http://netlog.com/ester0670carneiroღ♥ Єsτεr Cαrηεirσ ღ♥Cαrηεirσ ღ♥ღ♥ Єsτεrester0670carneirohttp://pt.netlogstatic.com/p/tt/014/738/14738887.jpgBrasilParana
ester0670carneiro
feminino - 38 anos, Brasil
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Isaias Amorim(Terça, 11 Novembro 2008 às 08:58)
Oi, tudo bem? Veja o meu primeiro romance, ta bom?
O nome dele é:
Ei, ei, psiu! Você se acha sábio?
Ei, ei, psiu! Você se acha justo?
Por Isaias Amorim
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A seguir comentários sobre esse esboço do meu futuro livro que conheceremos a seguir:
A Regina (professora de literatura) disse: "Oi, Isaias, li o seu texto, achei interessante, com algumas colocações diferentes e inteligentes. Eu acho que você tem estilo. Permitindo-me dizer, essa mistura que você fez com a realidade, o cotidiano e com religião, isso mostra a sua personalidade e seu estilo. Eu sou uma professora de literatura e entendo isso perfeitamente, consigo enxergar o conteúdo filosófico, o moral como pano de fundo, misturando a religiosidade, o bem e o mal etc.. Mas outras pessoas, talvez não consigam, não espere que isto aconteça talvez elas enxerguem só um conto..."
Rosi Sampaio (pedagoga) "Seu futuro livro veio a mim em um momento muito adequado. Maravilhoso, uma lição de vida. Nele entramos em contato com nossa realidade social, humana e o principalmente a espiritual. Antes de chegar à parte que trata de Jesus Cristo, lembrei-me muito do sermão da montanha. Não vejo em seu livro apenas mais uma obra literária, mas sim uma forma de acordar a humanidade para o que realmente importa. Que Deus continue te abençoando poderosamente, fazendo suas mensagens tocarem em nossos corações, e que as pessoas ao lerem seu livro, possam refletir e reconhecer o que realmente importa nessa vida. Agradeço a Deus por você ter cruzado meu caminho...".
Laura (professora de literatura, portuguesa inglesa): "Tudo começa como uma charada. Um acidente, a procura de um bode expiatório, a ira, a raiva do Homem, a sede de vingança. Estórias cruzadas e entrecruzadas, um interno interessante. Um rei humilde que escuta que vê e que não tem medo. Uma linha tênue separa o bem e o mal, num utópico, mas maravilhoso sonho mágico com uma forte componente religiosa. Vale mesmo à pena ler".
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ERA exatamente o segundo domingo do mês de maio, como todo mundo sabe, o dia das mães.
Pela manhã, às 9h15min, a vendedora de cachorros-quentes chegou ao ponto de ônibus que fica em frente ao Hospício Municipal; a ambulante parou e disse a todas as pessoas ali presentes:
-- Bom dia gente! Como está calor hoje, não é mesmo?
O rapaz magricela, sorrindo, esboçando simpatia, responde prontamente:
-- Bom dia, Dona! É, realmente, faz um calor muito grande hoje...
O homem gordo e baixo, suando muito e querendo ser simpático também respondeu-lhe:
-- Bom dia, que você tenha um lindo dia!
A dona-de-casa, que estava olhando seu lindo relógio, disse com um sorrisinho amarelo:
-- Bom dia está quente mesmo! Espero que chova, senão vou derreter...
A vendedora de cachorros-quentes olhou a todos e perguntou:
-- Quem vai querer comer um “hot” fresquinho?
O Homem gordo, que estava até salivando de vontade de experimentar o lanche da mulher responde:
Eu até queria um sim, no entanto, estou de regime, obrigado...
A dona-de-casa continuou a olhar o seu relógio, disse a ela:
-- Acabei de comer em casa...
O rapaz magricela que, aliás, não era muito chegado a comer na rua, disse com certo desdém:
-- Se eu comer isso, não vou ter apetite para o almoço do dia das mães! E, conhecendo a minha mãe, como eu a conheço, com certeza, ela vai ficar muito triste se eu não almoçar com toda a família ...
A vendedora de cachorros-quentes, responde visivelmente chateada:
-- Pôxa, ninguém vai comer nem “unzinho”? Como vou viver se ninguém comprar nada? Tenho aluguel para pagar, sabia?
A dona-de-casa a responde bem rispidamente:
-- A vida não está fácil para ninguém aqui também, ok? Meu marido ficou desempregado por 20 meses...
O homem gordo que ainda estava com vontade de comer um cachorro-quente confessou:
-- Eu estou com dificuldades com dinheiro também...
O rapaz magricela, querendo pôr um ponto final nessa discussão, bradou:
-- Minha senhora, as pessoas estão sem dinheiro e eu também, e outra coisa, é muito cedo ainda para se comer isso. Por acaso, é o seu primeiro dia de vendedora de cachorros-quentes?
A vendedora fez uma expressão de desânimo e disse:
-- Não, faz um mês... Estou tentando conseguir um dinheiro extra...
O rapaz magricela fez um sinal com a cabeça mostrando que havia entendido e, então se calou.
O homem gordo, querendo se mostrar inteligente, disse:
-- O país precisa de um bom governante para dar uma boa vida para seus habitantes! “Esses caras” que entram aí no poder, só querem roubar o povo! Eles acham que se elegeram para só desfrutar da boa-vida às nossas custas e não fazem nada por nós, os pobres...
A vendedora de cachorros-quentes que ainda esperava conseguir vender pelo menos um sanduíche disse:
-- Se eu fosse a Presidente desse país, com certeza, seria muito justa e sábia: governaria para o povo carente! Eu, realmente, acredito que tenho capacidade para governar melhor que essas pessoas aí que estão no poder! Sempre fui pobre e, sei o que os pobres necessitam! Entendo suas carências e desejos!
O rapaz magricela que conseguiu até se imaginar já no poder se pôs a falar:
-- Se eu fosse um governador, faria justiça, daria o melhor para o povo. No meu governo, a paz e a harmonia iriam reinar junto comigo. Minha justiça e sabedoria iriam, com certeza, fazer a diferença... E o povo iria se orgulhar do meu governo... Eu iria ficar na história como exemplo de boa administração, com sabedoria e justiça...
A dona-de-casa que realmente parecia querer chegar logo, em algum lugar, pois não parava de olhar no seu relógio, finalmente nos fez conhecer o que pensava:
-- Eu queria ser prefeita dessa cidade, tenho certeza de que, com minha sabedoria e justiça, governaria muito bem esse município... Acho, inclusive, que essa cidade precisa de alguém como eu, para fazer dela um exemplo para ser seguido pelo mundo todo...
A vendedora de cachorros-quentes se sentindo uma defensora dos pobres e dos oprimidos voltou a se pronunciar empolgamente:
-- Com toda certeza do mundo, eu seria um exemplo assim também, todos iriam querer se espelhar em mim... E se todos me seguissem, faríamos um mundo muito melhor para se viver: com paz e justiça para todos, sobretudo, os pobres, os injustiçados e os infelizes.
---- página 1 ---
O rapaz magricela disse a mesma coisa e o homem gordo também; todos se achavam um exemplo de competência justiça e sabedoria, achavam que o mundo poderia mudar com eles no poder.
Nesse momento a vendedora de cachorros-quentes disse que estava indo embora, pois, precisava vender seu produto. A dona-de-casa disse que o ônibus estava demorando muito e olhou de novo para o seu relógio.
