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Confiança feminino - 37 anos, porto, Portugal
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Blog 13
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O SOL E A LUA - a mais bela história de amor!!!!
Ao entardecer encontraram-se no céu pintado de laranja e salpicado de azul prateado. Deitaram-se de barriga para baixo, com os pés dobrados para cima em direcção a outra galáxia. Ele pôs-lhe o braço por cima dos ombros e olhou enternecido o seu amor com rosto de sonho.
- Já pensaste porque nos amamos desde que nos conhecemos, desde que o mundo é mundo? – Perguntou ele, que hoje se sentia particularmente apaixonado.
- Não sei... amamo-nos... – Respondeu ela, que hoje estava em quarto crescente, com falta de inspiração.
- De onde virá tamanho amor? Amo-te cada vez mais...
- É por isso que tens essa necessidade de te sobrepor a mim todas as manhãs... – Decididamente, não estava nas suas melhores luas.
- Não digas isso, só quero cobrir-te... aconchegar-te quando estás tão fria... E tu gostas de me tapar todos as noites...
- Isso é porque tu não sabes quando descansar, tens o péssimo hábito de te excederes... de te armares em herói, tipicamente masculino... e isso não faz bem à saúde. Se não tomas conta de ti, alguém tem que tomar!
- Ahhhh ... é por amor... Vês, como me amas muito?! – Disse ele com um sorriso travesso e deu-lhe um beijo suave na bochecha rechonchuda.
- Nunca pensaste porque somos tão felizes? – Insistiu ele, enquanto ela ia aumentando de felicidade.
Sonhadora como só ela, e também cada vez mais apaixonada por ele, experimentou então satisfazer-lhe o desejo. Pensou, pensou e respondeu, em tom de quem se preparava para fazer um monólogo...
- Tu és Sol. Eu sou Lua.
Tu és dia. Eu sou noite.
Tu és de Marte. Eu sou de Vénus.
Tu és dourado e quente. Eu sou prateada e fria.
Tu tens raios fortes e viris. Eu tenho brilhos suaves e doces.
Tu esperas que a Terra te rodeie. Eu aproximo-me mais dela.
Tu adoras multidões. Eu vibro só a dois.
Tu gostas de aquecer ânimos. Eu costumo apaziguá-los.
Tu és bom conversador. Eu sou boa ouvinte e também tenho muitas histórias para contar.
Tu és de paixões, iluminas mais uns do que outros. Eu sou solidária, abraço todos.
Tu emanas energia. Eu emano liberdade.
Tu cresces no Verão. Eu cresço no Inverno.
Tu és Vida. Eu sou Sonho... Sou sonho... O sonho comanda a vida, já dizia o poeta... – As últimas palavras foram proferidas com um sorriso rasgado. E a Lua continuou a crescer, a crescer...
- Tu és a minha Lua! Eu sou o teu Sol!
É por isso que te amo... Quando pensas percebes logo aquilo que eu não consigo perceber, apenas sentir. E eu nunca seria capaz de me expressar tão bem! Como gosto de ouvir, minha Lua... – O Sol ainda teve tempo para beijar a Lua, que à medida que os ponteiros do relógio de Deus iam rodando se agigantava. O Sol feliz, começava a ficar sonolento, sonolento... Mas ainda a ouvia enternecido.
- Dizes tu! Podes não ter jeito para as palavras mas tens uma habilidade especial com os gestos! Hummm ... às vezes, mesmo sendo tão escaldante provocas-me arrepios! – Dito isto, a Lua, começou a levitar, devagarinho. Foi subindo, subindo.. E levava um sorriso matreiro, a pensar que já faltava menos para a lua nova...
- Tu és de luas, é por isso que te amo! Contigo a vida é pouco monótona, cada dia é uma surpresa! Amanhã no mesmo sítio, à mesma hora, Lua! Fico à esperaaaaa !!!! – Gritou o sol, pondo-se, muito pequenino, em pé, acenando apaixonadamente à Lua. À Lua que já tinha subido bem alto, até ao telhado do céu, pronta a iluminar outros amores mais terrenos.
(Autora:Blog: asaspavoar.blogs.sapo.pt
Publicada por Miriamdomar) -
GEOGRAFIA DO AMOR
Quando um homem ama uma mulher e não consegue meio de correspondência com ela, o homem é uma ilha.
Se encontra um primo que o aproxima da ninfa, então forma uma península, e o tal primo, que é a porção de terra que a liga ao continente, é um istmo.
Se a menina tem uma amiga que, reconhecendo a nossa paixão, a incita a que nos corresponda, nos sorria e nos afague, essa amiga, metendo-se pelo mar das nossas ilusões, é um cabo.
Se, em vez da amiga é uma tia, ou qualquer parente, pessoa elevada, então é um promontório.
Se alcançarmos o consentimento da mamã, que nos defende dos furacões do papá, tal mamã é um porto.
