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        <title>O blog do(a) Albertino Galvão</title>
        <description>O blog do(a) Albertino Galvão</description>
        <link>http://pt.netlog.com/abgalvao888/blog</link>
        <lastBuildDate>Sun, 22 Nov 2009 19:03:47 UT</lastBuildDate>
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            <title>abgalvao888</title>
            <link>http://pt.netlog.com/abgalvao888</link>
            <description>abgalvao888</description>
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        <item>
            <title>Lágrima de dor</title>
            <link>http://pt.netlog.com/abgalvao888/blog/blogid=1891304</link>
            <description>Tema proposto pela APP, (Associação Portuguesa de Poetas), com base no poema de GUERRA JUNQUEIRO “ a lágrima”&lt;br /&gt;Tentei seguir, (no que diz respeito à métrica e rima), a mesma linha utilizada pelo mestre Guerra Junqueiro no seu poema a lágrima. &lt;br /&gt;Que valha pelo menos a intenção!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lágrima de dor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noite, frio, soluços! Uma porta batida&lt;br /&gt;por outro alguém que sai como quem sai de fugida.&lt;br /&gt;Uma lágrima cai entre dois lençóis bordados.&lt;br /&gt;Lágrima de dor nascida duns olhos cansados.&lt;br /&gt;Sobre uma cama deserta d’amor e paixão&lt;br /&gt;um corpo se estende como em funéreo caixão.&lt;br /&gt;O relógio da sala bate as horas, raivoso,&lt;br /&gt;e o tempo sobe às paredes, danado e teimoso.&lt;br /&gt;Relampeja, troveja, está chovendo lá fora…&lt;br /&gt;o choro prossegue e a solidão não demora.&lt;br /&gt;Mais uma que cai, mais uma lágrima sentida…&lt;br /&gt;e muitas outras se seguem de forma incontida.&lt;br /&gt;Sem glória, brilho e cor, se anuncia o dia&lt;br /&gt;quando a ultima lágrima, enfim, se evadia&lt;br /&gt;e molhava os lábios secos que a mágoa gretara.&lt;br /&gt;A rosa rubra perdera seu viço… murchara!&lt;br /&gt;Uma moldura jazia, vazia, no chão.&lt;br /&gt;Cacos de vidro espalhados… um corte na mão…&lt;br /&gt;uma brasa que, nas cinzas, sufoca e morre.&lt;br /&gt;Outra lágrima, viva, teimosamente escorre&lt;br /&gt;regando-lhe o alvo colo sedento de amor.&lt;br /&gt;Acordam os sinos… toca o despertador.&lt;br /&gt;Alguém apregoa, na rua, jogo e jornais…&lt;br /&gt;dando voz às notícias sobre factos banais.&lt;br /&gt;Outra voz que se escuta… uma voz de criança!&lt;br /&gt;Gargalhadas lá fora e lá dentro a esperança.&lt;br /&gt;As batidas na porta fazem-lhe eco no peito,&lt;br /&gt;o corpo reage e se levanta do leito.&lt;br /&gt;Os olhos se alegram e o sorriso no rosto&lt;br /&gt;elimina, do mesmo, os sinais de desgosto.&lt;br /&gt;A surpresa é amarga e acentua a tristeza&lt;br /&gt;afogando-lhe a alma no mar da incerteza.&lt;br /&gt;- Porque choras, mulher, indaga alguém ao entrar.&lt;br /&gt;Tu és bela e completa, não precisas chorar!&lt;br /&gt;Um lenço de cambraia nos seus olhos poisou…&lt;br /&gt;uma lágrima, no lenço, marcada ficou.&lt;br /&gt;Uma reza, um afago, e a fé renasceu&lt;br /&gt;pelas mãos de Jesus que, por bondade, a benzeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abgalvão</description>
            <author>abgalvao888</author>
            <pubDate>Tue, 17 Nov 2009 17:34:33 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>Estradas da má vida</title>
            <link>http://pt.netlog.com/abgalvao888/blog/blogid=1875057</link>
            <description>&lt;img src=&quot;http://pt.netlogstatic.com/p/tt/015/164/15164129.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha vida profissional obriga-me a constantes deslocações por algumas zonas do País, e tenho reparado que a prostituição na beira de estradas tem aumentado assustadoramente.&lt;br /&gt;São cada vez mais jovens a recorrer a este tipo de vida, resultado, ao que penso, do desemprego, falta de meios de subsistência e descontrole na emigração.&lt;br /&gt;Este meu trabalho não pretende, de forma alguma, acusar, humilhar ou rebaixar estas mulheres, antes pelo contrário, considero-as, também, vítimas da situação a que o País chegou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estradas de má vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por estradas onde passo, bem ligeiro,&lt;br /&gt;Entre moitas e pinhais que se destacam;&lt;br /&gt;Vê-se jovens se matando por dinheiro&lt;br /&gt;E frustrados cidadãos que vícios matam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seminua se passeia a humilhação&lt;br /&gt;Pela fímbria do extenso matagal…&lt;br /&gt;E o sexo sem prazer nem emoção&lt;br /&gt;Se disfarça numa cena teatral&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vê-se as marcas da desgraça bem vincadas&lt;br /&gt;Nos despojos desses corpos que se “impigem”…&lt;br /&gt;Nos seus olhos o sombrio das porradas&lt;br /&gt;Que os “ossos do ofício” lhes infligem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A miséria e a doença marcam pontos&lt;br /&gt;Nesse jogo onde a vida é a roleta;&lt;br /&gt;E o tempo, que é juiz, faz os descontos&lt;br /&gt;Tira tempo, ao tempo resto, d’ampulheta      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E reparo serem jovens raparigas&lt;br /&gt;As que hoje se mais vêem nessa lida…&lt;br /&gt;Flores sem viço que se escondem entre ortigas&lt;br /&gt;Definhando pelas bermas da má vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou falso moralista nem rebaixo&lt;br /&gt;A mulher que, por preciso, o corpo venda…&lt;br /&gt;Mas condeno o chulo reles, vil e baixo&lt;br /&gt;Que da pobre prostituta tira renda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As imagens que vos deixo, assim compostas &lt;br /&gt;Sem controlo, como praga proliferam… &lt;br /&gt;E na falta de projectos, as respostas&lt;br /&gt;São as mesmas que outros, antes, já nos deram&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São prostitutas, eu sei, muitos dirão&lt;br /&gt;Que se lá estão é por vício ou por prazer;&lt;br /&gt;Creio, porém, não seja essa a mor razão&lt;br /&gt;Outra será, bem mais grave…é meu parecer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me constrange ver ao quanto a fome obriga&lt;br /&gt;O que faz o desemprego ao ser humano…&lt;br /&gt;E também, aqui confesso, o que me intriga&lt;br /&gt;É um campo social tão desumano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos governos… as incúrias sucessivas&lt;br /&gt;Legislando sem critérios nem matriz…&lt;br /&gt;Deram azo a constantes e expressivas&lt;br /&gt;Discrepâncias sociais neste país&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abgalvão</description>
