Blog 26

A primeira pergunta que se pode fazer é: para quê ter um blog na internet? Para falar de coisas chatinhas,rotinas, coisas que parecem novas, mas são velhas, frutos de repetições incansáveis, que não parecem sair do lugar? Bem, a minha decisão foi colocar aqui as minhas poesias e meus textos críticos ou artísticos, talvez contos, crônicas. E não exatamente coisas mais recentes, mas textos antigos que não perderam sua atualidade. E novos que façam sentido ou dêem direções novas ao caldo insípido da rotina. Esta foi a minha vontade. Esta foi a minha escolha. Espero que gostem e aproveitem.


  • O Circo de Cavalinhos


    Magia - este é o nome
    Do encanto do fantástico
    A moça equilibrista e
    A que anda em cima do cavalo, de pé.
    Os palhaços, o engolidor de fogo
    As patinadoras do gelo
    O domador de leões, a dança das águas
    Até o globo da morte, quando tem.

    Sempre risco de vida
    E espetáculo triunfante
    O circo superando seus próprios acidentes.
    Deste risco constante
    Todos vibram com o espetáculo
    Com aquilo que vêm, ouvem, sentem
    Que se perpetue esta arte.
    Viva o Circo!

    Fátima Braga, 22 de maio de 2011.

  • A Montanha russa.



    Entre quedas e tropeções
    A vida segue
    Como o carro
    De uma montanha-russa.

    Ora no topo, ora no fundo
    SEGUE
    Implacável,
    Atirada,
    Submissa
    Revoltada
    Alinhada nos trilhos
    A vida segue.

    O topo vai surgindo
    A gente vai mais devagar e com
    Mais esforço
    Para o fundo.
    Vamos rápidos
    Rápidos feito foguete?
    Carrinho?
    Vento?
    Assombração.
    Assombrando o medo
    Assombrado o tempo
    Assombrando o normal
    Tirando do seco
    Ondas que se partem
    E se rompem
    Como facadas
    De dor
    De compaixão
    De aborrecimento
    Que dói, dói demais
    Por ser
    O fundo do fundo da montanha-russa.
    Que segue...
    Implacável...
    E....

    Fátima Braga, novembro de 2010.

  • Deus de mim mesma.



    Hoje quero falar de coisa que machucam.
    Que não são necessariamente más ,nem necessariamente boas.
    Mas que fazem de nós vítimas ou culpados
    De circunstâncias que não controlamos.

    Hoje quero falar da dor do mundo
    da dor de Deus,
    da dor dos astros,
    da dor dos infinitos
    que não encontram paz.
    E se hoje quero falar da dor
    é porque ela existe e dói.

    E quase não posso evitar a canseira desta dor doída
    que arrebenta,
    que explode em fogo,
    que não traz alivio de espécie alguma
    e que é incontrolável.

    O nome dessa dor também é fúria.
    Mas a fúria um dia explode e termina.
    Mas quisera eu que a fúria parasse,
    que tudo o mais fosse também aquilo que não acho mais no mundo,
    como perdão e sossego.
    Eu quero me aliviar de Deus, eu quero me aliviar dos deuses.
    Eu quero me aliviar dos homens,
    Eu quero me aliviar da humanidade e desta forma,
    voltar ao meu ser original
    para refazer minha história.

    E nunca mais ser quem sou
    E nunca mais ser a palhaça de mim
    E nunca mais ser o fingimento do fingimento
    e nunca mais ouvir o que não quero
    e nunca mais ser o que não sou de forma alguma.
    Mas voltar a ser minha própria forma,
    Meu eu,
    Minha essência,
    Meu tudo
    Minha melhor coisa do mundo.

    E criar em mim um sol interior.
    E criar em mim força de vida.
    E me dar o que quero,
    Junto com a paz que quero.
    Junto com tudo o que perdi vencendo
    E tudo o que ganhei perdendo.