Se, porém, não nos defende, mas se mostra indiferente a que lhe cortejemos a filha, é simplesmente uma bacia.
Todas as paragens em que podemos falar à donzela, regra geral ao abrigo de todo o compromisso com os papás, chamam-se ancoradoiros ou enseadas.
Quando nos correspondemos por intervenção da criada, é esta um estreito que une os dois mares!
Se a criada não é muito escrupolosa, pode considerar-se um canal.
Se é difícil conquistá-la, tem de chamar-se um baixio.
Constituem uma barra todos os obstáculos que se nos opõem até chegar à jovem.
Os conhecidos de ambos, que auxiliam os nossos planos, são as correntes que entram para o mar, são os rios.
Se a relação aquece, a corrente é quente, mas, se a relação gela, a corrente é fria.
Se for quente, é do "Golfo", se for fria, é do "Árctico".
Quando os amantes confiam recíprocamente os seus segredos, há uma confluência.
Finalmente (quando dão o nó, se não sabem nadar), casar é morrer afogado.
Eça de Queirós
em "Prosas Esquecidas" -
A VOZ DO CORAÇÃO
Se meu coração falasse
Diria da ventura suprema de estar envolto em amor
Se meu coração falasse
Diria quanto dói a saudade de um ex-amor
Se meu coração falasse
Diria quanto pesa a angústia de uma injustiça
Se meu coração falasse
Seria o melhor poeta
Diria da beleza de uma rosa
Da paz de um sorriso infantil
Da graça de um beija flor
Se meu coração falasse
Provavelmente seria um arauto da parceria
Um profeta ensinando-nos o Paraíso
Um seresteiro, um poeta, um trovador!
Se meu coração falasse
Certamente cantaria doces canções exaltando os casais
Conversaria em linguagem própria com os animais
Diria versos às flores
Faria dueto com as águas do rio a correr
Diria carinhos ao Sol e às Três Marias
Se precisasse da escrita para se comunicar
Escreveria colorido
Talvez em vermelho paixão
Ou em prata que pegaria das noites de luar
E quem disse que ele não arranjou um jeito de falar?
Diz amo você com meu olhar
Entoa ternuras quando me ponho a cantar
Reveste-me de verdade crua quando estou a poetar
Pena que sua voz é baixinha
E nem todos podem ouvi-lo!
Só os amantes possuem o poder de escutar
A doce e meiga voz do coração...
Privilégio dos amantes, então...
(Magda Almodóvar) -
O MEU SIGNO SEGUNDO VINICIUS...
*ÁRIES*
Branca, preta ou amarela
A ariana zela.
Tem carácter dominador
Mas pode ser convencida
E aí, então, fica uma flor:
Cordata... e nada convencida.
Porque o seu denominador
É o amor.
(Vinícius de Moraes) -
UM CORAÇÃO SOZINHO....
A minha sobrinha (5 anos) viu esta imagem no clã EU TE AMO e pediu-me para escrever... eu acedi e ela começa a dizer este belo texto... quando terminou perguntei-lhe se sabia que tinha feito um poema e a resposta dela deixou-me maravilhada... ela simplesmente olhou e disse o que viu na imagem...
Um coração sozinho...
O que será que está lá dentro???
Será um amor eterno ou um coração cheio de tristeza???
Em cima de uma mesa, em cima de um plástico...
Será que está alguém à volta ou será que está sozinho???
Um coração vermelho??? Claro que é!!!
Se não fosse vermelho não era verdadeiro!!!
Se fosse um coração cor-de-rosa não era verdadeiro...
O que será o vermelho???
Será que é verdadeiro ou não??? Sim, é!!!!
Uma parede à volta do coração... afinal está uma parede preta à volta do coração!!!!... -
HOJE.... UM DIA ESPECIAL
HOJE... um dia especial como há muito não havia... NEVOU!!!!... o norte do país foi surpreendido com a queda de neve e para muitos foi a primeira vez que viram espectáculo tão bonito!!!!
HOJE... um dia especial como há muito não havia... NEVOU!!!!... foi uma manhã diferente.... muito diferente e como me disse uma criança.... "É muito divertido!!!"
HOJE... um dia especial como há muito não havia... NEVOU!!!...
... recordando os meus tempos de criança partilho convosco um poema que muitas vezes li e ouvi na escola...
"BALADA DA NEVE"
Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é certamente
e a chuva não bate assim.
É talvez a ventania...
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho...
Quem bate assim levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.
Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria...
- Há quanto tempo a não via!
E que saudades. Deus meu!
Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho...
Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança...
E descalcinhos, doridos...
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!...
Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!...
E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na natureza
e cai no meu coração.
(Augusto Gil) -
DE REPENTE...
De repente, num momento fugaz, os fogos de artifício anunciam que o ano novo está presente e o ano velho ficou para trás.