            <author>abgalvao888</author>
            <pubDate>Wed, 28 Oct 2009 13:56:39 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>Silêncio</title>
            <link>http://pt.netlog.com/abgalvao888/blog/blogid=1859280</link>
            <description>&lt;object width=&quot;336&quot; height=&quot;295&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://pt.netlog.com/go/widget/videoID=pt-392163&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;wmode&quot; value=&quot;window&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://pt.netlog.com/go/widget/videoID=pt-392163&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowFullScreen=&quot;true&quot; wmode=&quot;window&quot; width=&quot;336&quot; height=&quot;295&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio!&lt;br /&gt;Permitam-me ouvir cantar os passarinhos&lt;br /&gt;O farfalhar das ramagens dos pinheiros&lt;br /&gt;O ranger das pás enormes dos moinhos&lt;br /&gt;E o murmúrio das nascentes e ribeiros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio!&lt;br /&gt;Deixem que eu escute bem o tom dos sinos&lt;br /&gt;A sinfonia dos insectos no trigal&lt;br /&gt;O eco bom das risadas dos meninos&lt;br /&gt;O som das folhas dos presentes de Natal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio!&lt;br /&gt;Quero ouvir, com atenção, a voz do vento&lt;br /&gt;Para entender se esta noite me trará&lt;br /&gt;Boas novas desse amor que reinvento&lt;br /&gt;E que os sonhos me segredam… voltará!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio!&lt;br /&gt;Deixem que eu esteja atento aos sons do mar&lt;br /&gt;Aos sussurros intrigantes do jardim&lt;br /&gt;E que possa, ainda assim, Deus escutar&lt;br /&gt;P’ra silente lhe pedir… olhe por mim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio!&lt;br /&gt;Deixem-me escutar os sons da madrugada&lt;br /&gt;O uivo do lobo em noite de lua&lt;br /&gt;O canto do galo em nova alvorada&lt;br /&gt;Ouvir-te e sentir-te, a meu lado… nua!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio… façam silêncio por favor&lt;br /&gt;E deixem-me ouvir e sentir o amor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abgalvão (In palavras vivas…palavras de amor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveito para agradecer mais uma vez a simpatia dos vossos comentários anteriores.&lt;br /&gt;Beijos e abraços.</description>
            <author>abgalvao888</author>
            <pubDate>Sun, 11 Oct 2009 09:58:37 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>A brisa me trouxe</title>
            <link>http://pt.netlog.com/abgalvao888/blog/blogid=1853754</link>
            <description>&lt;object width=&quot;336&quot; height=&quot;295&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://pt.netlog.com/go/widget/videoID=pt-121563&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;wmode&quot; value=&quot;window&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://pt.netlog.com/go/widget/videoID=pt-121563&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowFullScreen=&quot;true&quot; wmode=&quot;window&quot; width=&quot;336&quot; height=&quot;295&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há amores que se desencontram e se perdem, mas que, de tempos a tempos, se recordam com muita saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A brisa me trouxe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A brisa me trouxe o sabor desse beijo&lt;br /&gt;Do jogo d’amor que comigo fizeste&lt;br /&gt;E em mim se instalou bem mais forte o desejo&lt;br /&gt;Ter de novo o prazer que tive e tiveste&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só restam pedaços que o tempo não rói&lt;br /&gt;Guardados no cofre das recordações…&lt;br /&gt;Os velhos retratos que ao vê-los me dói&lt;br /&gt;E um anel gravado com dois corações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tarde pintou-se da cor da mulata&lt;br /&gt;Vestindo lembranças, soprando calor,&lt;br /&gt;Calor que me aquece e vira e revira&lt;br /&gt;Acende a saudade de ti meu amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passaram-se os anos e as primaveras&lt;br /&gt;Viraram Outonos mais frios e feios…&lt;br /&gt;O amor morreu enfartado de esperas&lt;br /&gt;E a paixão procurou prazer noutros seios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo não pára, desejo não espera;&lt;br /&gt;O sonho se abraça à moralidade…&lt;br /&gt;O corpo envelhece e a mente se esmera&lt;br /&gt;No sexo que faz com a realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abgalvão (In fantasias, amor e poesia)</description>
            <author>abgalvao888</author>
            <pubDate>Mon, 05 Oct 2009 11:56:54 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>Mulher</title>
            <link>http://pt.netlog.com/abgalvao888/blog/blogid=1847287</link>
            <description>Já foi escrito a alguns anos atrás mas com pequenas alterações que achei por bem fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despe a roupa que te cobre&lt;br /&gt;e descobre, mulher, a força&lt;br /&gt;que em ti dominas.&lt;br /&gt;Mostra teu corpo moldado,&lt;br /&gt;com graça de esbelta corça…&lt;br /&gt;esse teu ventre adornado&lt;br /&gt;pelas mais belas colinas.&lt;br /&gt;Mostra tudo que se esconde&lt;br /&gt;por baixo das tuas rendas…&lt;br /&gt;esses segredos que zelas&lt;br /&gt;como se fossem oferendas.&lt;br /&gt;Mostra teus frutos gulosos,&lt;br /&gt;maduros,&lt;br /&gt;que mil desejos despertam,&lt;br /&gt;tão puros!&lt;br /&gt;Solta esses seios&lt;br /&gt;airosos&lt;br /&gt;que do decote me espreitam&lt;br /&gt;fogosos!&lt;br /&gt;Mostra essa cor e beleza&lt;br /&gt;quando despes o olhar…&lt;br /&gt;mostra a alma, pura e nua,&lt;br /&gt;onde se esconde a tristeza&lt;br /&gt;que tanto sabes calar.&lt;br /&gt;Mostra-te tal como és,&lt;br /&gt;bela, fresca, ou felina…&lt;br /&gt;ás vezes pura menina,&lt;br /&gt;ás vezes grande mulher!&lt;br /&gt;Mulher vida, mulher mãe,&lt;br /&gt;mulher da rua, vivida…&lt;br /&gt;p’rá vida mulher parida,&lt;br /&gt;mulher terra, mulher chão…&lt;br /&gt;mulher sofrida e dorida&lt;br /&gt;mulher força, mulher pão.&lt;br /&gt;Mulher flor, desabrochada,&lt;br /&gt;acabada de colher…&lt;br /&gt;aberta, desflorada,&lt;br /&gt;fechada, discreta,&lt;br /&gt;desfrutada, entreaberta…&lt;br /&gt;bem mais regada ou mais seca…&lt;br /&gt;flor tratada, flor cheirosa,&lt;br /&gt;flor de estufa, reputada,&lt;br /&gt;mais singela, mais formosa,&lt;br /&gt;mais incauta ou dependente,&lt;br /&gt;mais activa e independente…&lt;br /&gt;para mim serás sempre&lt;br /&gt;a mulher… MULHER!&lt;br /&gt;obra-prima e apreciada.&lt;br /&gt;Aqui estou mulher fêmea ….&lt;br /&gt;aqui estou mulher flor …&lt;br /&gt;querida amada ou amante,&lt;br /&gt;aqui me tens, delirante,&lt;br /&gt;aqui me tens a teus pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abgalvão (In fantasias, amor e poesia)</description>