A vendedora de cachorros-quentes fez uma cara de quem estava muito cansada e disse:
-- Estou exausta, não dormi bem essa noite, descobri que minha filha pegou barriga (ficou grávida) e, eu a expulsei de casa ontem mesmo, quando fiquei sabendo de tudo! Não consegui pregar os olhos, pois tenho muito medo de dormir sozinha, meu marido me deixou faz 10 anos. Desde que isso aconteceu era só eu e minha filha para tudo em casa. Sabe, ela fez ontem 13 anos. Uma criança... Agora, já que ela preferiu essa vida de perdição ao engravidar, tenho que me acostumar com isso...
O rapaz magricela resolveu falar sobre um fato de sua família:
-- A senhora fez muito bem, sabia? essas meninas de hoje em dia só dão desgostos e desonra para suas famílias! Minha irmã, inclusive, também engravidou de um cara que ela nem conhecia e meu pai a pôs na rua. Não iria ficar bem a gente ficar com ela em nossa casa... Essas meninas de hoje em dia só querem saber de sexo e vadiagem! Acho que meu pai e você também deram um bom exemplo e, devem ser seguidos por todas as pessoas; assim as meninas vão pensar melhor antes de fazer essas coisas!
-- O rapaz magricela defendeu isso com uma cara de quem sabia o que está dizendo e depois se calou orgulhoso de si mesmo.
A dona-de-casa que conseguiu ficar um minuto sem olhar para o seu relógio deu o seu parecer:
-- Eu, até já ouvi falar muito dessas meninas sem juízo... Acho que, inclusive, tudo isso é por causa de falta de umas boas palmadas quando são pequenas...
O homem gordo que de vez em quando fica com vontade de comprar um cachorro-quente, disse logo em seguida:
-- Se eu fosse o governo, daria um jeito nisso de alguma maneira; sei lá, mandaria esterilizar essas meninas sem juízo!
As pessoas ali presentes, cada qual, dizia uma barbaridade absurda diferente, achavam que teriam um jeito melhor de punir essas meninas e dar um exemplo mundial a ser seguido por todos. Eles diziam que queriam uma chance de provar suas teses, competência, sabedoria e justiça.
De repente, colocando a cabeça para fora por um buraco do muro do Hospício Municipal, um interno olhou para cada um dos que estavam do lado de fora do muro e, com uma expressão de um observador decepcionado e bravo, disse:
-- Ei, ei, psiu! Ei, ei, psiu! Vocês se acham pessoas sábias e justas? Acham que seriam bons governantes? Acham mesmo que o que vocês fizessem em seus pretensiosos e absurdos governos teriam que ser seguido pelo resto mundo inteiro? Acham-se justos e sábios mesmo? Isso parece até piada de loucos.
O interno disse isso e começou a rir sagazmente e depois disse:
-- Confesso que nunca ouvi tantas maluquices juntas em tão pouco tempo! Vocês, realmente, são bons nisso, sabiam? Se vocês quiserem se internar aqui eu posso dar um jeitinho para começarem o tratamento hoje mesmo, pois estou aqui faz muito tempo, conheço muita gente da direção desse hospício!
Ao escutar o que o interno disse, a vendedora de cachorros-quentes respondeu-lhe com muita indignação a petulância daquela intrusa e indesejada figura que estava do outro lado do muro:
-- Você está nos agredindo com essas palavras, sabia?
-- E o interno, responde prontamente:
-- Vocês é que estão agredindo os meus ouvidos, a minha inteligência, o meu bom-senso e a minha lucidez com essas asneiras que vocês estão dizendo... Eu estava descansando e não consegui dormir, pois achei que deveria ajudar a vocês a não dizer mais maluquices!
O homem gordo até perdeu o apetite e disse muito bravo:
-- Você não passa de um louco! Está aí preso porque faz mal a sociedade! É um doente mental...
E o interno responde calmamente:
-- Louco é quem não tem noção do que diz e faz, e vocês se enquadram nesse perfil, eu não! É um fato que estou cativo aqui, mas não faço mau a sociedade! Vocês sim, pelo que eu pude ver fazem muito mau a sociedade...
A dona-de-casa que de tão irritada que ficou com o que o interno falou, nem pensou mais no seu compromisso, disse:
-- Então porque você está preso ai, e a gente está aqui fora?
O interno fez uma expressão de tristeza e a responde como se falasse com uma criança:
-- Porque o mundo não é muito coerente, na verdade... Mas, ainda bem que existe esse muro para me proteger de vocês, sabia? Se vocês fossem governantes, com certeza, piorariam muito o mundo! Seriam péssimos exemplos a serem seguidos...
O rapaz magricela, revoltado com o interno, disse aos berros:
-- Não dêem ouvidos a ele, não vamos contrariar esse doido. Droga de ônibus! Por que será que está demorando? – Disse tentando desviar a conversa e fazer com que os interno esquecessem.
A dona-de-casa que nesse momento estava verde de raiva do interno disse:
-- Meu rapaz, vai tomar o seu remedinho e dorme bem gostoso e calminho, ok? Estamos falando sobre coisas importantes aqui, não percebeu?
O interno em tom de deboche responde:
-- Estão falando sério? – E, de novo começou a rir e disse:
-- Nem quero estar aqui por perto quando vocês estiverem brincando de serem tiranos, injustos, ditadores, carrascos etc... Mas uma coisa direi a todos vocês, não é necessário ser um governante para mudar o mundo, e ser um exemplo a ser seguido... Podemos mudar o mundo apenas sendo gentis com alguém, desejando um bom dia elas... Tendo bons gestos, como por exemplo, uma conversa, um carinho, uma atenção, amor e caridade seriam o suficiente para tornar o mundo melhor...
Todos, sem exceção, riram do interno nesse instante, e a vendedora de cachorros-quentes, quase não conseguiu falar, por não conter o riso. Depois ela disse, com um falso tom de bondade:
-- Agora você conseguiu passar no teste de maluquice mesmo! Por falar nisso você está atrasado para tomar o seu remedinho e ir “mimir”, não?
E o interno tentando mostrar que o que ele estava falando tinha coerência, disse:
-- Mas, é verdade, podemos mudar o mundo com apenas pequenos gestos... E vocês, sendo governantes, fariam grandes injustiças com o povo... Vocês entrariam para a história como tiranos injustos, sabia?
O homem gordo indignado com o que acabara de ouvir do interno, imediatamente disse:
-- Por que você diz essas coisas sobre a gente? Você não tem esse direito, pagamos nossos impostos para você ter tratamento e nos ofende?
O interno, prontamente, responde com uma atmosfera de desafio -- Eu poderia propor um teste a vocês, e mostrar-lhes que tenho razão no que estou lhes dizendo?
Todos se entreolharam e riram do interno. Apesar de caçoarem muito dele, disseram que aceitariam o tal teste. Queriam ver qual era o novo assunto daquele interno petulante.
Ele fez uma cara de quem ia dizer algo muito importante e finalmente disse:
-- Então prestem a atenção, ok? Vou contar uma “estória” e vocês têm que me responder algumas perguntinhas, certo? Vocês topam?
Todos ficaram muito curiosos para ouvir a estória que até esqueceram do ônibus.
O interno fez uma pausa como para tomar um fôlego; parecia que o teste seria muito longo, então ele deu um suspiro e começou:
-- Prestem a atenção todos vocês, imaginem que um carro zero Km vem uma velocidade superior a 200 Km/h em uma rua que começa plana, depois tem uma descida bem acentuada, e a descida termina em frente a muitas residências, onde tem uma curva para a direita e outra para a esquerda formando um T gigante. Imagine que o motorista não consegue fazer a curva nesta velocidade (o que seria bastante óbvio) perdendo desta forma o controle do carro, e na seqüência atropelou e matou duas criancinhas que, inocentemente, brincavam no meio-fio. As criancinhas eram irmãs; uma tinha dois anos meio e a outra contava apenas um ano e meio.
