abgalvao888
Confiança masculino - 62 anos, Fernão Ferro, Portugal
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Blog / A brisa me trouxe
Segunda, 5 Outubro 2009 às 02:56
Há amores que se desencontram e se perdem, mas que, de tempos a tempos, se recordam com muita saudade.
A brisa me trouxe
A brisa me trouxe o sabor desse beijo
Do jogo d’amor que comigo fizeste
E em mim se instalou bem mais forte o desejo
Ter de novo o prazer que tive e tiveste
Só restam pedaços que o tempo não rói
Guardados no cofre das recordações…
Os velhos retratos que ao vê-los me dói
E um anel gravado com dois corações
A tarde pintou-se da cor da mulata
Vestindo lembranças, soprando calor,
Calor que me aquece e vira e revira
Acende a saudade de ti meu amor
Passaram-se os anos e as primaveras
Viraram Outonos mais frios e feios…
O amor morreu enfartado de esperas
E a paixão procurou prazer noutros seios
O tempo não pára, desejo não espera;
O sonho se abraça à moralidade…
O corpo envelhece e a mente se esmera
No sexo que faz com a realidade.
Abgalvão (In fantasias, amor e poesia)
Comentários 5 Organizar os comentários:
papoila amiga Confiança (Terça, 6 Outubro 2009 às 09:23)
Meu amigo, meu poeta maravilhoso.
Sei que sentimentos se transformam em lindos versos de amor, eis aqui a prova disso.
Mais palavras para quê?
Fico à espera de mais, com aquela beleza e qualidade que tu tão bem sabes incutir nos teus poemas.
Beijinho meu
Helena Teixeira Confiança (Segunda, 5 Outubro 2009 às 14:53)
Albertino


Não tenho palavras, não quero repetir-me.
Sei que gosto muito da tua poesia!
Beijinho, com muito carinho
Lena
(¯`·._.· Surpresa ·._.·´¯) (Segunda, 5 Outubro 2009 às 05:32)
Depois de tantas palavras lindas, ditas pelo Joaquim... o que dizer?
Mas me arrisco a dizer que teus poemas são escritos com todo o sentimento que voce pode ter... é isso que eu sinto...
Parabens....e obrigada por partilhar poema tão lindo....
Beijinho
Maria José Rodrigues Confiança (Segunda, 5 Outubro 2009 às 03:30)
BEM-VINDO
oema e vídeo... obrigadfa pela partilha
Adoreia mbos
Uma excelente tarde de 2º fweira..
Beijo doce..
Mia
Joaquim Sustelo Confiança (Segunda, 5 Outubro 2009 às 03:29)
Amigo Galvão,
Um dos mais bonitos poemas que te tenho visto, sendo que os os outros são todos bonitos.
Vê-se nele espelhado todo um sentimento de amor havido outrora por uma pessoa, que "morreu enfartado de esperas" mas que persiste numa saudade linda e comovente. E isto para quem (se bem me lembro) dizia que não se ajeitava a fazer poemas de amor... Estarei certo? O que não seria se...!!!
Parabéns amigo! Mais uma vez um poema musicado na métrica irrepreensível das 11 sílabas, com acento na 5ª e 11ª (tens alguns na 7ª e 11ª, o que nunca consegui fazer...) que se lê sempre numa toada muito bonita e que lhe dá muita força. Aliás não é sem motivo que gosto imenso da poesia de Guerra Junqueiro, que só não é mais falado por ter muitos poemas do "contra" (mormente contra a Igreja).
Continua, que poemas assim fazem falta para acalmar as almas, incutindo nelas o quanto é bom amar em vez de se guerrearem.
Um abraço
Sustelo
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