            <author>abgalvao888</author>
            <pubDate>Mon, 28 Sep 2009 17:43:57 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>Há noites e noites!</title>
            <link>http://pt.netlog.com/abgalvao888/blog/blogid=1833620</link>
            <description>A noite acontece e a velha cidade&lt;br /&gt;se enfeita de luzes de todas as cores…&lt;br /&gt;na rua se juntam vergonha e vaidade,&lt;br /&gt;promessas, juras e alguns dissabores.&lt;br /&gt;Há bares, motéis, discotecas, cinemas,&lt;br /&gt;garotas sem graça com ar de adultas…&lt;br /&gt;rapazes imberbes com grandes melenas&lt;br /&gt;e tipos e tipas de origens ocultas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há risos e beijos de bocas pintadas&lt;br /&gt;que alimentam sonhos, fecundam paixões…&lt;br /&gt;os copos bebidos e as ervas fumadas&lt;br /&gt;desnudam prazeres sem limitações.&lt;br /&gt;Há moços que exibem as roupas de marca,&lt;br /&gt;há moças desnudas com ar atrevido&lt;br /&gt;e a dama madura que ouve e embarca&lt;br /&gt;na banal cantada dum tipo sabido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há cheiros de essências florais e não só&lt;br /&gt;que invadem narinas, atraem olhares…&lt;br /&gt;olhos e rostos que de olhar metem dó&lt;br /&gt;pelo exagero dos suplementares.&lt;br /&gt;Há noites alegres e tristes bem mais…&lt;br /&gt;noites com luz e muitas outras escuras…&lt;br /&gt;noites d’angústia que alimentam os ais&lt;br /&gt;e noites perfeitas com ceia e ternuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há noites assentes em provas de amor&lt;br /&gt;que acalmam a alma e o coração,&lt;br /&gt;noites rasgadas planando ao sabor&lt;br /&gt;de ventos que sopram calor e paixão.&lt;br /&gt;Há noites gaiatas alegres e sãs&lt;br /&gt;que se geram nos reinos da fantasia…&lt;br /&gt;noites que parem excelentes manhãs&lt;br /&gt;tal qual o poeta pare a poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há noites bem longas, feias, terríveis,&lt;br /&gt;que ferem ou matam quem nelas se afoita…&lt;br /&gt;e noites bem negras e imprevisíveis&lt;br /&gt;p’ra quem no colo da noite se acoita.&lt;br /&gt;São as noites de quem na escada do metro&lt;br /&gt;sonha, acordado, com enchidos na grelha…&lt;br /&gt;da mulher sem tino que fala co’espectro,&lt;br /&gt;do homem que amou muito antes de velha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite da dama, decorando a estrada,&lt;br /&gt;do guarda que zela riquezas alheias…&lt;br /&gt;a  do Zé sem tecto cuja cruz pesada&lt;br /&gt;macera-lhe os pés disformes, sem meias.&lt;br /&gt;A noite da gata que aguarda, felina,&lt;br /&gt;os  ratos que saem dos canos d’esgoto…&lt;br /&gt;do chulo que saca o viço à menina&lt;br /&gt;do pulha que atrai, para o carro, o garoto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As noites de medo que assustam quem tem&lt;br /&gt;respeito p’la vida, quer d’outros, quer sua,&lt;br /&gt;que mostra valores, que pugna pelo bem,&lt;br /&gt;na noite não age, vive, ou actua.&lt;br /&gt;A noite do grito na noite sem lua…&lt;br /&gt;a do corpo que cai no chão vomitado…&lt;br /&gt;do vulto fugindo no escuro da rua&lt;br /&gt;após a facada no sentenciado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há noites que cheiram a enxofre e sangue&lt;br /&gt;noites dos lobos da selva cidade…&lt;br /&gt;noites daqueles que nos lodos do mangue&lt;br /&gt;criam raízes de terror e maldade.&lt;br /&gt;E há noites vividas sem sonhos nem horas…&lt;br /&gt;noites de azar onde a vida se aposta&lt;br /&gt;cavalgando bestas a toque d’esporas…&lt;br /&gt;noites de merda, como o diabo gosta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há ais e suspiros na boca de alguém&lt;br /&gt;na noite soando como uivo ou lamento…&lt;br /&gt;monstros sinistros que chegam do além&lt;br /&gt;e invadem, dos tolos, o pensamento.&lt;br /&gt;Há drogas pesadas nas mãos de vilões…&lt;br /&gt;corpos pelo chão ao veneno rendidos…&lt;br /&gt;seringas e agulhas cavando infecções&lt;br /&gt;demónios dançando em redor dos vencidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abgalvão</description>
            <author>abgalvao888</author>
            <pubDate>Sun, 13 Sep 2009 19:08:56 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>Louco será…</title>
            <link>http://pt.netlog.com/abgalvao888/blog/blogid=1822313</link>
            <description>Gazes e fumos sufocam a terra…&lt;br /&gt;Criam-se vírus que enfermam e matam…&lt;br /&gt;Armas terríveis, engenhos de guerra&lt;br /&gt;E drogas que alguns com elas s’enfartam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gritam goelas, estúpidas vozes…&lt;br /&gt;Muros se erguem em torno de vidas…&lt;br /&gt;Vibram chicotes de olhos algozes&lt;br /&gt;Lambe-se o medo que sangra das f’ridas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corre-se, louco, na estrada fatal…&lt;br /&gt;Joga-se a alma no jogo da fama…&lt;br /&gt;Troca-se a honra na banca imoral&lt;br /&gt;Por insónias constantes na cama&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gestos obscenos fogem de mãos&lt;br /&gt;Agredindo e humilhando… patéticos!&lt;br /&gt;Isola-se a paz por motivos vãos&lt;br /&gt;Em cofres blindados e herméticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abrem-se valas compridas e fundas&lt;br /&gt;Que engolem sonhos mal sejam paridos…&lt;br /&gt;Criam-se ideias em mentes imundas&lt;br /&gt;Duns tais verdadeiros doidos varridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Louco não é quem divaga ou delira…&lt;br /&gt;Poeta que canta versos à lua…&lt;br /&gt;Louco será todo aquele que interfira&lt;br /&gt;Contra a vida de alguém e a destrua!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Louco é quem manda e desmanda sem pejo…&lt;br /&gt;Quem à fonte tira a sua pureza&lt;br /&gt;Sem ter a noção nem simples lampejo&lt;br /&gt;Da merda que faz contra a natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abgalvão</description>
            <author>abgalvao888</author>
            <pubDate>Mon, 31 Aug 2009 22:02:57 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>Aos meus amigos</title>
