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Raul_de_Oliveira

masculino - 30 anos, São Paulo, Brasil


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Blog 65

Tudo que não quero escrever no blog padrão, motivo, o outro já foi divulgado até na revista que sou colunista, portanto, algumas coisas mais "sentimento" não devem ser escritas por lá. Aqui, um canto neutro, novo. Para desabafos de uma alma dolorida.


  • Aquarius Sindromes

    Ok. Resolvi postar aqui depois de mais uma incrivel coincidência.

    Primeiro, não acredito em coincidências, acho que tudo acontece ao seu tempo, portanto, eu ter clicado em 4 fotos diferentes, um texto e TODOS serem aquarianos e tratarem de assuntos muito parecidos faz eu ficar muito pensativo acerca dessa idéia "sem noção" que vem tomando forma.

    Não, eu não sou um viciado em horóscopo, a idéia de sindrome de aquário surgiu quando notei que anos haviam se passado e eu nunca havia tido contato com muitos desse signo e sempre que o tinha, era briga certa para por os pontos de cada um. Um dia, após uma boa dor de cotovelo, lendo um texto qualquer vi que a melhor pessoa para suportar um aquariano era outro, achei engraçado, mas arquivei a informação.

    O tempo passou, e de uma hora para outra vi-me cercado por pessoas desse mesmo signo, engraçado, que todas com o mesmo "problema" ou sentimento envolvendo o coração. Foram horas de msn noite a dentro e começou a surgir uma idéia: será que esse sentimento é generalizado e eu estou afunilando ou há um funil mesmo?

    Bem, há algumas escapatórias, mas notei que muitas das pessoas que vem vibrando na mesma sintonia, com pensamentos loucos nessa época têm características específicas, e investigando, resolvi ligar o signo a isso com várias outras coisas.

    Enfim, surgiu um blog comunitário que comecei a postar coisas a respeito, e agora tenho copilado as discussões cabeça sentimentais para tentar tapar um buraco que têm afligido a todos, e todos tem se identificado com isso de forma muito peculiar...

    Enfim... não há nada definido, há uma idéia surgindo, há um formigamento de interesses, há sentimentos parecidos e coisas muito peculiares. Como disse, não acho que existem coincidências, cada um tem um dom e um livro só vem a mão da pessoa quando ela está pronta para lê-lo. Ou um mestre só aparece quando o pupilo está pronto. pensando assim, por que não usar o que eu faço de melhor que é reunir pessoas para um determinada coisa... e tentar ver o que acontece.

    Esse é o principio. O blog é http://sindromedeaquariano.blogspot.com/ depois que a pessoa lê tudo eu tenho um DOC que venho copilando...aos poucos e aumentando-o também aos poucos com a ajuda das pessoas... enfim...

    Se você: anda com um sério problema que seus amigos não são suficientes embora você tenha mais de 500 registrados em seus contatos. Muita gente que você conversa parece ignóbil, e há uma revolta pulsante no seu intimo como se as coisas não estivem andando e/ou a grande maioria da humanidade fosse burra demais para te entender. Se parece que falta uma peça na sua máquina, mas que ao mesmo tempo que ela não faz falta, você sente um buraco imenso pela falta dela mas você não acredito que seja dependente disso... você está com muito, muito dos "sintomas" dos sindromers.

    Enfim é isso.. converse comigo... meus dados estão por ai... a gente vai resolvendo aos poucos, afinal, segundo a característica principal do signo de aquario, a humanidade depende da nossa loucura para poder evoluir... e se a gente tá com um problema é melhor ver se isso não é um problema futuro da humanidade que teremos que resolver primeiro na gente. KKKKKKKKK..

    Sim.. todos somos egocentricos.. KKKKKKKKKKKKKK

    enfim.. é isso.

    :-D

    Concorda? Discorda? Dá sua opinião... e o seu signo... :-D

  • Olho

    O olho pisca e tenta entender
    o que na visão há para perceber
    interceder já não pode
    ver é o que lhe resta.

    Vai para um lado, para outro.
    Abre e fecha. Só um deles pode ver.
    Não há espaço para outro
    só ele é sente a poeira.

    Vê a sujeira
    Vê a distância
    Vê que não há tanta importância.
    Pisca de novo.

    Já se passaram muitos povos
    Cada um com visão turva
    Alguns nem vêem o que está a frente
    E ele observa. Sente.

    Inflama-se na tentativa de mudar algo
    Mas é só um objeto estranho que está ali
    Ele não tem ajuda das mãos
    É apenas um olho, sozinho, observando a multidão.