De repente, num instante fugaz, as taças se cruzam e o champanhe borbulhante anuncia que o ano velho se foi e o ano novo chegou.
De repente, os olhos se cruzam, as mãos se entrelaçam e os seres humanos, num abraço caloroso, num só pensamento, exprimem um só desejo e uma só aspiração: PAZ e AMOR.
De repente, não importa a nação, não importa a língua, não importa a cor, não importa a origem, porque sendo humanos e descendentes de um só Pai, lembramo-nos apenas de um só verbo: AMOR.
De repente, sem mágoa, sem rancor, sem ódio, cantamos uma só canção, um só hino: o da LIBERDADE.
De repente, esquecemos e lembramos do futuro venturoso e de como é bom VIVER.
(autor desconhecido)
A vós, meus
, a quem eu tanto ADORO desejo o MELHOR QUE O UNIVERSO vos possa oferecer!!!!
FELIZ ANO NOVO!!!!!
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A ILHA DOS SENTIMENTOS
Era uma vez uma ilha, onde moravam todos os sentimentos: a Alegria, a Tristeza, a Sabedoria e todos os outros sentimentos. Por fim, o AMOR!
Um dia, foi avisado aos moradores que aquela ilha iria afundar... todos os sentimentos apressaram-se para sair da ilha. Pegaram seus barcos e partiram. Mas o Amor ficou, pois queria ficar mais um pouco com a ilha, antes que ela afundasse.
Quando, por fim, estava quase se afogando, o AMOR começou a pedir ajuda. Nesse momento estava passando a Riqueza, num lindo barco. O AMOR disse:
- Riqueza, leve-me com você...
- Não posso. Há muito ouro e prata no meu barco. Não há lugar para você!
Ele pediu ajuda à Vaidade que também vinha passando:
- Vaidade, por favor, me ajude...
- Não posso te ajudar AMOR, você está todo molhado e poderia estragar meu barco novo!
Então, o AMOR pediu ajuda à Tristeza:
- Tristeza, leve-me com você...
- Ah AMOR... estou tão triste, que prefiro ir sozinha!
Também passou a Alegria, mas ela estava tão alegre que nem ouviu o AMOR chamá-la.
Já desesperado, o AMOR começou a chorar. Foi quando ouviu uma voz chamar:
- Vem AMOR, eu levo você!
Era um velhinho.
O AMOR ficou tão feliz que esqueceu-se de perguntar o nome do velhinho.
Chegando à praia, ele perguntou à Sabedoria:
- Sabedoria, quem era aquele velhinho que me trouxe aqui?
A Sabedoria respondeu:
- Era o TEMPO!
- O TEMPO? Mas porque só o TEMPO me trouxe?
- Porque só o TEMPO é capaz de entender o AMOR!!!
(autor desconhecido) -
QUANDO...
Quando...
Quando tudo parecer triste e sem vida;
Quando a brisa da manhã e o orvalho da relva não mais reluzir ao seu passar;
Quando tudo lhe deixar triste e sem esperança;
Quando o sol não mais esquentar seu corpo;
Quando tudo fôr motivo de choro e de brigas;
Quando o som da fina chuva ao cair da tarde não mais lhe acordar;
Quando tudo fôr desespero e indiferença;
Quando tudo perder sua cor e seu brilho;
Quando a tarde escurecer e as estrelas perderem seu brilho;
Quando tudo fôr medo e solidão;
Quando tudo fôr apenas lembranças amargas e dolorosas;
Quando você perceber, que tudo o que mais precisa é de uma amiga;
Não se esqueça,
Que eu estarei aqui,
Como sempre estive.
(autor desconhecido) -
A VIDA ME ENSINOU...
A vida me ensinou...
A dizer adeus às pessoas que amo,
sem tirá-las do meu coração;
Sorrir às pessoas que não gostam de mim,
para mostrar-lhes que sou diferente do que elas pensam;
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade,
para que eu possa acreditar que tudo vai mudar;
Calar-me para ouvir;
Aprender com os meus erros,
afinal eu posso ser sempre melhor;
A lutar contra as injustiças;
Sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo;
A ser forte quando os que amo estão com problemas;
Ser carinhoso com todos que precisam do meu carinho;
Ouvir a todos que só precisam desabafar;
Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustações e desafectos;
Perdoar incondicionalmente,
pois já precisei desse perdão;
Amar incondicionalmente,
pois também preciso desse amor;
A alegrar a quem precisa;
A pedir perdão;
A sonhar acordado;
A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário);
A aproveitar cada instante de felicidade;
A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar;
Me ensinou a ter olhos para "ver e ouvir estrelas", embora nem sempre consiga entendê-las;
A ver o encanto do pôr-de-sol;
A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser;
A abrir minhas janelas para o amor;
A não temer o futuro;
Me ensinou e está me ensinando a aproveitar o presente, como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesmo tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher.
(Charles Chaplin)
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