            <link>http://pt.netlog.com/abgalvao888/blog/blogid=1822302</link>
            <description>A todos quantos leem e apreciam o que escrevo e principalmente aos que manifestam o seu agrado atrvés de simpáticos comentários, os meus sinceros agradecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos e abraços</description>
            <author>abgalvao888</author>
            <pubDate>Mon, 31 Aug 2009 21:54:14 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>A noite e a solidão</title>
            <link>http://pt.netlog.com/abgalvao888/blog/blogid=1819927</link>
            <description>No seu manto negro a noite transporta    &lt;br /&gt;Momentos, lembranças, ciúme, temor…&lt;br /&gt;Fogueiras que a vida ateia e suporta&lt;br /&gt;Em forno fundido na forja do amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tarde, bem tarde, quando ela se agita&lt;br /&gt;Em já velhos colchões de penas sentidas,&lt;br /&gt;Chega a dor, se deita, e o corpo levita&lt;br /&gt;Entre chão espada e vidas fingidas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ondas de choque abanam estruturas&lt;br /&gt;Matam princípios e a própria razão…&lt;br /&gt;Destroem raízes, provocam fissuras&lt;br /&gt;Arrastando vidas para a solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abgalvão</description>
            <author>abgalvao888</author>
            <pubDate>Fri, 28 Aug 2009 20:29:01 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>A carta rasgada</title>
            <link>http://pt.netlog.com/abgalvao888/blog/blogid=1815221</link>
            <description>A tarde morria enforcada nos fios&lt;br /&gt;Da teia d’arame que o homem teceu…&lt;br /&gt;Guiavam-me os passos pensamentos frios&lt;br /&gt;P’la estreita calçada que ao tempo cedeu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodando às bolandas, submissos ao vento, &lt;br /&gt;Fragmentos impressos, por mãos que não sei,&lt;br /&gt;Tolheram-me os passos e num gesto lento&lt;br /&gt;Apanhei alguns e a lê-los me dei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavras escritas, desgostos d’alguém&lt;br /&gt;Amores desfeitos, arrufo ou traição…&lt;br /&gt;Destroços de vida aqui e além&lt;br /&gt;Na carta rasgada espalhada no chão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentia-se amor na letra tremida&lt;br /&gt;Expressa a angústia de quem a escreveu …&lt;br /&gt;P´la forma rasgada… a mão ressentida&lt;br /&gt;De quem a rasgou e quiçá nem a leu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abgalvão</description>
            <author>abgalvao888</author>
            <pubDate>Sun, 23 Aug 2009 12:16:01 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>Mensagem de amigo</title>
            <link>http://pt.netlog.com/abgalvao888/blog/blogid=1803069</link>
            <description>Não mates os sonhos que te invadem a mente&lt;br /&gt;Nunca negues o colo a quem o merece&lt;br /&gt;Não rejeites amor cala o ódio e consente&lt;br /&gt;O abraço e o beijo que a vida te oferece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abgalvão</description>
            <author>abgalvao888</author>
            <pubDate>Sun, 09 Aug 2009 18:29:09 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>Rectificação</title>
            <link>http://pt.netlog.com/abgalvao888/blog/blogid=1767776</link>
            <description>Caros amigos,&lt;br /&gt; O poema que partilhei com vocês - A SAUDADE VIRÁ tem uma pequena gralha  no terceiro verso da primeira quadra que me passou ao lado mas graças a uma amiga e com os meus pedidos de desculpa aqui fica a devida rectificação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vez de:&lt;br /&gt;Os acordes do vento FAZEREM sentir passa a FIZEREM sentir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saudade virá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saudade virá quando a noite cair&lt;br /&gt;a chuva tocar a canção mais ouvida&lt;br /&gt;e os acordes do vento fizerem sentir&lt;br /&gt;a falta de ti em meus braços, querida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beberei minhas mágoas nos braços do frio&lt;br /&gt;sentirei nos abraços o amasso da dor&lt;br /&gt;e a solidão zurzir chibatadas de cio&lt;br /&gt;no meu corpo nu e carente de amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estendido na cama vazia de ti&lt;br /&gt;mas vestida do cheiro que teima manter&lt;br /&gt;olharei teu retrato que ainda sorri&lt;br /&gt;e lágrimas eu sei que jamais vou conter&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem o verde da esp’rança e o viço perdido&lt;br /&gt;como folha caída secando no chão,&lt;br /&gt;cairei por aí derrubado e vencido&lt;br /&gt;pelas feridas abertas no meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abgalvão (In alma vadia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado</description>
            <author>abgalvao888</author>
            <pubDate>Mon, 29 Jun 2009 19:52:10 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>A saudade virá</title>
            <link>http://pt.netlog.com/abgalvao888/blog/blogid=1767366</link>
            <description>Apesar de nostálgico este é um dos meus poemas que mais gosto e por isso partilho com vocês amigas e amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saudade virá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saudade virá quando a noite cair&lt;br /&gt;a chuva tocar a canção mais ouvida&lt;br /&gt;e os acordes do vento fazerem sentir&lt;br /&gt;a falta de ti em meus braços, querida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beberei minhas mágoas nos braços do frio&lt;br /&gt;sentirei nos abraços o amasso da dor&lt;br /&gt;e a solidão zurzir chibatadas de cio&lt;br /&gt;no meu corpo nu e carente de amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estendido na cama vazia de ti&lt;br /&gt;mas vestida do cheiro que teima manter&lt;br /&gt;olharei teu retrato que ainda sorri&lt;br /&gt;e lágrimas eu sei que jamais vou conter&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem o verde da esp’rança e o viço perdido&lt;br /&gt;como folha caída secando no chão,&lt;br /&gt;cairei por aí derrubado e vencido&lt;br /&gt;pelas feridas abertas no meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abgalvão (In alma vadia)</description>
            <author>abgalvao888</author>
            <pubDate>Mon, 29 Jun 2009 11:36:25 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>Noites de Junho</title>
            <link>http://pt.netlog.com/abgalvao888/blog/blogid=1763355</link>