    O buraco é pequeno, não é de fechadura
    Mas ele observa de um lado e de outro
    Vê alguns atravessem a rua
    e ele eleva-se a observar a lua

    Ele se reconhece, redendo, observador
    Interfere? Como? É só um olho a ver
    Chorar. Lacrimejar. Piscar.
    Ele se fecha. Não quer ver.

  • pensamentos jogados

    tenho vontade de escrever e tenho que escrever, o problema é que tenho que escrever o que não tenho vontade de fazê-lo. Preciso terminar duas matérias até dia 15 e olha eu aqui novamente blogando de madrugada enquanto tento neutralizar o efeito de pensamentos vis.

    em alguns momentos queria poder controlar de toda a forma o que penso o que sinto o que faço e nada mais além disso (:) nada mais... até soa engraçado ler-me. Enfim minha cabeça gira, meu cérebro me prega peças e muitas vezes o coração chega a doer de tanto sofrimento.

    Assisti a um episódio de House (o médico) onde um paciente aceitou apagar a memória pois o amor não correspondido fazia o cérebro enviar enzimas ao coração na esperança de destrui-lo. Fico pensando se tais doenças são reais ou se são ficção para fazer pensar em cada um de nossos atos e artefatos. (trocadilho ignobil o meu).

    Enfim. Hoje foi um dia bom, ou seria uma noite, enfim, meus horários estão perdidaços. Mas foram horas de conversa, revendo amigos que infelizmente não suprimem uma falta para resgatar um equilíbrio. E ainda há essa lei de não poder beber um gole de alcool. (como se eu fosse encher a cara) nem isso faço mais... a idade bate a porta e a gente cria juiso ou ele nos persegue. Mas o que vale se antes era mais divertido? Mais arriscado mas bem mais divertido. Menos consistente. Mas mais divertido. Tudo o que penso a respeito me leva sempre ao mais divertido como comparativo.

    Será que o passado era mesmo divertido? Não . Não era, tenho os meus velhos textos, escritos de outras formas mas que compravam que a dor é a mesma a anos a fio. O remédio, suaviza por um tempo mas depois que ele se vai. Volta-se ao ponto de partida. Qual será a cura final para o que tenho na alma? Boaaaa pergunta. Mas quem é que pode responder a não ser eu mesmo que no fundo não tenho a resposta.

    O seu melhor amigo é o seu pior inimigo e ainda pior se são ambos você mesmo.

  • paradoxo

    Já faz um tempo usei este blog para desabafar sentimentos que estavam a todo pulsando no meu peito. Que davam um nó, naquela época já, que eu nem saberia dizer a que tamanho chegariam. Hoje, tento desfaze-los e mesmo assim parece-me impossível. De ontem para hoje foi uma noite agitada, pouco sono, respiração difícil, cabeça cheia. Várias vezes acordei e quis vir escrever. Escrever em lugares que ninguém pudesse ler para não parecer tão pedante. Enfim, como faz muito tempo que ninguém acessa aqui com freqüência acho que posso escrever em paz por aqui novamente.

    Ontem fiquei pensando sobre a felicidade. O quanto ela é importante para nós e como ela anda de mãos dadas com o amor. Também como é que cada um de nós procuramos esses sentimentos e no final eles escorrem por entre nossos dedos como uma areia fina em uma ampulheta.

    No meu caso especificamente como é paradoxal o querer desesperadamente o passado sem comprometer o futuro. Como querer tão intensamente os falsos amigos se a adulação dos mesmos é tão boa para o ego. Como querer crescer mais e mais se o passado que fica registrado só é o que foi bom e esquecemos que na época era tão doloroso ou mais que agora? Como é necessário cortar para crescer quando você só desejava permanecer frutificando. Como fazer para lutar com a sensação de tempo perdido a cada instante que e fumar, perder o sono, esquecer-se que é um ser humano é degradante e que os instintos suicidas são latentes e que luta-se diariamente com seus próprios pesadelos?

    Hoje a noite foi complicada. É querer mandar tudo para o inferno. É querer dar os parabéns àquela falsidade pela persistência em tomar-te o que você tinha e o que ela (a falsidade) cobiçava e conseguiu levar-te assim como todo o equilíbrio que o acompanhava.

    Parece tão difícil persistir. Parece tão inútil acreditar que Ele existe e que em cada um dos momentos você deve pensar nos motivos de uma coisa acontecer e tentar tirar a melhor experiência daquilo. Estou cansado, cansado demais de tentar ver que há algo de bom para aprender. Também estou cansado demais para ter uma vontade ruim que não levará a lugar nenhum. Atualmente a única sensação que me bate a porta é a procrastinação de uma luta perdida. De um sonho estilhaçado e de uma alma desequilibrada que nunca mais conseguirá acertar uma dos seus lados.