    E ser um pedaço de madeira no caminho,
    E ser uma pedra imóvel,
    E ser aquilo que dá serenidade e paz e
    se torna serenidade e paz.

    Para eu nunca mais chorar.
    Para eu nunca mais perder.
    Para eu nunca mais viver
    Para eu nunca mais morrer.

    E sugar de mim tudo aquilo que posso ser
    E de tudo que posso ser,
    Ser mais ainda o que posso ser.

    E deixar de doer tudo o que dói.
    E renascer tudo o que morreu.
    E morrer tudo o que viveu e doeu.

    Até o fim.
    Até eu voltar a ser Deus
    Deus de mim mesma.

    Fátima Braga, 26 de agosto de 2010.

  • Nossa Encruzilhada.

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    Nossa Encruzilhada.

    Foi tão inesperado.
    Só me restou você de sinal
    Naquele através de quem falamos.
    Só você respondeu, dentro da minha dor
    Mostrou que estava comigo.

    Será que foi loucura?
    O encontro, a ausência de beijo
    O que nos mostramos e sentimos?
    Ou será que foi o final
    Da apoteose do orgulho
    Onde meu samba passou?

    O que você queria
    Me fascinava.
    Eu não esperava tudo aquilo.
    Fui lhe dando com meiguice, aos pouquinhos.
    E senti que não nos machucaríamos nunca
    Pois nossa amizade era maior.

    Hoje vejo que você me pegou
    No fim de um túnel
    E me lançou de volta à luz.
    Alegria define o que senti,
    Mais do que prazer.
    Pois, se foi com prazer,
    Foi bem mais com alegria.

    Hoje sei que a ausência do beijo
    Era apenas a nossa encruzilhada.
    Pois partíamos para caminhos diferentes.
    Mas que bom que você existiu para mim,
    Meu amigo.
    Parte do meu coração sempre estará com você.

    Fátima Braga - 23/02/2006

  • A geração pós-esparadrapo.