O motorista ficou totalmente inconsciente. Os pais desses inocentes que foram atropelados, os amigos, os vizinhos, as pessoas que estavam próximas e os que ali chegavam, queriam chacinar o motorista a pauladas.
Imaginem também, agora, que essa cena aconteceu num sábado às 7h25min da noite, diante do palácio real. Imaginem que o rei estava nesse momento sendo entrevistado pelas cinco maiores emissoras de TVs do mundo porque ele foi considerado o homem mais sábio e justo de todos os tempos.
Essas emissoras de TVs ficaram durante dois meses anunciando essa reportagem. Elas estavam transmitindo ao vivo para o mundo.
Quando aconteceu o atropelamento e a morte das inocentes criancinhas, o rei falava sobre grandes sábios como: Sócrates, Voltaire, Einstein Galileu, Spinoza e outros. Neste exato momento entra o guardião do palácio real desesperado, interrompendo a entrevista, e conta que há uma multidão organizada para linchar um louco assassino que matou duas criancinhas inocentes, em um atropelamento totalmente criminoso.
O jornalista da NCC, que era muito atento, ouviu o guardião dizer tudo ao rei e pediu à realeza para que ele mostrasse, ao vivo, ao mundo todo, como resolver um problema como este: com sabedoria e justiça, para que seu exemplo pudesse ser seguido por todos, pois era esse o objetivo da entrevista ensinar o povo a ser sábio e justo e, com a ajuda do rei sábio tornar o mundo melhor.
O rei aceitou a sugestão do repórter, e então deixaram as dependências do palácio e se dirigiram todos ao local do acidente.
A metade da população mundial assistia a essa entrevista que estava sendo transmitida ao vivo, toda essa metade tive a mesma idéia no mesmo momento, avisar aos amigos e parentes, e, todos os telefones do mundo inteiro começaram a tocar ao mesmo tempo, eram amigos avisando para amigos, parentes avisando para parentes, etc, e todas as pessoas foram avisadas do que estava acontecendo, e todos agora estavam diante das TVs, ansiosos para saber do desfecho desse caso.
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Quando o rei chegou ao local da tragédia, logo viu que a criancinha de dois anos e meio estava no capô do carro. Ela estava sem o braço esquerdo e o resto do seu corpo estava todo retorcido; jorrava sangue de cada poro de seu corpinho frágil.
A cena era realmente chocante. A outra vítima de um ano e meio, foi arremessada contra um poste tendo a cabeça e os braços decepados. O frágil corpinho estava todo desfigurado.
O sangue inocente das pequeninas vítimas "lavava toda a calçada". O rei olhou para o motorista e ele "dorme"como se estivesse no lugar mais tranqüilo do mundo, “dormia” como se tivesse feito a coisa mais linda do mundo e agora estivesse dormindo “o sono dos justos”, e nem passava por sua cabeça que ao seu redor, o povo estava com paus, pedras, ferramentas, armas e outras coisas com a finalidade de fazer “justiça com as próprias mãos”.
Nesse instante, o rei concentra o seu olhar no motorista, e é interrompido pela a presença de uma mulher que chorava muito, era mãe das pequenas vítimas... A mãe das crianças se aproxima do rei, e brada:
-- Majestade, sou a mãe destas criancinhas! Desde que me casei, não podia engravidar, fiz tratamento para conseguir, enfim, sofri muito com enjôos, os exercícios, os partos foram difíceis e doloridos, e depois que elas nasceram, tivemos muito problemas financeiros, mas amor, carinho, cuidado e dedicação isso nunca faltou! E agora, vem este assassino e tira os meus filhinhos amados e queridos? Eu quero! Quero não, eu exijo que você o mate também! Ele matou minhas criancinhas inocentes, mate quem provocou esta dor profunda em mim! Mate quem deixou esse vazio em mim. Mate o culpado. Faça a justiça! Dê o exemplo para que outros assassinos pensem bem antes de tirar a vidas dos outros! Você tem que punir ele!
O pai das crianças também pede ao rei para fazer justiça! Ele desse:
-- Majestade, você deve condenar este homem à morte! É preciso dar exemplo ao mundo! Alivie a dor que paira sobre mim! Minha esposa, eu e todos que estão aqui, queremos que o senhor faça a coisa certa; a morte desse assassino ou, no mínimo, a prisão perpetua, com chicotadas o tempo todo, neste louco matador de criancinhas! Eu te peço, vamos matar o responsável por estes sangues inocentes, derramado! Este assassino matou esses inocentes sem a mínima necessidade! Por que eles tinham que morrer: O que eles fizeram de errado?
Cada pessoa que se encontrava ali, dava ao rei uma idéia de como seria a melhor maneira de matar o motorista que ainda estava desmaiado; muitos ainda desejavam matá-lo com as próprias mãos, pois estavam mesmo muito revoltados com o que viram. A cena realmente chocava, e chocava muito!
O interno ao chegar nessa parte da estória, do seu teste, disse às pessoas que estavam no ponto de ônibus -- Cada um de vocês será o rei dessa estória...
E o interno ainda disse bem sério:
-- Nesta estória vocês vão ter todo o poder; o que vocês disserem será a verdade, e tudo o que vocês fizerem, o mundo todo vai se inspirar em suas atitudes, portanto, resolvam este problema de forma mais sábia e justa possível. Mas, se na verdade, vocês não forem realmente tão sábios e justos quanto pensam que são, vocês vão é piorar ainda mais o mundo. Vamos ver se vocês seriam bons governantes então? Vamos ver se vocês consertariam mesmo o mundo ou o afundariam mais ainda?
As pessoas do ponto de ônibus ao escutar cada palavra do interno, olhavam-se atônitas, e o interno continuou a falar -- Agora vocês farão o papel de rei e julgarão o motorista. Façam vocês as leis que acharem ser corretas e mostrem como melhorar o mundo com seus ensinamentos.
O interno olhou fixamente para cada um dos seus interlocutores e disse:
-- Vocês poderão tomar a atitude que quiserem, mas o objetivo é apresentar soluções para que nenhuma criancinha inocente morra injustamente.
E dizendo isso o interno suspirou e ainda disse em seguida:
-- Mais uma coisa! Tudo o que vocês precisarem saber eu posso lhes dizer, tudo mesmo, se acharem importante saber a cor do carro, a idade de alguém, se quiserem até um exame qualquer eu lhes dou o resultado.
Até mesmo se precisarem saber quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha eu lhes conto. Mas, não se esqueçam que o objetivo é que vocês tenham atitudes que visem proteger as criancinhas inocentes do mundo todo e as protejam do perigo. Vocês terão que fazer isso com justiça e sabedoria, pois todos vão imitar os seus gestos e atitudes!
Todos no ponto de ônibus ficaram reflexivos, sem nada a dizer e o interno disse ainda -- Veja bem a situação! As TVs estão dando closes em vocês e nos corpinhos dos menininhos mortos, nos pais deles, no motorista, na multidão. O motorista nesse instante acorda e deu uma olhada na “situação”, e o povo começa a gritar:
-- Morte ao assassino! Morte ao assassino!
O interno ainda, com muita paciência, explicou ao povo do ponto de ônibus:
-- O motorista, muito assustado, olhou para a sua volta, viu os corpos das crianças despedaçados, viu o sangue, viu as câmaras de TVs que filmavam por ali; viu tudo, apavorou-se, quando viu a multidão com tantas armas e ferramentas em mãos, dizendo frases de morte ao assassino! Ele ficou muito assustado, pois percebeu que o tal assassino era ele mesmo, e quem era para morrer não era outra pessoa, e sim ele! O motorista ficou tão apavorado, que não conseguiu ter reação alguma, olhou para o rei nos fundo dos seus olhos, e o próprio olhar dele dizia, pois ele não disse nada com palavras naquele instante:
-- Por favor, ajude-me! Tenha compaixão de minha vida, majestade!