            <description>O calor da noite é convite&lt;br /&gt;para sair,&lt;br /&gt;passear,&lt;br /&gt;beber um copo e deixar&lt;br /&gt;extravasar&lt;br /&gt;emoções.&lt;br /&gt;Noites de Junho,&lt;br /&gt;para os poetas,&lt;br /&gt;são como dogmas&lt;br /&gt;para os profetas&lt;br /&gt;ou para pedreiros&lt;br /&gt;o fio-de-prumo.&lt;br /&gt;São noites para sonhar,&lt;br /&gt;conquistar e prometer,&lt;br /&gt;alimentar ou desfazer&lt;br /&gt;ilusões.&lt;br /&gt;Noites de Junho&lt;br /&gt;são noites para namorar&lt;br /&gt;sem compromissos&lt;br /&gt;nem lugares fixos.&lt;br /&gt;Noites para amar&lt;br /&gt;com alma nua&lt;br /&gt;e acabar com a rotina&lt;br /&gt;que nos anula.&lt;br /&gt;Noites de Junho&lt;br /&gt;são noites para perder&lt;br /&gt;a vergonha e o tino&lt;br /&gt;em qualquer rua.&lt;br /&gt;Noites para viver,&lt;br /&gt;para matar o stress&lt;br /&gt;que nos domina&lt;br /&gt;e em nosso peito&lt;br /&gt;se acumula.&lt;br /&gt;São noites para possuir a lua&lt;br /&gt;no quarto crescente&lt;br /&gt;e atraiçoá-la, depois,&lt;br /&gt;no quarto minguante.&lt;br /&gt;Para amar a lua nova&lt;br /&gt;num clima envolvente&lt;br /&gt;e, ao sabor do acaso,&lt;br /&gt;gozar amásios prazeres&lt;br /&gt;com a lua cheia.&lt;br /&gt;Noites de Junho&lt;br /&gt;são como quadras ditadas&lt;br /&gt;pelo vento…&lt;br /&gt;paixões que a vida semeia&lt;br /&gt;ao relento&lt;br /&gt;e se divulgam em baladas&lt;br /&gt;muitas vezes cantadas…&lt;br /&gt;e outras tantas choradas&lt;br /&gt;ou mordidas em bocas&lt;br /&gt;com sabor a revezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abgalvão (In fantasias, amor e poesia)</description>
            <author>abgalvao888</author>
            <pubDate>Wed, 24 Jun 2009 21:14:27 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>Aurora</title>
            <link>http://pt.netlog.com/abgalvao888/blog/blogid=1763330</link>
            <description>A aurora se abriu como rosa,&lt;br /&gt;Rubras pétalas o dia saudando,&lt;br /&gt;Tua boca se oferece, amorosa,&lt;br /&gt;A paixão p’la manhã despertando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apagamos as trevas, o medo,&lt;br /&gt;Acendemos as nossas vontades,&lt;br /&gt;Libertamos o amor, bem cedo,&lt;br /&gt;Sem tabus nem contrariedades&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livremente ali nos amamos&lt;br /&gt;Acordando o sonho bandido…&lt;br /&gt;Soltamos o desejo escondido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ao prazer duma dança deixamos,&lt;br /&gt;Com um tango na rádio tocando,&lt;br /&gt;Nossas coxas, lascivas, gingando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abgalvão (In fantasias, amor e poesia)</description>
            <author>abgalvao888</author>
            <pubDate>Wed, 24 Jun 2009 20:55:12 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>Traição e remorso</title>
            <link>http://pt.netlog.com/abgalvao888/blog/blogid=1748107</link>
            <description>Ventava!&lt;br /&gt;O frio cortante esventrava a noite&lt;br /&gt;menstruada de lua&lt;br /&gt;e me agredia a pele com punhaladas&lt;br /&gt;de orvalho gélido.&lt;br /&gt;As árvores, acicatadas p’lo vento,&lt;br /&gt;choramingavam, em coro, &lt;br /&gt;pungentes lamúrias&lt;br /&gt;como carpideiras fúnebres.&lt;br /&gt;As ruas desertas,&lt;br /&gt;estreitas e incertas,&lt;br /&gt;deixavam correr os uivos do vento&lt;br /&gt;repercutidos das cantarias gastas&lt;br /&gt;das velhas mansardas&lt;br /&gt;que, à luz do luar, &lt;br /&gt;pareciam fantasmas&lt;br /&gt;se erguendo do chão&lt;br /&gt;com raízes de pedra&lt;br /&gt;esculpidas à mão.&lt;br /&gt;Enquanto regressava a casa&lt;br /&gt;caminhando como ébrio&lt;br /&gt;sobre as brasas da vergonha &lt;br /&gt;e o peso do remorso&lt;br /&gt;a moer-me o pensamento…&lt;br /&gt;o medo degolou-me a voz,&lt;br /&gt;aprisionou-me os gestos…&lt;br /&gt;e o arrepio violou-me as entranhas&lt;br /&gt;com falos sobrenaturais&lt;br /&gt;ejaculando mentiras.&lt;br /&gt;Amaldiçoei a lua, o frio, a vida &lt;br /&gt;e a mim próprio, meu amor,&lt;br /&gt;pela traição, vil e imatura,&lt;br /&gt;desta noite de irracional aventura.&lt;br /&gt;Apeteceu-me fugir,&lt;br /&gt;desaparecer,&lt;br /&gt;imolar-me… &lt;br /&gt;eu sei lá quantas ideias&lt;br /&gt;vagas e loucas&lt;br /&gt;me metralharam o cérebro&lt;br /&gt;e explodiram os diques&lt;br /&gt;que me retinham as lágrimas.&lt;br /&gt;Quantas perguntas eu fiz&lt;br /&gt;a mim próprio, meu amor,&lt;br /&gt;quanta resposta inventei&lt;br /&gt;p’ra te dar… eu já nem sei!&lt;br /&gt;Só a noite, só o frio e a lua,&lt;br /&gt;meu amor, me escutavam…&lt;br /&gt;e só o lamento das árvores&lt;br /&gt;e os uivos do vento, &lt;br /&gt;solidários, me entendiam.&lt;br /&gt;Caminhei horas a fio&lt;br /&gt;abraçado à noite fria&lt;br /&gt;exorcizando o fantasma&lt;br /&gt;que em meu peito se alojara&lt;br /&gt;e madruguei à nossa porta &lt;br /&gt;curvado e abatido&lt;br /&gt;sob o peso da traição.&lt;br /&gt;Sacudi o corpo&lt;br /&gt;qual triste cão molhado&lt;br /&gt;sem casota nem abafo…&lt;br /&gt;como se as gotas de orvalho,&lt;br /&gt;expelidas, afastassem de mim&lt;br /&gt;a mágoa que me consumia,&lt;br /&gt;me expurgassem a dor&lt;br /&gt;e me acalmassem a alma. &lt;br /&gt;Entrei como criança insegura&lt;br /&gt;de olhos postos no chão&lt;br /&gt;e mastigando desculpas&lt;br /&gt;sem base, sem tino,&lt;br /&gt;sem nexo!&lt;br /&gt;Tu, meu amor,&lt;br /&gt;dormias serena como anjo&lt;br /&gt;em nuvem plana.&lt;br /&gt;A lua iluminava-te o corpo nu&lt;br /&gt;salientando a brancura dos teus seios&lt;br /&gt;redondos firmes e belos,&lt;br /&gt;e das tuas coxas bem formadas &lt;br /&gt;que o tempo, gratamente,  madurou.&lt;br /&gt;Olhei-te como fosse a vez primeira,&lt;br /&gt;acordando em mim os gratos momentos&lt;br /&gt;de amor que  passamos juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai se o arrependimento matasse,&lt;br /&gt;meu amor,&lt;br /&gt;morreria ali… instantaneamente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toquei-te como quem toca&lt;br /&gt;algo de frágil e precioso.&lt;br /&gt;Percorri-te com beijos ternos e suaves,&lt;br /&gt;saboreando, preguiçosamente,&lt;br /&gt;o calor e a suavidade da tua pele.&lt;br /&gt;Aconchegaste o teu corpo ao meu&lt;br /&gt;com carinho e com volúpia,&lt;br /&gt;envolvi-te num fogoso amplexo&lt;br /&gt;e sussurrei-te ao ouvido, &lt;br /&gt;docemente,&lt;br /&gt;eu te amo meu amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordaste… e depois…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;depois o dia levantou-se radioso&lt;br /&gt;espalhando pétalas coloridas de prazer&lt;br /&gt;porque eu, meu amor,&lt;br /&gt;me arrependi,&lt;br /&gt;sinceramente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tu, meu amor,&lt;br /&gt;me perdoaste,&lt;br /&gt;generosamente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abgalvão (In alma vadia)</description>