    A geração pós-esparadrapo é aquela que abriu a boca após 20 anos de amarras (o esparadrapo colado nas bocas, nas prisões da ditadura), sem poder falar, se expressar. Gente que viu o país se tornar um bloco insustentável de levar, depois de tanta violência política na década de 70. A geração pós-esparadrapo abriu o berreiro mesmo, disse: “Estamos cansados de tudo isto. Somos gente, queremos de volta nossa liberdade de expressão, queremos decidir quem serão os governantes do país”. A geração pós esparadrapo se afirmou principalmente na música, individualista, voluntariosa, certa de suas vontades e de seus não-quereres, de seu potencial e de sua liberdade para fazer o que desse na telha. E se expressou no Rock Brasil, que foi por um tempo onde toda essa vontade encontrou seu canal de expressão, atingindo o seu auge no Rock in Rio. Cazuza, Renato Russo, Lobão, todos exprimiram para os jovens daquela época suas vontades de jovens, falando de seus amores, seus desejos de libertação, seus conflitos com seus pais, suas buscas pessoais. Foram aos limites de todos os exageros e inconformismos, da rebeldia, dos desafios a tudo que fosse quadrado, limitado, imbecil, sujo, chapado. Usando suas palavras, seus sons, suas roupas, representaram para nós o “chutar o pau da barraca” de tudo aquilo que era o “certinho”.
    Foram longe de todas as formas. Para xingar, vaiar o que não prestava, falar dos usos do “sistema” que tinham o objetivo de oprimir, da realidade cruel e injusta que se fazia presente em nosso país. Passaram de todos os limites, na busca de sua própria força e de sua própria expressão.
    Cazuza foi um de seus ícones. Rebelde entre rebeldes, foi também a vítima do balde de água fria posterior ao exarcerbar das contestações. A grande vítima exposta de uma geração que viu o fim do sexo livre, com o advento da Aids. Doença ainda desconhecida na época, chegou a ser vista como “castigo de Deus” ao sexo livre desencadeado na década de 60 e adotado pelo movimento hippie e as gerações que se seguiram. Cazuza foi a grande vítima também do cinismo e da falta de ética que pautou os revoltados e cínicos de uma imprensa ainda vingativa e também revoltada, recém saída das chapas em brasa do cala a boca geral acontecido no país. A capa da Veja naquele ano, mostrando o artista nos extertores da doença, em fase praticamente terminal, foi objeto de protesto e revolta, inclusive dos melhores dentro da imprensa. A sociedade fria e desencantada que se seguiu, mais acreditando no trabalho duro e em fatos do que em afetos e misericórdia, gerou o monstro do cinismo, disposto a não abrir mão de seu próprio conforto em benefício de terceiros. Se a Aids não era o “castigo de Deus”, era algo que deveria trazer mudanças de comportamento. Ou menos que isso, de modos de fazer as coisas, por exemplo, com o advento do sexo seguro, através do uso da camisinha.
    Mas e daí? E daí se as engrenagens não pararam e tudo hoje é o que era há 30 anos atrás, mudando apenas os modos de operação? As comunicações evoluíram através da criação e consolidadação da internet, hoje o mundo se comunica com uma velocidade antes impensável na geração pós-esparadrapo. E o que isso nos trouxe de alma, de afeto, de evolução espiritual, de fim das injustiças? E se trouxe, onde está tudo isso? Onde se mostra, onde se revela? Será que o novo individualismo deu lugar a algo que eu chamaria consciência global, onde cabem a defesa da natureza, o fim da exploração do homem pelo homem, o bem-estar social, o equilíbrio econômico entre as nações? Onde está, após o mergulho nas sombras da geração pós-esparadrapo, aquilo que nos dignifica como seres humanos, que nos torna melhores que somos, que nos afasta das trevas do cinismo e do desespero e que nos garante que a vida será melhor? Em que lugares podemos encontrar tudo isso?
    Que estas minhas perguntas sejam apenas uma ponta de lança, como Cazuza o foi da geração pós-esparadrapo. Que sejam apenas objeto de reflexão e reavaliação de valores e comportamentos. Que tragam algo que seja realmente bom e que valha a pena, nos valores humanos. Aprendemos com a geração pós-esperadrapo que devemos falar de tudo o que está dentro de nós mesmos. Mas também aprendemos com ela gentileza e sonho. Afeto e sorriso. Som e dança. Sentimento e lágrima. Dor e reflexão. Mas principalmente verdade e querer. Que esta lição possa não ser esquecida e que se faça presente em cada dia de nossas vidas.

    Fátima Braga, 18/05/2010

  • Sopro de vida.



    Um coração bate
    Outro coração responde,
    A falta que faz um coração
    Descompensa outro coração.
    Pondo na balança,
    Há dois corações a bater.
    Se um pára, o outro também.
    E assim, vamos embora!!!!

    Há vida a passar,
    Hà sangue a correr,
    Hà trabalho a fazer.
    Há dor a aliviar.
    E assim, dois corações com peso e idade
    Decidem o que é o velho e o novo.
    Jogam fora o que não presta,
    Lançam-se na aventura de viver.
    E deixam a Deus o que o futuro possa ser.
    Sem pensar em consequências,
    Sem pensar: "Está na hora de ir embora!"
    Sem pensar: "Resolvi não mais viver!"

    Pois há tempo que segue.
    Há vida que se mostra.
    Há sangue a estancar.
    Há feridas a sarar.

    E dois corações resolvem
    Que os dois tem que estar vivos
    Para ser plenamente
    Tudo aquilo que podem ser.
    Não mais pensar em matar ou morrer.
    Não mais pensar em limite.
    Não mais cercear ou pôr limite.

    E assim, a vida se refaz
    Com a benção sagrada de Deus
    Que permite o sopro da vida.
    E que une os que se fazem sopro.
    Que vai aonde quer. Sendo sopro e nada mais...

