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_Anaide_

Confiança feminino - 22 anos, Portimão, Portugal


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Blog 39

Este é o meu primeiro blog, uma página de mim e para mim. Quem quiser comentar, conversar, o que for, é bem vindo. Vou escrevendo algumas coisas que gosto, que não gosto, ou que me interessem, ou que eu escrevi. São todos bem vindos! E claro, se não gostarem, também quero saber , um beijinho ***** :)

  • Massagem...

    As tuas mãos no meu torso nu
    (Só uma massagem, dizias tu)
    Exploram a minha pele
    E aliciam minha mente
    Que, por fim…não resistiu…

    Tornas-me escrava de amar

    O peso do teu corpo sobre o meu
    Encurralado
    As tuas mãos na minha pele nua
    Amassam
    Arrasam com o meu querer

    Fecho os olhos
    Descontraio
    Mas choro para mim
    Como te posso resistir?

    É então
    Que as tuas mãos,
    Como golpe final,
    Convertem-se na tua língua
    Quente e louca
    Percorre agora, minha pele nua
    Tua

    São arrepios por todo o lado
    E perco por fim, a razão

    Despes lentamente
    O que sobra da minha roupa
    Atirada ao chão
    E beijas devagar
    Os meus joelhos
    Minhas coxas
    Meu coração.

    E sempre a tua língua louca
    Em mim
    Já não resisto,
    É o meu fim…!

    Diana Pires

  • Sinto a tua alma percorrer a minha

    Sinto a tua alma percorrer a minha
    Com dedos de luz,
    Pele de nada.
    É a tua alma que me observa
    No meu sono,
    Que me devora
    Enquanto me alimenta.
    Dois pedaços, farrapos
    De alma…
    Que se tocam
    Como véus cintilantes
    Estrelas na noite
    Despedaçadas…

    Surge um terramoto baixinho
    Uma luz que cega num segundo
    Um zumbido agudo

    Eis que os dedos teus
    Se convertem em carne
    A tua pele já me cobre
    Quente.
    Volto a mim.
    E as nossas almas voltam a separar-se
    Somos corpos de novo
    Enrolados na noite.
    Que respiram, e transpiram
    E onde batem corações!
    Reais.

    O sonho é longe
    Fugidio.
    É aquele momento em que adormeço
    Sem dar por mim
    E me perco.
    Onde as nossas almas se unem
    Quando dormes junto a mim.

    Diana Pires
    9/03/2008

  • Tormentos

    Tormentos!
    São os lamentos que oiço debaixo de mim,
    De cada paço vacilante
    Cá dentro…
    São os gritos lancinantes,
    Derrotados
    E sem vida.
    Sem princípio nem fim.
    São tormentos…
    Dos que por cá passam,
    Sem sequer viver!
    Dos que passam,
    Sem memória,
    Sem a hipótese
    De um querer!

    Diana Pires
    15/11/2007

    Factos

    Pobreza
    As profundas desigualdades na distribuição da riqueza no mundo atingiram actualmente proporções verdadeiramente chocantes.
    O número de pobres não pára de crescer e já chega a 307 milhões de pessoas no mundo.
    O dado mais preocupante é a tendência de que esse número aumente até 2015, quando os países menos desenvolvidos poderão passar a ter 420 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza.

    Fome
    Calcula-se que 815 milhões, em todo o mundo sejam vítimas crónica ou grave subnutrição, a maior parte das quais são mulheres e crianças dos países em vias de desenvolvimento.
    A subnutrição crónica, quando não conduz apenas à morte física, mas implica frequentemente uma mutilação grave, nomeadamente a falta de desenvolvimento das células cerebrais nos bebés, e cegueira por falta de vitamina A. Todos os anos, dezenas de milhões de mães gravemente subnutridas dão à luz dezenas de milhões de bebés igualmente ameaçados. (Junho de 2002).

    África
    Devastada por secas e cheias, mas sobretudo por guerras civis (entre 30 e 40 no final do século XX), todo o continente africano parece ter mergulhado no abismo. Terminados os conflitos o terror não termina nas zonas rurais, onde a presença de minas e de munições não explodidas constitui uma ameaça permanente à reconstrução das comunidades rurais.

