população está à margem do mercado de trabalho. O bairro está norteado por problemas tanto de ordem estrutural como social. A coleta de lixo é deficitária, o sistema de esgoto é precário, e, principalmente os problemas sociais de insegurança, falta de oportunidade de emprego ou ocupação e, conseqüentemente, ausência de geração de renda, além do alto índice de gravidez precoce. A população do bairro de Nova Descoberta está distribuída, (conforme censo realizado em 2000) com 16.690 homens e 17.986 mulheres e na faixa de 10- 14 anos até 20 – 24 anos consta 5.592 mulheres. Desse universo de 5.592 mulheres, foram registrados 1.398 casos de gravidez precoce, no período de 2000 a 2004, e ressaltamos que em 2003 foram registrados 252 casos e em 2004 foram registrados 432 casos, portanto crescimento de 58%.

5. Objetivos
Objetivo Geral: contribuir com a disponibilidade de informações, no contexto social, dos problemas gerados pela gravidez precoce, permitindo uma avaliação que servirá como base para tomada de decisões pelas esferas políticas no nível municipal e estadual, visando à redução dos problemas sociais envolvendo adolescentes.
Objetivos Específicos: buscar informações sobre a estrutura familiar desses jovens envolvidos com gravidez precoce; apreciar a carência afetiva desses jovens; avaliar a evasão escolar das jovens grávidas ou com recém-nascido e dos jovens pais envolvidos com gravidez precoce; Realizar levantamento sobre DST- Doenças Sexualmente Transmissíveis entre jovens; apreciar o nível de emprego dos jovens envolvidos com gravidez precoce; avaliar o nível de jovens envolvidos com drogas e embriaguez; demonstrar o direito das adolescentes grávidas de serem consideradas cidadãs que não podem ser alvo de discriminação por conta de sua condição e que têm direito a receber atenção do Estado; ampliar a visão de que ações de prevenção à gravidez na adolescência podem significar a redução da incidência e, conseqüentemente, dos problemas e mortes relacionadas com gravidez precoce; provocar o oferecimento por parte do poder do Estado de apoio psicológico às jovens e aos jovens pais e às suas famílias pode minimizar problemas de relacionamento, evitando a desintegração social e familiar.

6. Metodologia/ Cronograma/ Recursos
Iremos aplicar questionário (Anexo 1) com entrevista em setecentos jovens do bairro de Nova Descoberta, sendo 500 envolvidos com gravidez precoce (250 homens e 250 mulheres) e 200 não envolvidos com gravidez. Pretendemos utilizar o tempo de oito semanas, conforme cronograma abaixo. A equipe será formada por treze pessoas, sendo dez pesquisadores alunos e alunas do Curso de Ciências Sociais, um coordenador e dois digitadores, todos da UFRPE. Os dados serão tabulados em digitação simplificada e direta. Utilizaremos sala de extensão e pesquisa da UFRPE, como também, 02 computadores
CRONOGRAMA
ATIVIDADES / PERÍODOS: SEMANAS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
1 Levantamento de literatura X
2 Montagem do Projeto X
3 Coleta de dados X X
4 Tratamento dos dados X X
5 Elaboração do Relatório Final X
6 Revisão do texto X
7 Entrega do trabalho X

Anexo 1

Questionário/ Entrevista

Nome: Sexo: ( ) M / ( ) F
Filiação:

Idade: Nível Educacional:

O genitor apresenta algum vício ou doença socialmente condenável:
( ) alcoólatra / ( ) drogado / ( ) viciado em jogo de azar / ( ) outros: especificar

A genitora apresenta algum vício ou doença socialmente condenável:
( ) alcoólatra / ( ) drogada / ( ) viciada em jogo de azar / ( ) outros: especificar

Renda mensal familiar:

ATENÇÃO: APENAS Jovens envolvidos com Gravidez Precoce

A (O) Jovem recebeu ou recebe algum apoio da família sob a gravidez precoce

Continua estudando:

Apresenta-se empregado ou em alguma ocupação:

Realizou ou está realizando o Pré-Natal recomendado:

A criança está com atendimento em alguma creche ou tem vaga garantida para o bebê quando nascer:

ATENÇÃO: APENAS Jovens NÃO envolvidos com Gravidez Precoce

A (O) Jovem receberia algum apoio da família sob a gravidez precoce

9. Referências Bibliográficas

• Artigo Atenção à Gravidez na Adolescência publicado como Dicas no. 74, em 1996, de autoria de Veronika Paulics e auxiliar de pesquisa Fábio maleronka Ferron/ www.federativo. Bndes.gov.br
• Artigo Gravidez Precoce do site Saúde de Vida On Line/ www.saudevidaonline.com.br
• Artigo Projeto da Pesquisa- Metodologia Científica.


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