    Fátima Braga, 20 de novembro de 2009

  • Os Tamanquinhos.


    Eles tem um pouco de mágica. São misteriosos e lindos tamanquinhos holandeses, que encantam a quem os vê. Será que já deram passinhos na sua conformidade de louça? Será que já foram encantados por fadinhas, responsáveis pela sua mágica?. Pertencem a uma moça feliz e apaixonada. Alegres tamanquinhos, vamos andar com passinhos de louça? E que a inocência seja algo que traga luz e verdade.

    Fátima Braga, 19 de junho de 2009.

  • Esbanjadores x Unhas de fome.

    No interessante mundo materialista em que vivemos, ouve-se os gritos que provém do inferno: “Porque guardar? Porque gastar?” Entre esbanjadores e unhas-de-fome, vive-se aos berros, uns gritando “Quero mais!” e outros “Tenho pouco!”. Recomendo a leitura do VII Canto da “Divina Comédia” de Dante Alighieri, um italiano que se empenhou durante sua vida a denunciar os desmandos de seus inimigos, mas que o fez de forma primorosa, deixando o legado de uma obra-prima para a humanidade, que bem poucos conseguiram igualar em sua grandeza e dimensão.

    Dante, no Inferno, nos coloca à frente de cada fraqueza da natureza humana, os vícios, as perversões, as improbidades. E coloca ali os seus inimigos florentinos, cuja vida conheceu e combateu. Não perdoou ninguém. E sua descrição desta parte do mundo além do mundo terreno, debaixo de Jerusalém, mostra todos os horrores, que, sem esperança de redenção divina, os seres humanos sofrem. E particularmente no 4º círculo, estão os pródigos (os que gastaram demais) e os avarentos (os que pouparam demais). E na voz de Virgílio, o personagem que guia Dante através dos caminhos que vão do Inferno ao Paraíso, o autor é taxativo: “Todo o ouro acaso existente debaixo da Lua não bastaria a dar repouso a uma só destas almas penitentes”. E as almas penitentes que ele mostra, estão a esbravejar umas com as outras: “Porque guardar? Porque gastar?, completando um círculo a se perseguirem mutuamente, sem descanso, sem sossego, por toda a eternidade. Virgílio afirma sobre elas: “A obscuridade em que viveram lá em cima tornou-os aqui embaixo ocultos a qualquer identidade. Assim como os vês, continuarão pela eternidade e, ao ressuscitar, uns terão as mãos fechadas, e outros, dos cabelos quase nada.Por gastar mal, por mal guardar, viram fechadas as portas do Céu e neste sítio (aqui no sentido de lugar) padecem tormentos que as melhores palavras não conseguem descrever. Assim ficas sabendo quanto é ilusória e vã a porfia (disputa, competição, contenda) dos homens que na Fortuna situam a finalidade principal da vida.”.

    Assim, além de perder a identidade, até mesmo abaixo da terra, discursam sem encontrar ouvidos, pois quem os ouve, quer falar sem aguardar sua vez.. Dante descreve: eles berram sem ser ouvidos sequer uns pelos outros.

    Podemos assemelhar tal situação ao nosso mundo atual, onde todos berram sem ser ouvidos, independente de sua ação no mundo. Ouvi um dia na minha cidade uma pregação de alguém que dizia falar em nome de Jesus e com um megafone, cantava em alto e bem estridente som: “Você que é ladrão, assaltante, traficante, você pode não valer nada diante da sociedade, mas Jesus te aceita como estás”. Brilhante! Perdão então aos assaltantes, assassinos, traficantes, estupradores, larápios, sanguessugas. Jesus os perdoa como são. E as vítimas? Vão pro inferno?