    América Latina
    54 milhões de pessoas passam fome na América Latina e Caraíbas.
    Na América do Sul registou-se uma redução do número de pessoas subnutridas, que passou de 42 milhões para 33 milhões, mas na América Central houve um aumento de 17 a 19% e nas Caraíbas de 26 a 28%.
    As crises económicas na Argentina e Brasil fizeram regredir vastas regiões, alastrando a fome.
    As perspectivas futuras continuam a ser pouco risonhas para toda a América Latina. Os efeitos da globalização far-se-ão sentir por muito tempo, nomeadamente através de continuas crises económicas. As suas frágeis economias estão hoje à mercê das empresas dos países mais ricos.

    Ásia
    A situação é particularmente dramática no Afeganistão, onde cinco a dez milhões de pessoas estão ameaçadas de fome, mas também muito grave na Coreia do Norte, Mongólia, Arménia, Geórgia e Tajiquistão, etc.(Dados de 2002).

    Médio Oriente
    No Médio Oriente as projecções do Banco Mundial são também pouco animadoras para esta região, a situação é dramática na Palestina e no Iraque.O número de pobres irá disparar, estimulando o crescimento de conflitos sociais (Banco Mundial, Abril de 2003).
    A intervenção dos EUA no Iraque (Abril de 2003), para além das vítimas que já produziu, agravou ainda mais esta tragédia.

    Utopias
    Oficialmente as utopias estão mortas, mas a realidade que as alimentou e justificou durante séculos continua bem viva. As desigualdades em todo o mundo, desde o "triunfo" do liberalismo nos anos oitenta, são cada vez maiores. O esbanjamento de recursos nos países mais ricos está a conduzir a humanidade para a sua própria extinção. Como refere Peter Singer, bastava que nestes países, se deixassem de alimentar os animais domésticos à base de cereais e de soja, e estes alimentos fossem distribuídos pelos necessitados, para se pôr fim à fome no mundo.

    Solidariedade
    Centenas de milhões de pobres e famintos em todo o mundo apelam à solidariedade de todos aqueles que se afogam no consumismo e no desperdício.

    O que pdemos realmente fazer???
    Só quero alertar para esta realidade...

  • A tua ausência III

    Recordas as noites?
    Aquelas lá longe,
    Em que nada mais havia
    Que a inocência de um jovem amor.
    O principio de uma primavera

    Eu já não…
    Mal recordo os gestos,
    O sabor.
    Tão nítido há tempos
    Tão incrustado
    Tão “dolor”

    Recordas?

    O princípio de uma primavera,
    Que se revela
    Chuvosa,
    demasiado
    Saudosa.

    Recordo agora
    Com a certeza de um fim
    A primavera que passou!

    Diana Pires
    7/10/2007

  • A tua ausência (na cidade...)

    A tua ausência na cidade
    Torna-se cinza
    Que cai dolorosamente…
    Cobre tudo.
    Cada pedaço
    Da minha alma suspirante.
    Cada corpo
    Onde me deito.

    A cidade eras tu
    O teu sorriso.
    E agora?
    Caem cinzas
    Dolorosas.
    Tornando-te longe e sem mim!
    O fogo, o vulcão
    Está extinto!
    Caem cinzas no jardim.

    Diana Pires
    25/09/2007

  • A tua ausência (Amor...)

    Amor
    As pétalas em que me deitava
    Eram os picos em que me cortava…
    Mas tu eras o meu amor!
    És...

    Ah, mas eu preferia essa dor,
    À dor que bate cá no fundo
    E que despedaça o meu mar
    Em mil pedaços desordenados.

    A tua ausência pesa…

    Amor
    Se te recordo:
    (da tua pele eu respirava;
    Do teu calor eu sobrevivia).
    Que falta me fazes?
    Que lágrimas são estas?

    Em cada gesto teu
    Há uma saudade,
    Uma lágrima que chora.

    Diana Pires
    19/09/2007

  • Saudade III

    Em cada gesto teu
    Há uma saudade,
    Uma lágrima que chora
    Vinda do mais longe de mim.
    Minhas entranhas sangrentas,
    Que choram por ti
    Por cada gesto que foi teu
    E depositado em mim.
    Lá longe…

    Diana Pires
    19/09/2007

    Mais em http://spurpurea.blogspot.com

  • Mil jardins

    Meu corpo
    Cada curva
    Cada volta
    Cada gruta
    Cada cova
    Cada linha
    Cada pêlo
    Foi feito para amar!
    E tanto que ele já amou…
    Meu corpo
    Cada suavidade
    Cada humidade
    Cada textura
    Cada sabor
    Já amou!