            <author>abgalvao888</author>
            <pubDate>Sun, 07 Jun 2009 09:42:57 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>Desejo voraz</title>
            <link>http://pt.netlog.com/abgalvao888/blog/blogid=1725235</link>
            <description>A noite chegara&lt;br /&gt;batendo à janela&lt;br /&gt;com sons invernais…&lt;br /&gt;meu corpo ansiava&lt;br /&gt;p’lo teu esperava&lt;br /&gt;num coro de ais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegaste e beijei-te&lt;br /&gt;os olhos, a boca,&lt;br /&gt;e após desnudei-te&lt;br /&gt;à força d’olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te entregas ao jogo…&lt;br /&gt;e ateias meu fogo&lt;br /&gt;sorrindo qual louca&lt;br /&gt;com toques de mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais esperar&lt;br /&gt;te agarro e te deito&lt;br /&gt;no velho tapete &lt;br /&gt;da sala de estar…&lt;br /&gt;te arranco o corpete,&lt;br /&gt;a saia e o resto,&lt;br /&gt;e logo me apresto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engoles teus nãos&lt;br /&gt;e abres-te em sins…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;coloco-me a jeito…&lt;br /&gt;colocas-te a jeito…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e ao som de gemidos&lt;br /&gt;os corpos dançaram&lt;br /&gt;subiram, desceram,&lt;br /&gt;suaram, vibraram&lt;br /&gt;quais loucos varridos&lt;br /&gt;ou lobos no estio&lt;br /&gt;uivando nas serras&lt;br /&gt;em noites de cio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entregues ao acto,&lt;br /&gt;(ao sexo de facto),&lt;br /&gt;chegou o clímax&lt;br /&gt;quase em sintonia…&lt;br /&gt;e aí s’emolaram&lt;br /&gt;no fogo do orgasmo&lt;br /&gt;que o tesão exigia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abgalvão (In alma vadia)</description>
            <author>abgalvao888</author>
            <pubDate>Wed, 13 May 2009 18:17:33 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>À mãe dos meus filhos</title>
            <link>http://pt.netlog.com/abgalvao888/blog/blogid=1715216</link>
            <description>Hoje, dia da mãe, quero homenagear e mandar beijos a todas as mães mas, muito em especial a uma… a mãe dos meus filhos!&lt;br /&gt;Não vou fazê-lo através de poesia porque teria de ser uma obra-prima e eu não tenho capacidade para tal.Vou fazê-lo através deste simples e sincero texto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não te amo mulher!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não te amo pela beleza pela qual me encantei e que, apesar da perda do viço da mocidade, ainda manténs intacta na plenitude da meia-idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não! Não te amo pelos olhos castanhos e calmos aos quais me prendi, nem pela tua farta e linda cabeleira, outrora negra como a noite e que agora, já branca, resplandece linda como a neve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não te amo pelo corpo esbelto que me atraiu e atrai, ou pelos teus seios que me tentaram e tentam, nem pelos teus lábios que os meus desejaram e desejam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não! Não te amo só por isso… amo-te por muito mais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amo-te pela tua paciência e serenidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amo-te pelo bom senso que tens demonstrado nas horas difíceis ao longo destes mais de trinta anos de vida em comum!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amo-te pelo carinho e atenção que me tens dedicado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela generosidade com que te entregas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo teu carácter e desprendimento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela forma inteligente como contrabalanças o sim e o não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelos teus silêncios protestando contra os meus devaneios!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelos teus moderados protestos contra os meus silêncios injustificados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela amizade, companheirismo e compreensão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela forma organizada e controlada como tens orientado o orçamento familiar que, infelizmente, nunca foi gordo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amo-te por todos estes longos anos de casamento, com altos e baixos como é normal, mas gratificantes no geral!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amo-te, acima de tudo, pela boa mãe que és dos filhos que me deste e pela forma como os educaste e criaste!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu te amo, mulher, por tudo isto e por muito mais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abgalvão</description>
            <author>abgalvao888</author>
            <pubDate>Sun, 03 May 2009 09:30:21 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>Maria e Zé</title>
            <link>http://pt.netlog.com/abgalvao888/blog/blogid=1713943</link>
            <description>Como gémeos prematuros siameses &lt;br /&gt;De mãos dadas o destino desbravando	&lt;br /&gt;Trote largo pela estrada dos reveses&lt;br /&gt;Vão…fome e dor pela estrada cavalgando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria e Zé, dois dos muitos cidadãos&lt;br /&gt;Portugueses, eleitores e sem emprego,&lt;br /&gt;Com a esp’rança exangue nos calos das mãos&lt;br /&gt;E os futuros há muito postos no “prego”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria e Zé são campo, arroz, trigo e pão,&lt;br /&gt;Monda e ceifa sob sóis de longos dias…&lt;br /&gt;Cimento, cal, forja, ferro e alcatrão…&lt;br /&gt;Mestre, escola, fogo aceso em noites frias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria e Zé…ela e ele somos nós…&lt;br /&gt;O pedreiro, o servente, o escritor… &lt;br /&gt;São pais e filhos, são netos e avós&lt;br /&gt;Que pugnam p’la paz, p’lo pão e p’lo amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém sopram vendavais de depressão&lt;br /&gt;O crime medra adubado p’la pobreza&lt;br /&gt;A fé vacila entre a reza e a agressão&lt;br /&gt;E morta cai… trespassada p’la incerteza!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abgalvão /In alma vadia)</description>
            <author>abgalvao888</author>