E, contando isso o interno pergunta para as pessoas do ponto de ônibus:
-- O que vocês fariam para serem um rei realmente sábio, justo e melhorar o mundo, já que todos os povos se inspirarão em suas atitudes antes de resolverem os problemas: da sociedade e os pessoais também, terão o rei como referencia.
E o interno disse ainda -- Vocês olham nos olhos do motorista e contem-me agora o que vocês fariam ok? Estas suas respostas mostrarão se vocês seriam bons governantes como afirmaram há pouco.
E o interno continuou -- Digam-me também, o que vocês acreditam que irá acontecer com o mundo todo, quando todas as pessoas fizerem o que vocês propõem; quando todos agirem como vocês agirem? Como nascerão bons frutos disso, explique-me? Quero que tenham atitudes realmente sábias e justas, impedindo as crianças inocentes de morrerem de maneira semelhante a essa que aconteceu, e que acabei de citar!
Quando o interno terminou de contar a sua estória, e logo depois fez as tais perguntas para as pessoas que, há pouco, disseram que seriam bons governantes.
A vendedora de cachorros-quentes olhou para as pessoas que estavam no ponto de ônibus e respondeu em seguida sem vacilar:
-- Mandaria matá-lo imediatamente! Assim todos tomariam cuidados quando fossem dirigir! Agindo assim, como eu agi, tenho certeza que, nenhuma criança inocente iria morrer por causa desses irresponsáveis que não olham por onde andam... Como vocês podem ver, as pessoas pensariam muito bem antes de entrar no carro e correr... Acredito que agindo assim teríamos um bom exemplo, todos seguiriam e todas as crianças do mundo estariam protegidas!
Agora é a vez do rapaz magricelo, que com uma cara de reprovação à resposta da vendedora de cachorros-quentes, articula:
-- Eu não concordo, se ele morrer não vai sofrer nada! E pelo crime dele, o certo, com toda a certeza do mundo, seria prendê-lo, e todos os dias pela manhã mandar dar uma surra nele. Agora, às tardes pegaríamos uma navalha e cortaríamos um pedacinho do corpo dele para que pagasse por beber e dirigir dessa maneira, porque, com certeza, estava alcoolizado! Agindo assim, duvido que algum dia alguém assassine outras criancinhas que são inocentes e não sabem se defender. Criancinhas inocentes que brincam sossegadas sem atrapalhar ninguém... Ninguém tem o direito de machucar uma criança... Ninguém mesmo! Sabe, estou revoltado só de pensar nisso! Alguém já deveria ter tomado essa atitude faz tempo, pois se assim fosse feito o mundo estaria mais seguro para as criancinhas inocentes brincarem! Acredito que qualquer punição para esse criminoso é muito pouco!
A dona-de-casa faz uma expressão que não concorda muito com o rapaz magricela e fala com voz bem alta, quase gritando:
-- Acredito que o certo seria que ele pagasse uma indenização para a família das crianças... É claro que isso não iria trazer as crianças de volta, mas poderia pagar um novo tratamento para os pais das crianças poderem tentar uma nova gravidez e ter outros filhos, e trazer a alegria de volta ao lar desses pais, que estão sofrendo muito por causa de assassino sanguinário, porque eu não acho justo esse motorista interromper o sonho alheio. Acredito que com esse dinheiro da indenização iria diminuir a dor deles... É claro, vai ser um exemplo a ser seguido por todas as pessoas do mundo... E o mundo será um lugar mais seguro para as crianças!
O Homem gordo de tão empolgado para dar o seu parecer, até se esqueceu que estava morrendo de fome. Agora ele estava com fome de “justiça” e olhou para o interno, que colocou a cabeça para dentro do buraco e seu interlocutor articulou o seu pensamento:
-- Eu faria diferente, ou seja, o certo de verdade é: mandaria esse homem assassino prestar serviço eternamente para a sociedade... Ele teria que trabalhar duro para pagar pelo seu crime, pela dor e perda que causou a essa família e a toda a sociedade... Talvez, agindo assim a consciência dele o torturasse, e nunca mais ele iria matar ninguém! Todas as pessoas do mundo iriam seguir esse exemplo e nenhuma criança iria morrer desse jeito nunca mais! Porque eu não acho justo mandar esse assassino para a cadeia, onde este vai comer a custa das pessoas que pagam impostos altíssimos! Ele tem é que pagar pelo seu crime com trabalho, muito trabalho mesmo! Acredito que agindo assim é o melhor exemplo que podemos dar ao mundo todo!
Ouvindo as respostas das pessoas dali, o interno, disse para a surpresa geral de todos:
-- Então vocês se acham que cada qual, é o mais sábio e justo do mundo, fariam o melhor bem à sociedade, e seriam um exemplo de justiça melhorando muito mesmo o mundo, e sonham em ser copiados, porém, vocês, sem exceção, todos vocês, foram, de acordo com os resultados dos testes, pessoas muito injustas e muito pouco sábias, vocês, com suas atitudes piorariam muito o mundo... e não salvariam as criancinhas, elas continuariam a morrer em seus governos e nos governos de seus seguidores.
A vendedora de cachorros-quentes olha revoltada para o as pessoas que estavam no ponto de ônibus e pergunta ao interno com um tom de ironia, acreditando que o interno não acharia uma resposta, melhor que a dela da parte do homem que estava atrás do muro do Hospício Municipal e ela ordena ao interno:
-- Então, se coloque no lugar do rei você mesmo agora, vossa majestade, e mostre o que um rei verdadeiramente sábio e justo faria nesse caso, pode nos dizer?
Ela disse isso e começou a rir sem parar, e todas as pessoas ali presentes a acompanham na sua alegria, e o interno responde ela assim:
-- O rei dessa estória fez o seguinte: quando ele olha para o motorista e vê que aquele está tonto e confuso, diz:
-- Meu amigo, você está bem? Sabe o que está acontecendo aqui? Sabe que essas crianças foram mortas pelo carro dirigido por você; carro esse que veio em alta velocidade? Carro que você o controlava? Oq eu você tem a dizer em sua defesa?
Mas quando o rei pergunta isso ao motorista, algumas pessoas ao lado dele, questionaram:
-- Vossa Majestade, ele vai ficar bem mesmo, quando estiver morto! Ele vai ficar bem: igualzinho as crianças que ele matou! Porque a gente quer matá-lo também, entende?
O rei olha para as pessoas que disseram isso, e mesmo usando palavras duras, disse em um tom de voz de calma, de bondade e sabedoria:
-- Quietos, deixem-me, pois sei o que estou fazendo...
Nesse momento o motorista olhou para o rei e começa a chorar muito e, mesmo em soluços, consegue dizer:
-- Sim, Vossa Majestade, eu estou bem, sim, e sei o que aconteceu, sim...
Nesse instante, o povo começou a praguejar ao motorista.
O rei pergunta ao motorista, que estava inconsolável e com muito medo de ser linchado:
-- Você poderia me dizer, porque você estava correndo tanto com esse carro? Você é capaz de me explicar ou não? Tem condição de fazer isso, ou não?
O povo em coro responde a pergunta que o rei faz ao motorista:
-- Porque é louco! Porque quer morrer! Assassino! Assassino! Quem mata crianças, não merece viver!
O motorista se desespera e derrama muitas lágrimas. Já se sente morto pela multidão endurecida.
O povo diz que são lágrimas de crocodilo.
