abgalvao888
Confiança masculino - 62 anos, Fernão Ferro, Portugal
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FELIZ ANO NOVO
Amigas e amigos, em 2009
Quero
que horizontes se abram,
se dissipem as mágoas,
se transponham barreiras...
e se apaguem as fráguas
da dor e do medo
que às vezes nos travam
e pregam rasteiras
com arte e enredo.
Quero,
neste ano que vem,
seja tudo melhor...
e o vento d'esperança,
soprando do além,
nos dê confiança,
nos livre da dor...
nos motive e nos dê
a força e a fé
para querer e poder
fazer tudo melhor!
BOM ANO PARA TODOS!
Abgalvão[ -
Há
Há…
Há mentes que pensam,
sem nunca entender,
que o brilho que emanam
e ao espelho seduz…
é brilho sem chama
que a nada conduz...
e olhos que vêem
sem nunca sentir
a dor do olhar
que não sabe mentir.
Há ouvidos que ouvem,
mas sem perceber,
palavras que louvem
o amor e a paz…
e bocas que falam,
que gritam e clamam,
mas logo se calam
sem nada dizer.
Há dedos que apontam,
sem nada indicar,
mãos que recebem
sem nada doar,
braços que apertam,
que laçam e envolvem,
mas logo se apartam
sem aconchegar…
E pernas que correm,
às voltas e voltas,
que dão voltas e voltam
sem nunca ajudar.
´
Há corações isentos,
vazios, frios, cinzentos…
que pulsam e pulsam,
bombeiam, bombeiam,
em louca batida…
como, apenas e só,
máquinas complexas
em corpos anexas
sustento de vida!
Abgalvão (In olhares!) -
Eu quis fazer um poema alusivo ao Natal!
Eu quis fazer um poema alusivo ao Natal!
Um poema tão lindo como aqueles que os poetas com toda a sua nobreza, perspicácia e sensibilidade artística, normalmente fazem nesta quadra festiva.
Um poema que tivesse o condão de reacender a luz da esperança no coração daqueles a quem o infortúnio apagou; que pudesse minimizar a dor que mina as entranhas daqueles que sofrem de doença grave e prolongada; que pudesse restituir os bens perdidos àqueles que, sendo os menos culpados, são os mais atingidos pelas cada vez mais frequentes catástrofes.
Eu quis fazer um poema alusivo ao Natal!
Um poema que tivesse a força de responsabilizar e castigar aqueles que pela cegueira da ganância destroem o planeta e que, por outro lado, lhe conseguisse restituir o esplendor de outrora. Um poema sem frases feitas, vazias e banais, onde a palavra Feliz Natal tivesse a ousadia de entrar e se instalar em qualquer casa de qualquer canto do Mundo e as crianças não vissem o pai natal como mero entregador de brinquedos mas sim, (muito embora ilusória), como figura paternal detentora do sorriso e da felicidade.
Eu quis fazer um poema alusivo ao Natal!
Um poema onde a rima fosse pão e a métrica o remédio para quem precisa; onde cada verso fosse semente e cada estrofe terra lavrada e fértil.
Eu quis fazer um poema alusivo ao Natal!
Um poema sem palavras de mágoa e ressentimento, sem pontos de interrogação, reticências, acusações… e livre de preconceitos e de expressão!
Eu quis fazer um poema, alusivo ao Natal, livre e perfeito! Mas não fui capaz!
Por não ser génio faltou-me o jeito e a arte; por não ser Deus faltou-me a confiança, a Santidade e a Omnipresença. E por ser homem faltou-me tudo… em especial a sensibilidade e a perfeição!
Abgalvão