    O mundo em que vivemos não está suportando mais tanta espécie de entreguismo espiritual e muito menos material. Por muito roubar, poucos tiram de muitos o que faria muitos sobreviverem. Acumulam riquezas que depois vai lhes tirar até o poder ou a capacidade de sobreviver. No filme brasileiro “Redentor”, há um belo exemplo disso: o jornalista vivido por Pedro Cardoso diz que Deus “estava louco” quando o levou à cadeia, após fazer tudo o que Deus havia mandado. Mas Deus sabe o que faz e foi na prisão, que ele encontrou o caminho de fazer a verdadeira justiça divina e não aquela que está nos códigos da lei, implantada para a convivência das sociedades humanas.

    Se fôssemos apostar que há um inferno como o de Dante, eu diria que já estamos nele. E não vamos sair dele pelas leis humanas e sim pelas leis divinas, onde se fala de amor, perdão, bondade, e redenção. Mas não do jeito como está sendo pregado por aí, pois a dor e sofrimento fazem parte do caminho da redenção e não é escapando dela que iremos sobreviver. É usando as dores como pontes para atravessar os abismos da existência.

    Mas até sentir na própria pele, ninguém vai sequer entender o que está escrito aqui. Fala-se que só quem viveu e perdeu um grande amor, pode saber o que é a dor e o amor. Talvez só quem viveu o perdão, pode saber o que é perdão. Pouco importa sua fé pessoal. Você é aquilo que você acredita. E se você acredita, então tudo se torna verdade para você. Dante acreditou no combate e na sua fé. Criou uma obra que é um legado para a humanidade. E hoje ele tem um nome e uma identidade.Então, talvez possamos dizer que ele foi abençoado por Deus.
    Fátima Braga, 27 de novembro de 2006.

  • Feliz Natal.


    Jesus, ao nascer, não veio cercado de exércitos, de moedas em circulação, riquezas, de enfeites fugazes, de aparências. Mas Magos o cercaram e trouxeram presentes que já mostravam a dignidade da pessoa que acabava de vir ao mundo. O incenso mostrava seu valor espiritual. O ouro, seu valor no mundo material. E a mirra, a simplicidade e o despojamento e também o amargor de sua vida perpetuamente transformado em benefício atrávés do seu sacrifício. É aquilo que se chama transmutação ou, em linguagem alquímica, a realização da pedra filosofal. O poder de fazer ouro através de um objeto real. Mas o ouro que Jesus fez foi o amor e o perdão, verdadeiros tesouros naquela época e hoje mais ainda, em que necessitamos tanto disso. É curioso que ninguém acredite que isso é uma moeda de troca real, capaz de ser um tesouro no mundo de hoje. Muitos consideram que amor e perdão são palavras vazias e que nada valem, pois não pagam a alimentação de todo dia.Não se come com amor nem com perdão, não dá pra oferecer amor em troca de comida. Amor não é moeda de troca. Pois Jesus, há dois mil anos atrás, já mostrava e provava que amor é moeda de troca, SIM. Perdão também! Já mostrava que não são palavras vazias, jogadas ao vento. Elas alimentam e não é só o espírito. Elas geram vida e perpetuam a existência.

    Que neste Natal, possamos fazer uma reflexão a respeito dos reais valores que estamos alimentando e perpetuando. E que possamos deixar a nossa bondade falar mais alto e realizar a tarefa de transformação do espírito humano em algo que nos ajude a preservar a vida no nosso planeta e que atue em benefício da humanidade.

    Feliz Natal para todos!
    Fátima Braga. /Dezembro de 2008.

  • Procura-se gente 2


    Procuro pessoas legais, honestas. Procuro honestidade no mundo. Procuro o fim da inveja, do ódio, da inimizade, do desamor, de tudo de ruim que existe neste mundo. Ando procurando paz, natureza, água, bosques, flores, sol dourado, calor não escaldante, e que é capaz de renovar. Procuro gente que tenha frescor, vida, alegria, sonho, saudade. Procuro silêncio, metas, fios de sonhos, o espaço entre o som e o silêncio. Procuro o que acalma, o que dá alegria e paz.

    Procuro Deus...

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