O rei faz um sinal para multidão ficar quieta e diz ao motorista que está suando frio com medo de morrer:
-- Tenha calma meu amigo! Só me responde o motivo pelo qual você estava correndo tanto, ok? Ninguém vai fazer nada com você, só se eu mandar... E eu não pretendo fazer isso...
---- página 3 ---
O motorista recupera o fôlego, responde ao rei assim:
-- Sabe, Majestade, tudo começou quando eu tinha quatro anos de idade, eu morava no interior desse reino, e quando eu vim para a cidade grande, vi uma coisa que me fascinou muito, era uma coisa que nunca tinha visto antes, e quando vi me apaixonei por ela...
O rei, como sempre, muito calmo, pergunta ao motorista:
-- E o quê seria essa coisa?
O motorista ainda procurando conseguir mais fôlego responde com um estranho brilho nos olhos:
-- Era um carro, um carro lindo, quase igual a esse, Majestade...
O rei querendo entender direito o que acabou de ouvir do motorista pergunta:
-- Você se apaixonou por um carro, é isso?
O motorista quase não conseguindo conter as lágrimas responde enxugando o nariz:
-- Sim, Alteza... Um carro... Eu não sei como explicar como isso aconteceu, mas quando eu vi aquele carro novinho, eu fiquei desejando um carro igual àquele, entendeu? Queria um carro para mim, queria um carro vermelho, igualzinho àquele que eu vi! Um carro novinho cheirando a um bebê...
O rei perplexo querendo entender essa estória maluca pergunta-lhe:
-- E o que tem a ver isso tudo, com o motivo pelo qual você estava correndo tanto agora há pouco, tirando a vida de duas crianças inocentes que estavam brincando?
O motorista responde com outro tipo de brilho em seu olhar:
-- Vossa Majestade, é que quando eu fiquei fascinado por aquele carro, fiz da minha vida uma luta intensa para adquirir um para mim também, mas tinha que ser um carro novinho cheirando a um bebê... Não sei te explicar, Majestade, mas só o carro poderia me fazer feliz! Eu não poderia mais viver sem um carro igual aquele!
O rei suplica ao motorista:
-- Pode ser mais sucinto? Diga-me, o que aconteceu depois disso? que relação tem a sua infância com o que você acabou de fazer com essas crianças?
O motorista ainda com aquele brilho no olhar por se lembrar do seu desejo de infância, responde ao rei que está esperando uma resposta com nexo:
-- Sim, Majestade, depois que eu coloquei isso na minha “cabecinha de menino sonhador”, comecei a juntar uns dinheirinhos para comprar esse carro, porque era um caro desse assim que eu queria... Então, todo o dinheirinho que passava em minha mão, desde essa idade, juntei em cofres, para comprar o meu carro novinho cheirando a bebê... Eu, nos meus aniversários, sempre pedia dinheiro de presente os amigos e parentes para comprar o carro... Na verdade, Majestade, eu desde aquele dia, todo o dinheirinho que eu conseguia já tinha um destino certo. Mesmo quando eu me casei, mesmo tendo que viver de aluguel, mesmo quando o meu filho querido nasceu eu economizava tudo que podia, e o que não podia, para realizar o meu sonho... Majestade, eu trabalhava fazendo horas extras todos os dias até as 22h 30mim, sábados, domingos, feriados e inclusive nas minhas ferias também. Eu queria um carro que não é fabricado nesse país... Tinha que ser um desses, igual ao que eu vi na minha infância. Para realizar o meu desejo, trabalhei muito duro por 30 anos... Sabe, Majestade, eu tenho 37 anos agora, consegui o dinheiro todo há três dias apenas e comprei esse carro... Confesso, Majestade, a você e também a todas essas pessoas aqui presentes, que nunca passei por essa rua antes. É que hoje é o aniversario de meu filho... Um filho que praticamente eu nem conheço, por estar ausente, por estar sempre trabalhando. Na verdade, eu não conheço nem a minha própria mulher direito... Então, eu estava passando por essa rua pela primeira vez por causa do aniversário do meu filho. A minha cunhada mora na rua de cima, ela trabalha perto do meu trabalho, e me pediu uma carona. Eu, então a peguei no emprego dela, levei até a sua casa. Ela queria pegar uma lembrancinha que havia comprado para meu filho... Ela disse que ia entrar e sair rapidinho, que demoraria dois “minutinhos” apenas... Então, Majestade, eu fiquei dentro do meu carro com o motor ligado. Fiquei feito um bobo, babando pelo meu carro novinho, sentindo o cheirinho de bebê... Minha cunhada começou a demorar muito, mas eu nem me importei, estava contemplando o meu carro; contemplando o meu sonho que acabou de virar uma realidade, por isso nem liguei para o atraso de minha cunhada. Nada poderia me roubar a tal felicidade que eu estava sentindo naquele momento... Eu ficava ligando e desligando os botões, testava tudinho, cada botãozinho. Comecei a pensar no tanto que trabalhei para conseguir realizar o meu sonho... Fiquei imaginando: eu, finalmente, havia conseguindo compra-lo ter e realizado o meu sonho tão desejado... O único problema é que eu queria o meu carro vermelho, é só tinha esse carro amarelo disponível na loja... E também não pude fazer o seguro do meu carro, porque não deu tempo de fazer... Majestade, naquele momento em que eu estava esperando a minha cunhada, fiquei me imaginando poder passear com o meu filho, conhecendo o meu lindo filho, poder brincar com ele, poder ir pescar com ele... Imaginava tudo isso... Imaginei minha mulher, meu filho e meus amigos fazendo um passeio em um lago, todos dentro do meu belo carro cheirando a bebê na estrada... Nesse momento eu pensei: “hoje é o primeiro dia do resto da minha vida”... Vossa Majestade acredite, por favor, quando eu estava pensando nisso tudo, senti um cano frio de uma arma no meu ouvido, e uma voz que dizia: “fique quietinho, é um assalto!”... “Se você mexer te encho de buracos!” . Nessa hora, Majestade, fiquei com muito medo desse menino, que aparentava ter uns 16 anos, me levasse esse carro! Como que eu poderia viver sem o meu carro que cheirava a bebê? Meu carro não tem seguro! Eu não poderia viver sem esse carro! Trabalhei muito tempo por ele, não era justo ficar sem ele! Se esse ladrãozinho me levar o carro vou ter que trabalhar mais 30 anos para comprar outro! Minha mulher não vai me querer mais, se ela tiver que me esperar por mais todo esse tempo! Prometi a ela que quando eu comprasse o carro ficaria o tempo todo com eles! Meu filho vai estar com 32 anos quando eu comprar outro carro! Majestade, por favor, acredite! Ainda, quando imaginava tudo isso em apenas um segundo, veio uma coisa pior em meus pensamentos: “se esse ladrãozinho me der um tiro agora?”. “Pôxa, eu nem conheço o meu filho, nem desfrutei da minha vida! Meu filho vai ficar sem o meu amor de pai? E minha amada mulher, como ela vai ficar? Minha mãe, meu pai, parentes e amigos?” Majestade, pensei tantas coisas em frações de segundos!!!... Majestade, quando imaginei que eu nunca mais iria ver o meu filho e minha família, fiquei com muito medo de morrer! Sempre vejo falar que assaltantes matam suas vitimas em casos assim! Quando pensei nisso tudo, em questão de segundos, desesperei-me! Acredite Majestade! Eu imaginei o rosto do meu filho lá nas nuvens, ele dizia: ” Vem me ver, papi?! Não quero que você morra papi! Foge papi!” Majestade, nesses segundos eu fiquei com muito medo de morrer e ficar sem tudo que tenho! Aquela arma que estava na mão daquele ladrãozinho, iria me privar de continuar a minha vida! Aquela arma iria me privar de ver o meu filho! Majestade, eu não queria ficar sem o meu carro que tinha cheirinho de bebê, não queria morrer! Não queria que tudo acabasse assim! Majestade, naquele instante, imaginando a voz do meu filho, acho que isso estimulou os meus instintos e eu só queria ficar longe daquele revolver! Então, sem que eu percebesse, comecei a acelerar, e acelerar e, e acelerar cada vez mais! Eu não queria morrer, queria sim ver o meu filho, queria ficar cada vez mais longe daquela arma que iria me afastar do meu filho e tudo que planejei para minha vida! Majestade, eu planejei tantas coisas na minha vida! Eu acelerava a cada vez mais o meu carro e ia de encontro com a imagem que projetei nas nuvens, do meu filhinho lindo, que faz aniversário de dois anos hoje... Majestade, naquele momento eu não me lembrava de estar dentro de um carro, que havia rua no mundo, que rua tem curvas, que tem crianças inocentes brincando nas curvas das ruas, Majestade, acredite! Eu não conseguia pensar em nada, a não ser salvar a minha vida. Ficar com o meu sonho lindo que lutei tanto para ter... Naquele momento eu estava entregue ao medo, só ao medo e a vontade de ver o meu filho e viver o meu sonho há muito planejado e idealizado... E quando acordei, vi essas crianças mortas, vi, Vossa Majestade me olhando e todas essas pessoas querendo me matar!