    Como um barco, um barco a naufragar que aos poucos enche-se de água e aos poucos afunda. Que a tripulação toda tenta, a panelas, conter a inundação mas é uma questão de tempo o abismo. Quantos irão se salvar? O Capitão afundará com o barco de verdade?

    Não sei quem é o capitão de mim e nem sei se ele ainda vive. Se apenas circula e incentiva a todos a tentarem mesmo que ele não tenha mais esperança. Que ele olhe para o céu e implore a Deus que o resgate que jogue sobre ele uma luz que ilumine o negrume em sua alma pois o que vê é somente o negrume abismico do ocêano a qual pertecerá em breve. Olha com um fio de esperança que não vem e que ele, atordoado, baixa a cabeça e caminha mais um pouco em direção ao nada.

    Do que adianta ter raiva do que passou e do que não estão nas suas mãos? Do que adianta sentir-se inseguro se não há nada mais seguro. Do que adianta pensar que sente amor se ainda assim não sente-se bem com ele?

    De novo é um paradoxo imenso cada um dos nossos sentimentos e atos para conosco. Já pensaram no que nos dá felicidade? Já pensaram se isso que dá felicidade é uma felicidade momentanea que vale a pena mas que não é para sempre ou se é melhor lutar por uma felicidade eterna que você acredita existir desacreditando? Que é possível alcançar algo sólido quando na realidade tudo o que viveu até hoje foi só onírico?

    Queria que minha cabeça encerra-se os impulsos eletricos que percorrerm meu corpo. Queria que além de parar tudo para começar de novo também fosse possível apagar a memória e apagar tudo o que se tem de teimosia e necessidades impotentes.

    Queria sim sentimentos puros, engano-me pensando que muitos deles são assim. Queria desejar que tudo o que fosse bom fosse verdadeiro, queria do fundo do coração que a companhia de um amigo querido fosse agradável por muito tempo, mas hoje até isso chega a seu limite e por que? Porque eu mesmo não estou bem.

    É dificil assumir que você sabe ser a causa de todos os seus problemas e que você não encontra o remédio para você pois ao vê-lo parece que não vale a pena tomá-lo. É uma luta contra o espelho. Uma luta injusta que já parece ter um final marcado para o pior.

    Pensando nisso lembro das provas que alguns filmes propoe aos seus heróis. Lembro que sempre a pior delas é a luta contra ele mesmo, a luta cotra todas as suas qualidades e defeitos. A luta com a sua imagem e semelhança e que normalmente ela é a pior batalha que podemos enfrentar pois no inimigo mora a seu mais próximo amigo e lá também reside todas as suas forças e fraquesas conhecidas e desconhecidas.

    Como vencer a si mesmo quando tudo em você pensa em desistir, em pegar uma garrafa de alcool e "abstrair" até que o efeito passe e você se destrua um pouco mais? Como não querer ferir-se se a cada instante você é ferido por você mesmo com sentimentos que você acaba achando que não precisariam existir mas que estão ali escondido esperando um momento para pular à sua frente e pregar-lhe um grande susto?

    Todas essas perguntas não podem ser respondidas pois ao mesmo tempo que depende de um pensamento, também depende de um sentimento. Da mesma forma que depende de você depende do seu equilibrio, e por que o meu equilibrio depende de outra forma de amor? Por que o amor próprio não basta? Pois esse amor só me faz agarrar a esperanças morbidas e não afundar no abismo?

    Hoje a noite foi complicada e enquanto não iluminar a noite escura da minha alma ela continuará assim. Como prosseguir se o fio de luz que alguém poderia jogar não existe. Quando você olha e não há salvação a caminho? Quando não há começo não pode haver fim. Sempre há solução é o que quero acreditar. Mas no fundo. Não acredito.

  • Desafio ao Superego

    http://mundovampyr.blogspot.com
    esse é o endereço que você deve visitar.

    Uma área comum, nada planejado e apenas um momento de distração. Catapimba, a vontade vem e cataplam ele a bloqueia. Será possível que a regência é monumental e indestrutível ao ponto de aniquilar qualquer realidade que não seja plausível.

    Diria que muito do que é, é assim, por que um dia o foi ido. Sugestionando, impulsionando, resolvendo? Qual é o melhor em qual circunstância?