    Meus lábios
    Já beijaram os teus
    Minha língua
    Já provou o teu sabor
    Meus braços
    Já te estreitaram contra mim
    Minhas mãos
    Já acariciaram cada local de ti
    E o meu corpo
    Já amou!

    Meu corpo
    Fabricado, cresceu
    Foi feito só para amar
    Só para te abrigar a ti
    No meu calor
    Minha humidade
    Tua dureza
    Teu prazer
    Nossa felicidade!

    Meu corpo
    Tal como o teu
    Suave
    Forte
    Firme
    Jovem
    Belo
    Cada textura da tua pele
    Do teu olhar
    Já percorreu meu corpo
    Já o deixou a arfar

    Teu corpo
    Tal como o meu
    Foi feito só para amar!

    Teu corpo
    Tua pele
    Cada músculo
    Cada tensão
    Cada vibração
    Tua força
    Teu desejo
    Cada fragmento de ti
    Cada gota do teu coração
    Do teu olhar
    Da tua boca
    Húmida e quente
    Cada suavidade
    E cada aspereza
    Das tuas palavras
    Cada loucura
    Cada sorriso
    Cada ideia
    Cada carinho
    Cada desespero
    Cada dúvida
    Cada tristeza
    E cada lágrima
    Eu já amei.

    Teu corpo
    Eu já amei
    Meu corpo
    Tu já amaste

    Já te afundas-te
    Devagar e com surpresa
    Com força sem hesitar
    Tão suavemente, por vezes
    E eu senti-te todo
    A moveres-te, a afundares-te,
    A tocares no fundo de mim
    Fazendo pressão
    Arrancando um grito
    Arrancando meu coração
    Como é possível tanto amar?

    E meu corpo
    Com sofreguidão
    Beijei-te todo
    Desejei-te todo
    Cavalguei sobre ti
    Afundei-te ainda mais
    No meu corpo
    Feito de calor e humidade
    Com fogo te cavalguei
    Com água te chorei
    Com ar te sorri
    Com terra te odiei

    Todo o prazer
    Cada contracção
    Cada gota de suor
    Cada pêlo arrancado
    Cada pele amassada
    Arranhada
    Que tu me deste
    Todo o prazer
    Que me deste
    Ao meu corpo
    Foi como cada nova flor que nasce
    Pequena, delicada

    Uma pequena flor feita de amor
    Nasceu em mim
    Em cada prazer que me deste
    Em cada gesto que fizeste
    O teu corpo no meu
    Toda a tua pele na minha
    E dentro de mim
    Fez nascer
    Mil pequenas flores de amor

    Pequenas flores brancas
    Pequenas flores vermelhas
    Pequenas flores negras
    Pequenas flores púrpuras
    Pequenas flores
    Nasceram por mim
    E eu tornei-me num jardim
    Estendida ao sol
    À tua espera
    Que venhas colher todo o meu amor
    Vem colher-me!

    E assim,
    Teu corpo
    Meu corpo
    Nosso desejo
    E nosso prazer
    Voltará
    Para amar mais uma vez
    E voltar a criar mais mil jardins
    Dentro de mim!

    Diana Pires
    3/07/2006

  • Luxúria da noite

    Na luxúria da noite
    Perco-me.
    Perdem-se,
    Movimentos, sensações
    Interligam-se no limbo que há
    Entre a inconsciência e o prazer:
    No esquecimento do sono
    E no calor das tuas mãos.
    São momentos, movimentos
    Que se perdem uns nos outros
    Confundindo-se numa parafernália
    De suor, sexo, sono, sorrisos

    Uma noite mal dormida,
    Mas encantada!

    Diana Pires
    8/09/2007

  • Chamamento

    Chamam vozes,
    Daquelas que não sabem gritar
    Murmúrios leves
    De embalar.
    Chamam as nuvens,
    Chama o mar:
    Leve,
    Com vozes de quem não sabe gritar

    Tal insólito, o de não gritar
    Lembram-me as chamas do vento
    Quando este não se quer calar.
    E é chama que chama pelo luar,
    Que venha acalmar
    Todos os gritos neste imenso mar
    De gente bela
    E despedaçada,
    No longo grito da vida.

    Diana Pires
    4/09/2007