Nesse instante o rei começa a andar de um lado para o outro sem parar e as câmeras de TVs a segui-lo, de repente ele pergunta ao motorista que estava com uma cara de medo ainda mais que no começo:
-- Você estava com medo de morrer por isso que você tirou a vida de duas crianças inocentes?
---- página 4 ---
O motorista olha para o rei e em nova choradeira e disse:
-- Sim, Majestade, eu nem sabia o que estava fazendo!
Nesse instante o povo começa o gritar em coro.
-- Morte ao assassino das crianças! Morte ao assassino de crianças! Morte ao assassino de crianças! Como ele iria se sentir se alguém matasse o filho dele?
Outros populares diziam também:
-- Ele matou as crianças, nem pensou nelas! Agora é a vez dele também!
O rei pensativo disse:
-- Sim, ele matou as crianças, mas não as matou porque quis! Como vou condenar alguém por ter medo? Ter medo não é crime, é?
Houve um silêncio momentâneo, é o rei colocando a mão do ombro do motorista disse:
-- Meu bom homem, como poderemos acreditar no que você nos contou? Você tem como evidenciar o que disse? Pode nos convencer disso? Se puder pode começar, seremos todos seus ouvintes atentos, mas cuidado para não cair em contradição. Porque se você inflamar esse povo nem eu poderia detê-lo, por isso aconselho a dizer a verdade, somente a verdade, senão tudo o que você dizer poderá ser usado contra você! Poderá morrer pelo que você disser, mas também poderá se explicar e ser inocente...
O povo não gosta muito do que o rei disse e o motorista que estava extremamente assustado com a reação dos populares disse ao rei:
-- Majestade, eu vim com a minha cunhada...
Quando o motorista disse isso se ouve um grito no alto da ladeira.
-- Cunhado! O que está acontecendo? Eu demorei, resolvi tomar um banho e trocar de roupas. O que aconteceu?
O rei percebe que a mulher trazia em suas um embrulho num papel presente, percebe também que essa parte da estória do motorista era verdadeira, então perguntsaa cunhada do motorista:
-- Você estava com esse homem há pouco e ele te deixou em sua casa e estava te esperando?
-- Sim, Majestade. Estamos indo para uma festa do filho dele, o meu sobrinho lindo, ele faz dois aninhos hoje, há uma festa nos esperando nesse momento.
O rei fez um resumo do que aconteceu e do que motorista falou a ele e pedi para que a cunhada do motorista que lhe confirmasse ao não a sua explicação. Ela confirma dizendo:
-- Sim, Majestade, tudo que ele falou é verdade, ele queria mesmo esse carro novinho cheirando a bebê sim... O meu cunhado também tinha síndrome de pânico quando criança, veja o rosto dele é cheio de cicatrizes porque ele tinha medo do “bicho papão”, quando sonhava que esse bicho iria pegá-lo saia correndo no escuro batendo a cabeça e o rosto em tudo que estava pela sua frente, por isso fez vários ferimentos na face... Mas, quando ele fez 11 anos parou de acreditar nisso e nunca mais sonhou com esse bicho, nunca mais teve medo de perder a sua vida... Acho que só hoje que ele realmente teve outro grande medo em sua vida... Talvez isso explique a sua disparada com esse carro e atropelando e matando essas crianças, pobres crianças e infeliz do meu cunhando...
A cunhada do motorista disse isso e derramou uma lágrima pelas crianças mortas e pelo seu querido cunhado. E quando tudo isso foi dito do motorista se aproxima um homem que segurava uma sacola de compras e diz com indignação ao rei:
-- Desculpa-me, Majestade, mas, eu acho que da distância de onde estava o carro até aqui dava muito bem para esse homem se lembrar que estava em um carro, que havia ruas e poderia ter crianças nas ruas! E, claro, parar o carro e evitar as mortes dessas crianças inocentes!
Nisso o povo levanta suas armas: paus, pedras, e ferramentas para matar o motorista, eles dizem:
-- É esse homem está certo nisso! Totalmente certo!
O rei pergunta ao homem da sacola de compras:
-- Meu bom homem, você é profissional da areia da mente humana, é psicólogo, psiquiatra ou o que, qual é o seu campo de atuação?
O homem da sacola de compras o responde morrendo de vergonha:
-- Não, Majestade, eu sou um simples pedreiro, eu não tenho nem leitura (estudo)... Não sei lê nem escrever, mas acho que esse homem está mentindo! E deve ser punido! Ele teve ser condenado, com certeza!
Com semblante apresentando muito incômodo, o rei olha primeiro para o pedreiro depois para o povo, diz:
-- Esse homem aqui não sabe o que diz, não tem competência para opinar, acha que devemos matar uma pessoa só porque acredita não se sabe baseado em quê, uma culpa sem fundamento. É um tolo que com uma boa intenção queria ajudar: coitado dele, este não passa de um pobre infeliz palpiteiro... Por acaso, aqui tem alguém que realmente acredita que uma pessoa é capaz de pegar um carro e sair por aí a fim de matar criancinhas que estão brincando? Poxa, ninguém age dessa maneira...
Quando rei disse isso, uma mulher de laços no cabelo se aproxima e diz com uma voz muito doce e suave:
-- Mas, Majestade, você não acha que esse motorista deveria ao invés de ficar trabalhando tanto para conseguir esse carro muito caro com cheirinho de bebê, deveria sim, era comprar um carro usado? E por que não um carro popular igual o meu, agindo assim ele viveria ao lado de sua família, veria seu filho crescer, assim como eu vejo o meu? Acho que essa atitude dele causou as mortes das crianças. Acho que ele foi muito mesquinho se você quer saber a minha opinião, desculpa-me pela minha intromissão? Acho que ninguém precisa de tanto luxo para ser feliz! Se ele fosse mais humilde, isso, com certeza, não teria acontecido a essas criancinhas! Acho que ele merece um castigo sim, serviria muito, como exemplo, para as pessoas, sabia? Temos que ser humildes, não precisamos de tantos luxos para sermos felizes...
Ao ouvir isso o rei retruca com a mulher de laços no cabelo:
-- Minha linda e doce senhora queria te dizer que concordo sim com você no que me disse a respeito que ele poderia sim comprar um carro mais barato e tudo... Agora, castigá-lo por ele ser mesquinho e querer luxo isso eu não posso fazer... Isso não me parece um crime, para mim, isso é mais falta de instrução que, na verdade, deveria vir dos pais dele.