            <pubDate>Fri, 01 May 2009 21:02:13 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>Caminhos da loucura</title>
            <link>http://pt.netlog.com/abgalvao888/blog/blogid=1709564</link>
            <description>&lt;img src=&quot;http://pt.netlogstatic.com/p/oo/013/082/13082139.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhos da loucura&lt;br /&gt;são punhais de pontas finas&lt;br /&gt;rasgando a pele à ternura…&lt;br /&gt;paralelos salientes&lt;br /&gt;em calçadas sem estrutura…&lt;br /&gt;corpos nus, vozes silentes,&lt;br /&gt;ideias em confusão...&lt;br /&gt;desejos mortos em esquinas&lt;br /&gt;de velhos muros sem cal…&lt;br /&gt;prazeres manipulados&lt;br /&gt;em catres de penas duras…&lt;br /&gt;artes de magos malditos&lt;br /&gt;sem varinhas de condão.&lt;br /&gt;São bebidas e tonturas,&lt;br /&gt;cama à espera em hospital…&lt;br /&gt;gestos desarticulados,&lt;br /&gt;agonias e conflitos…&lt;br /&gt;espanto dor e marasmo&lt;br /&gt;entre o soluço e o espasmo.&lt;br /&gt;Os caminhos da loucura&lt;br /&gt;são corredores estreitos,&lt;br /&gt;tortuosos, e em lonjura&lt;br /&gt;mais longos que o próprio medo.&lt;br /&gt;Os caminhos da loucura,&lt;br /&gt;fruto de sonhos desfeitos;&lt;br /&gt;são morte em corpo ‘inda são,&lt;br /&gt;mortalha negra e enredo,&lt;br /&gt;caixão de ideias sem nexo,&lt;br /&gt;ponto de vista complexo…&lt;br /&gt;e um vendaval permanente&lt;br /&gt;a fustigar uma mente&lt;br /&gt;com ventos de solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abgalvão (In alma vadia)</description>
            <author>abgalvao888</author>
            <pubDate>Mon, 27 Apr 2009 16:58:01 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>Maria nome Maria mulher</title>
            <link>http://pt.netlog.com/abgalvao888/blog/blogid=1705874</link>
            <description>&lt;object width=&quot;336&quot; height=&quot;295&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://pt.netlog.com/go/widget/videoID=pt-313170&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;wmode&quot; value=&quot;window&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://pt.netlog.com/go/widget/videoID=pt-313170&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowFullScreen=&quot;true&quot; wmode=&quot;window&quot; width=&quot;336&quot; height=&quot;295&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dedicado a todas as mulheres. Às Marias e não só!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hei-de cantar o teu nome&lt;br /&gt;Como canta o rouxinol,&lt;br /&gt;Hei de gravá-lo no vento,&lt;br /&gt;Bordá-lo num cachecol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas montanhas do meu peito,&lt;br /&gt;Nas planuras da verdade,&lt;br /&gt;Hei de gritá-lo a eito&lt;br /&gt;Aos ventos da liberdade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre cascalhos de esperança,&lt;br /&gt;Entre espinhos da desgraça,&lt;br /&gt;Entre cardos de ignorância&lt;br /&gt;E o negro da fumaça…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu cantarei o teu nome&lt;br /&gt;E plantarei uma flor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí mesmo nesse ermo,&lt;br /&gt;Para lá do eco e do medo&lt;br /&gt;Onde o tempo não tem horas,&lt;br /&gt;O cansaço não tem sombra&lt;br /&gt;E a vida não tem razão…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hei-de cantar o teu nome&lt;br /&gt;E hei-de plantar uma flor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí mesmo, nesse espaço,&lt;br /&gt;Onde acaba a ambição,&lt;br /&gt;Onde começa a certeza,&lt;br /&gt;Onde a infância é velhice&lt;br /&gt;E a velhice um triste fado…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hei-de cantar o teu nome&lt;br /&gt;E plantarei uma flor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mesmo desse lado&lt;br /&gt;Onde o sol também é fel,&lt;br /&gt;Onde se canta com dor,&lt;br /&gt;Onde o vento é mais cruel&lt;br /&gt;E o sonho não tem lugar…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hei-de cantar o teu nome&lt;br /&gt;E hei-de plantar uma flor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí mesmo nesse ponto,&lt;br /&gt;Onde há pranto em cada canto,&lt;br /&gt;Onde o pão tem mais suor,&lt;br /&gt;Onde a sede é mais sofrida&lt;br /&gt;E a fome já tem bolor…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu cantarei o teu nome&lt;br /&gt;E plantarei uma flor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verei crescer essa flor&lt;br /&gt;Entre prados e hortejos&lt;br /&gt;Regada com muito amor&lt;br /&gt;Mimada com muitos beijos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E entre teus alvos lençóis&lt;br /&gt;Colados teu corpo e meu,&lt;br /&gt;Te afagando os caracóis…&lt;br /&gt;Hei-de cantar o teu nome,&lt;br /&gt;Maria… Maria… Maria…&lt;br /&gt;Eternamente Maria&lt;br /&gt;Amada, amante, mulher!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abgalvão (In Fantasias, amor e poesia)</description>
            <author>abgalvao888</author>
            <pubDate>Thu, 23 Apr 2009 20:20:20 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>Meu amor primeiro</title>
            <link>http://pt.netlog.com/abgalvao888/blog/blogid=1701536</link>
            <description>&lt;object width=&quot;336&quot; height=&quot;295&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://pt.netlog.com/go/widget/videoID=pt-280778&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;wmode&quot; value=&quot;window&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://pt.netlog.com/go/widget/videoID=pt-280778&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowFullScreen=&quot;true&quot; wmode=&quot;window&quot; width=&quot;336&quot; height=&quot;295&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando os retratos que guardo, de então…&lt;br /&gt;De memória vivi registos, lembranças,&lt;br /&gt;Dos tempos bonitos da nossa paixão.&lt;br /&gt;Reli, soluçando, aquele poema&lt;br /&gt;De amor que escrevi e tinha por tema&lt;br /&gt;Teus cabelos negros, tuas longas tranças&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revivi por momentos os beijos trocados&lt;br /&gt;Sentindo, inclusive, teu cheiro, teu gosto.&lt;br /&gt;Invadiu-me o calor de quando abraçados&lt;br /&gt;Fazíamos amor, após o sol-posto,&lt;br /&gt;Deitados na praia, na Ilha, em Luanda,&lt;br /&gt;Em cama de areia, sem passar por *ciranda &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me dei à lua quando, aluada, por mim&lt;br /&gt;Chamou. Vivi paixões e ilusões senti&lt;br /&gt;Também. Andei perdido, eu bem sei que sim&lt;br /&gt;Dei tempo ao tempo e pude aprender&lt;br /&gt;Que amor bonito como o sentido por ti&lt;br /&gt;É amor… AMOR! Não pode morrer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por onde é que andas meu amor antigo,&lt;br /&gt;Meu amor de sempre, meu amor primeiro?&lt;br /&gt;Por onde é que espalhas o doce perfume&lt;br /&gt;Que, nua, exalavas de teu corpo lume&lt;br /&gt;Pulsando desejos por todo ele inteiro,&lt;br /&gt;E me alucinava ao deitar-me contigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai como eu sinto o doer desta saudade&lt;br /&gt;Que me reabre a ferida que nunca curei.&lt;br /&gt;Eu sei que assumi, (sem fugir à verdade),&lt;br /&gt;Que fui castrador, infiel, inconstante…&lt;br /&gt;Cedi a caprichos, não fui tolerante,&lt;br /&gt;E por isso perdi-te, meu amor, bem sei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manda um recado, uma carta, um postal,&lt;br /&gt;Dá-me, por favor, uma pista, um sinal,&lt;br /&gt;E manda pelo vento quando ele te beijar,&lt;br /&gt;Ou pela chuva quando ela aparecer.&lt;br /&gt;Embrulha teus beijos quando o sol se esconder&lt;br /&gt;E vem com a noite meu sonho emprenhar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* ciranda (entenda-se como peneira grossa e grande usada para separar  o cascalho da areia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abgalvão (In fantasias, amor e poesia)</description>
            <author>abgalvao888</author>
            <pubDate>Sun, 19 Apr 2009 18:21:55 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>Quem eu quero não me quer</title>
            <link>http://pt.netlog.com/abgalvao888/blog/blogid=1698637</link>
            <description>&lt;object width=&quot;336&quot; height=&quot;295&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://pt.netlog.com/go/widget/videoID=pt-78993&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;wmode&quot; value=&quot;window&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://pt.netlog.com/go/widget/videoID=pt-78993&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowFullScreen=&quot;true&quot; wmode=&quot;window&quot; width=&quot;336&quot; height=&quot;295&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela praia deserta&lt;br /&gt;Sobem e descem marés,&lt;br /&gt;Voa o sonho em parte incerta&lt;br /&gt;E as ondas molham-me os pés&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moram névoas nos meus olhos,&lt;br /&gt;A azia rói-me as entranhas,&lt;br /&gt;Minha sorte bate em escolhos&lt;br /&gt;Que emergem por artimanhas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teu amor foge de mim,&lt;br /&gt;Tua boca não me quer,&lt;br /&gt;Porque eu quero tanto assim&lt;br /&gt;Quem eu quero e não me quer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lambe-me as feridas, o vento,&lt;br /&gt;O orvalho rega a manhã,&lt;br /&gt;O sol dormita ao relento&lt;br /&gt;Com as dunas por divã&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guia-me os passos, a lua,&lt;br /&gt;Beijam-me os lábios, as sombras,&lt;br /&gt;A noite desfila nua&lt;br /&gt;Quando no escuro me assombras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teu amor foge de mim,&lt;br /&gt;Tua boca não me quer,&lt;br /&gt;Porque eu quero tanto assim&lt;br /&gt;Quem eu quero e não me quer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho nervoso nos dedos,&lt;br /&gt;Palpitam-me os sentimentos,&lt;br /&gt;Misturo a dor com os medos&lt;br /&gt;E como-as sem condimentos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procuro ver-te no espaço&lt;br /&gt;Que delimita a esperança,&lt;br /&gt;Tu foges do meu abraço&lt;br /&gt;E eu bebo desconfiança&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teu amor foge de mim,&lt;br /&gt;Tua boca não me quer,&lt;br /&gt;Porque eu quero tanto assim&lt;br /&gt;Quem eu quero e não me quer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste peito, com saudade,&lt;br /&gt;Bate forte um coração,&lt;br /&gt;Luz acesa de ansiedade&lt;br /&gt;Fogo de amor e paixão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa luz que me ilumina,&lt;br /&gt;Esse fogo que me aquece,&lt;br /&gt;São a força que domina&lt;br /&gt;E minha raiva arrefece&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teu amor foge de mim,&lt;br /&gt;Tua boca não me quer,&lt;br /&gt;Porque eu quero tanto assim&lt;br /&gt;Quem eu quero e não me quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abgalvão (In fantasias, amor e poesia)</description>
            <author>abgalvao888</author>
            <pubDate>Thu, 16 Apr 2009 17:34:07 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>Paixão antiga</title>
            <link>http://pt.netlog.com/abgalvao888/blog/blogid=1696419</link>
            <description>&lt;img src=&quot;http://pt.netlogstatic.com/p/oo/011/590/11590523.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enroscaste tua mão na minha&lt;br /&gt;sedenta de afecto&lt;br /&gt;buscando calor&lt;br /&gt;e ao som dos corações batendo&lt;br /&gt;dançaram carícias&lt;br /&gt;cantou o amor.&lt;br /&gt;Humedeci teus lábios com a frescura&lt;br /&gt;dum beijo&lt;br /&gt;que, tremendo, recolhes…&lt;br /&gt;embebeda-se a ânsia,&lt;br /&gt;a secura se afoga&lt;br /&gt;e tu nem percebes…&lt;br /&gt;que a paixão era antiga,&lt;br /&gt;no peito uma ferida&lt;br /&gt;e por isso doía…&lt;br /&gt;era faca cravada,&lt;br /&gt;um punhal, uma espada,&lt;br /&gt;e por isso sentia&lt;br /&gt;que, tarde ou cedo,&lt;br /&gt;descobririas que em mim&lt;br /&gt;este amor se escondia.&lt;br /&gt;Voaram suspiros&lt;br /&gt;que o vento levou&lt;br /&gt;como estrelas cadentes&lt;br /&gt;libertas de nós&lt;br /&gt;e entre abraços, carícias,&lt;br /&gt;sussurros de voz,&lt;br /&gt;teu corpo desnudo&lt;br /&gt;ao meu se entregou.&lt;br /&gt;A noite, entretanto,&lt;br /&gt;na falésia caiu&lt;br /&gt;e a lua, feiticeira,&lt;br /&gt;um manto teceu,&lt;br /&gt;em vermelho carmim,&lt;br /&gt;como nunca se viu;&lt;br /&gt;com corações bordados&lt;br /&gt;o meu e o teu.&lt;br /&gt;A lua chegou, subiu a maré,&lt;br /&gt;e o mar afogou&lt;br /&gt;as marcas deixadas&lt;br /&gt;naquele areal,&lt;br /&gt;onde ambos sentimos&lt;br /&gt;e também descobrimos&lt;br /&gt;que a paixão era antiga&lt;br /&gt;e ali renascia&lt;br /&gt;de forma normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abgalvão (In Fantasias, amor e poesia)</description>
            <author>abgalvao888</author>
            <pubDate>Tue, 14 Apr 2009 17:41:05 UT</pubDate>
        </item>
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