A mulher de laços no cabelo se revolta com o rei e diz:
-- Mas, Majestade...
O rei não a deixou falar e diz:
-- Mulher, querer uma coisa cara e trabalhar a vida toda por essa tal coisa não é um crime, acho que ele não deveria ser assim... Mas ele não fez nada contra a lei... Eu, pessoalmente, não gostei do que esse homem fez com a família dele: a abandonou praticamente, deveria ficar mais presente com a família que ele formou, mas ele tinha um plano de reparar tudo de mau que a ausência dele propiciou. Apesar de não concordar com essa atitude, não posso puni-lo por isso... Acho que ele não tem culpa de não ser sábio o bastante para perceber isso... Não consigo ver o crime de não ser sábio. Se isso fosse crime, quase 100% do mundo deveriam estar na prisão!
E tendo o rei dito isso aparece uma mulher que se diz amiga da mãe das crianças mortas, disse aos prantos:
-- Majestade, Majestade, por favor, se coloque no lugar da mãe dessas crianças! Coloque-se no lugar do pai delas e faça o que é justo! Tenta entender a dor dele! Veja como eles estão sofrendo!
E quando escuta o pedido da amiga da mãe das crianças o rei prontamente lhe responde:
-- Mulher, para sermos justos e sábios não podemos nos pôr no lugar de ninguém: nem da mãe das crianças, nem no lugar dos parentes e amigos do motorista, pois seria impossível, se assim fosse feito, agir imparcialmente e sermos justos... Temos que analisar friamente os fatos e encontrar onde está o erro e fazer por onde não aconteça mais isso...
Dito isso, a mãe das crianças se aproximou do rei e desesperadamente diz:
-- Mas, Majestade, meus filhos morreram e eu continuo sofrendo a dor da ausência deles! Quem vai pagar por isso? De quem é a culpa disso então? Eu só sei que meus filhos morreram, e eles eram inocentes, não tiveram como se defender! Eu acredito, Majestade, que a culpa não era deles e sim desse motorista! Porque se ele tivesse comprado um carro mais barato isso não teria acontecido! Talvez ele tivesse ido por outro lugar se tivesse com outro carro, sei lá! Porém, se a Vossa Majestade acha que ele não tem culpa, quero que você descubra o culpado, já que, você acha que ele é bonzinho! Temos que impedir que outras criancinhas morram em situações horríveis semelhantes a essa que acabamos de presenciar! Onde está o culpado então? Descubra-o e puna-o severamente...
O rei, nesse momento, começa a andar de um lado para o outro por alguns instantes, todos olham para ele, e logo pergunta a mulher que acabou de perder os seus filhos:
-- Ok, porém, primeiro diga-me, mulher, onde você estava na hora do acidente? Diga-me o que você estava fazendo quando seus filhos foram atropelados e mortos por esse carro?
A mãe das crianças fica branca de medo ao receber do rei essa pergunta inesperada, assusta-se com a pergunta e balbuciando responde isso:
-- Majestade, eu estava fazendo comida para meus meninos, ao mesmo tempo, estudando um livro de exercícios de espanhol, faço esse estudo visando me qualificar porque quero arrumar um bom emprego, pois pretendia educar bem os meus filhos. Agora não adianta mais nada, pois eles estão todos mortos...
Quando a mãe das crianças disse isso começa a lamentar muito e multidão pergunta ao monarca se ele não estava vendo as lágrimas da mãe das crianças e sugeri que ele pare de penitenciar a mãe das vítimas e puns o responsável pela morte dos filhos dela.
Mas o rei desconfia que a mãe das crianças não estava realmente fazendo o que disse que fazia então ele disse para o guarda que estava ao seu lado:
-- Sabe onde essa mulher mora? Então vá ver se tem comida no fogão dela, e vê também se encontra algum livro de exercício de espanhol também...
Quando o guarda volta comunica ao rei que não tinha comida alguma no fogão na casa daquela mulher e muito menos livro de espanhol.
O rei então já desconfiando do tratamento que a mãe das crianças tinha por elas, ou seja, ela tratava muito mal seus filhos, o rei imaginou isso logo que viu a situação, então ele pergunta a multidão:
-- Alguém aqui presente sabe onde esta mulher estava na hora do acidente? Eu digo que se alguém souber onde essa mulher estava e não me contar vou dar cem chicotadas nas costa, vou fazer isso em praça publica, vou fazer isso com a pessoa nua...
---- página 5 ---
E tendo dito isso uma mulher tremendo de medo conta ao rei:
-- Majestade, eu sou a comadre dela, posso te garantir que ela estava na minha casa, estava no meu quintal, ela estava me contando que a vizinha dela chegou ontem de madrugada num táxi, que ela entrou e saiu rapidinho; a comadre acha que a vizinha está traindo o marido porque ele trabalha à noite.
O rei pergunta onde está a tal vizinha, quando ela é encontrada o rei a pergunta:
-- Você realmente chegou de madrugada ontem? Pode nos dizer o que você estava fazendo?
A vizinha da mãe das crianças, em prantos, com uma roupa de luto, começa responder:
-- Majestade sabe o que é? É que a minha mamãezinha querida morava no interior, e ela veio me ver, veio ver a minha irmã também, que mora em outro reino. Quando minha mãe chegou vamos de imediato para ver a minha irmã a fim de conversarmos todas juntas... Só que quando a gente estava a conversar, depois de muito tempo, mamãe começou a passar mal e desmaiou... Quando a levamos para o hospital, o médico perguntou se ela não estava tomando algum medicamento... Eu mesma sugeri que mamãe deixasse a bolsa dela aqui em casa... Eu nem pensei que tinha algum remédio dentro da bolsa dela... Foi o médico que perguntou se ela tinha alguma doença ou se estava tomando medicamento. Foi quando voltei de táxi de madrugada, fui pegar a bolsa dela... Descobrimos que mamãe tinha uma doença grave e nunca havia nos dito porque ela não queria nos preocupar, mamãe sempre foi assim, nunca queria nos preocupar... Mas, foi tarde demais, mamãe faleceu, Majestade, não deu tempo...
Depois que a vizinha da mãe das crianças disse isso ela saiu. O rei disse para a mãe das crianças:
-- Acho que a gente já tem um culpado pela morre dos seus filhos, sabia?
A mãe das crianças pergunta com espanto:
-- Quem, Majestade? A minha vizinha?
O rei olha para a mãe das crianças e responde-lhe friamente:
-- Você...
As pessoas se enfurecem com o rei e mãe das crianças pergunta-lhe nesse instante:
-- Eu? O que eu fiz?
O rei muito decepcionado a responde:
-- Primeiro você mentiu para mim, você não estava fazendo comida, nem estudando o idioma espanhol, depois você não cuidava dos seus filhos direito! Você os maltratava e muito, não tinha cuidado com eles...
Ouvindo isso a mãe das crianças fica muda e o rei diz para ela:
-- Você poderia muito bem ter evitado as mortes de seus filhos... Se você tivesse cuidado dos seus filhos direito isso não teria acontecido com eles... Seus filhos eram muito pequenos e inocentes, eles não tinham como se defender do perigo, eles não sabiam de nada... Você os deixou em frente de uma ladeira muito perigosa; imagine você mãe: um carro que poderia perder os freios e matar as crianças que estavam aqui sem perceber o perigo; imagine agora um carro em fuga da policia, ou um carro desgovernado, ou uma pessoa que tem algum tipo de problema e dorme ao volante, ou imagine ainda se outra criança ou uma pessoa sem juízo jogasse uma coisa que rolasse ladeira abaixo e atingisse seus filhos... Em frente a uma ladeira, e outros lugares também, não são lugares de crianças brincarem e as crianças não conseguem entender isso e são os pais que devem orientá-los a esse respeito, você deveria cuidar da vida deles e não da vida das pessoas que sabem o que estão fazendo...
A mãe das crianças disse ao rei nesse momento:
-- Mas, Majestade, que culpa tenho se as pessoas fazem coisas erradas? Se as pessoas dirijam seus carros de maneira errada, tenho culpa? Não tenho culpa que essas coisas acontecem, tenho? Não tenho culpa que as pessoas não se preocupam com a vida das pessoas! Acho que as crianças têm que serem livres...
O rei calmamente responde assim:
-- Não, culpa das pessoas dirigirem de maneira errada não, disso você não tem não, mas, você teria que cuidar dos seus filhos melhor, por exemplo, se você tivesse cuidando deles como se deve cuidar das crianças isso não teria acontecido, porque já estava na hora deles estarem em casa tomados banho e alimentados... Se isso tivesse sido feito você não os teria perdido... Suas crianças não tinham condições de saber onde é o lugar de brincar mais seguro! Eles não sabem que horas tinham que tomar banho! Você que é adulta que deveria saber! Você que os colocou no mundo que deveria cuidar muito bem deles! Se você ao invés de ficar cuidando da vida alheia, pois você “cuidava” de uma pessoa com mais de trinta e cinco anos de idade que tem condições de saber o que faz vida! Se você resolvesse cuidar da vida de seus filhos: que além deles sim precisavam de alguém para que pudesse vigiá-los e ver se eles estavam fazendo coisas erradas e perigosas! Se você, mãe, tivesse feito o que deveria fazer isso não teria acontecido! Porque ao invés de você cuidar da vida dos seus filhos ficou cuidando da vida da sua vizinha? Aquela mulher que você tomava conta da vida dela tem mais de trinta e cinco anos, portanto sabia muito bem o que estava fazendo, agora, os seus filhos que não sabiam de nada, você foi muito negligente, você não os assistiu de maneira adequada, você é uma pessoa muito omissa...
A mãe das crianças indignada diz ao rei:
-- Mas, Majestade, as pessoas que viram meus filhos na frente da ladeira teriam que ser mais cuidadosas, não é mesmo?
-- Concordo com você, nesse ponto, porém, você sabendo que as coisas são um pouco mais complicadas que isso deveria cuidar dos seus filhos que ainda não eram capazes de se defenderem sozinhos, mas, você estava cuidando da vida de outra pessoa que é capaz de se cuidar sozinha... Você sabendo que isso tudo acontece, nesse mundo complicado, deveria tomar cuidado redobrado! Como você me pediu para achar o culpado pelas mortes das suas crianças: eu te digo que você é a maior responsável pela morte deles, porque você que disse que os amava tanto deveria estar cuidando deles...
A mãe das crianças entrou em prantos novamente e nesse instante o rei diz ao povo que estava em silêncio e que só o observava atentamente:
-- Vamos descobrir mais responsáveis por essas mortes, onde está o pai das crianças?
O pai das crianças se aproximou do rei e disse:
-- Majestade, eu estou aqui.
O rei dá uma olhada de reprovação ao pai das crianças e pergunta-lhe olhando-o nos olhos:
-- Pode me dizer onde você estava na hora em que seus filhos estavam sendo negligenciados pela mãe deles?
O pai das crianças responde-lhe com a voz tremula:
-- Majestade, eu estava fazendo horas extras no meu trabalho, pois queria dar o melhor para os meus filhos...
O pai das crianças disse isso e derramou uma lágrima e o povo se comoveu com essa cena, o rei desconfiado de tantos “cuidados” por parte dos responsáveis pelas crianças mortas diz querendo descobrir se o pai cuidava mesmo direito de suas crianças:
-- Eu quero saber se alguém sabe onde e o que esse homem estava e o que estava fazendo na hora do acidente envolvendo seus filhos?! Quero agora, porque se eu souber que alguém sabe onde ele estava e omitiu essa informação, vou dar o castigo das chicotadas em praça publica! Já falei que o castigo para os mentirosos é levar chicotadas nus em praça pública!
Quando o rei disse isso e veio um homem que usava uns óculos de aros azuis e lhe diz:
-- Majestade, Majestade, esse homem é meu amigo, a gente tem um rinque e fazemos briga de galo todos os dias... Ele estava lá comigo e algumas pessoas que estão aqui presentes também se encontravam conosco.
O rei ao ouvir isso se indigna e diz ao pai das crianças inocentes que morreram vítimas do atropelamento:
-- Você também é um dos responsáveis pela morte dessas crianças inocentes, ou seja, seus próprios filhos... Você preferiu deixar seus filhos abandonados à própria sorte para pôr animais para se agredirem influenciados por seus instintos selvagens e por pessoas mais selvagens ainda: vocês!
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Natalicio santos(Quinta, 4 Setembro 2008 às 10:44)
ola moito linda beijinhos
liverdade35 SOU EUU na minha nave so vai pessoas especiais,mt especiais ;-)(Segunda, 23 Junho 2008 às 11:59)
obrigada pela visita
sempre que desejares és bem vinda
bjs mts
Tina(Sexta, 30 Maio 2008 às 11:14)
(♥)(♥)(♥)(♥)(♥)(♥)(♥)(♥)(♥)(♥)- (♥)(♥)(♥)(♥)(♥)(♥)(♥)(♥)(♥)
Oie!...
Que tudo na tua vida brilhe como os teus olhos, seja maravilhoso como o teu coração, e lindo(a) como tu.!...
BOM FIM DE SEMANA!
http://i25.tinypic.com/208e0zl.gif
http://i263.photobucket.com/albums/ii135/image...
(♥)(♥)(♥)(♥)(♥)(♥)(♥)(♥)(♥)(♥)- (♥)(♥)(♥)(♥)(♥)(♥)(♥)(♥)(♥)
Tina(Quarta, 14 Maio 2008 às 03:36)
♥-:¦:-▓▓▓▓▓▓-:¦:-♥♥-:¦:-▓- ▓▓▓▓-:¦:-♥♥-:¦:-▓▓▓▓▓▓-- :¦:-♥



OS AMIGOS!..
Os amigos disseram que hoje ia ser um bom dia...E foi mesmo
Os amigos bateram na tua porta e disseram para tu me vires ver...E tu vieste
Os amigos foram encontrados nas latas vazias da rua...Foi sem querer
Os amigos riram comigo...E eu gostei
Os amigos foram onde eu queria...Eu estava lá
Os amigos batem à minha porta...Sempre no momento certo
Os meus amigos são os melhores...Assim como todos os amigos
Os amigos são professores...Mas eu sou uma aluna
Os amigos choram comigo...E eu fico feliz
Os amigos passam na vida...A vida não passa sem eles
Os meus amigos são meus amigos...E eu amo a vida e os meus AMIGOS!
Um sorriso e uma FLOR!..
http://s303.photobucket.com/albums/nn125/gorga...
http://s248.photobucket.com/albums/gg179/linda...
♥-:¦:-▓▓▓▓▓▓-:¦:-♥♥-:¦:-▓- ▓▓▓▓-:¦:-♥♥-:¦:-▓▓▓▓▓▓-- :¦:-♥
alceu Vale(Sábado, 26 Abril 2008 às 18:04)
Mortal mais linda é você, que com seu perfume fez inveja as flores... A mais linda é você que com sua beleza fez a lua se esconder atrás das estrelas... A mais linda é você que com seu olhar... Iluminou mais que o sol... A mais linda é você que com seu sorriso me fez voar.... E com seu carinho me fez amar...
Bjos
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