    Bom, este texto deve ser muito bem sem pé nem cabeça pois é o que acontece, deve ser o ID lutando para sair mas o Super o estrangula. Seria capaz de idealizar um embate mortal entre as partes, um super herói com pega rapaz e cueca para fora das calças lutando para manter as aparências e ser o certinho da história, mas qual o certo? Qual o próximo passo correto em direção a alguma coisa que você não tem idéia.

    Algum dia você parou par pensar para onde caminha? Qual o sentido da sua vida em direção ao "nada" ou ao tudo que pode ser nada neste hemisfério? São tantas elocubrações que poderia descrever e desargumentar qualquer um dos argumentos plausíveis desse super herói. Mas ele é o certo? O aquele que não faz sentido o é?

    O que é o sentido a partir do momento que você o estimula a partir de uma lógica? Enfim. Há momentos que os dois estão tão entrelaçados para tornar um único sentido que sabe?
    Não quero mais escrever...

    Será que o super ego pode vencer essa desistência! Balélá.

  • http://mundovampyr.blogspot.com - Nada

    Esse é endereço oficial do meu blog. Aqui nada a lém de pensamentos trocados perdidos, um recanto para delírios e elocubrações acerca do nada que nos cerca.

    Fico pensando como o mundo gira, dá suas voltas e hoje, mais que nunca fico pensando nele como um tremendo espaço que não há nada mais para se ver que já não se tenha visto. Problemas de globalização? Excesso de gente no mundo. Tudo na internet. Nada na internet.

    Andei pelas ruas de São Paulo hoje pelo menos por duas horas observando tudo e não vendo nada, a sensação e que tudo é dispensável persegue-me. Algumas coisas que penso que me dão prazer, não dão e também não desdão. São inócuas.

    A única coisa é o vazio constante. Hoje pensei que choraria, olharia e veria que muita coisa do que passa pela minha cabeça é maluquice, no final das contas é mesmo, não é nada daquilo é apenas o vazio. O vazio de sensações de sentimentos. Beber não adianta, só traz dor de cabeça. Rir de algumas coisas aparenta-me falsidade comigo mesmo embora no hora seja engraçado, mas depois, nada.

    Falo isso várias vezes e repito, parece-me que se morresse hoje nada seria perdido pois não há mais nada para se fazer por aqui. Sei lá. São as coisas da vida. Te vi, não quis o que pensei que quereria, não senti o que pensei que sentiria, no final. Nada. Apenas o nada.

  • Algumas mensagens me fazem pensar...

    Aqui só serão postados os pensamentos mais estranhos, o blog mesmo é o http://mundovampyr.blogspot.com
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    Muitas vezes nos vemos em posição de impotência e somos levados a sacrificar alguns sonhos e a entender que, por mais poderosos que sejamos, existem circunstâncias em que simplesmente nada ou pouco podemos fazer. O Homem Pendurado emerge para este momento de sua vida, sugerindo a necessidade de cultivar a espera e entender que a impotência é, antes de tudo, uma lição de humildade. Tudo passa e você certamente se abrirá a tempos melhores no futuro, sentindo que seus planos (no momento paralisados) fluirão a contento.

  • Quer Blogada?

    http://mundovampyr.blogspot.com

  • Acabou a época do blog do netlog...

    Adoro esse espaço, mas é assim que funciona, a cada época uma comunidade é escolhida para novas passagens, novas vidas. Tudo muda, assim é o universo, portanto, volto a publicar no blog oficial e que o endereço agora é:

    http://mundovampyr.blogspot.com

    Là você encontrará os meus textos, minhas neuras e tudo o que quiser ler..

  • OK. Deve ser o final do inferno astral

    Preciso voltar a postar no meu blog normal.
    Atualizar informações, voltar a pensar, ligar o carro engatar a primeira marcha e seguir.
    Tá foda, não quero escrever, não quero fazer nada, tudo está um saco.. *rs ok, este blog foi criado para desabafo... mas já tá ficando muito movimentado *rs e ao mesmo tempo às moscas.

    Hoje fui no lançamento de um livro de vários autores, entre eles, três pessoas que estiveram a muito tempo comigo na faze "gósmico do mal". A conclusão depois desse reencontro? Deus Noite é morto e enterrado mesmo. Não quero resgatá-lo, por mais tentador que seja... a única coisa que me vem a cabeça é uma música do Raulzito...

    "tem dias que a gente se sente...
    um pouco, talvez, menos gente...
    um dia daqueles sem graça
    de chuva cair na vidraça

    Um dia qualquer sem pensar
    Sentido o futuro no ar
    Um ar, carregado, sutil
    Um dia de maio ou abril

    Sem qualquer amigo do lado.
    Sozinho, em silêncio, calado.
    Com uma pergunta na alma.
    Por que nesta tarde tão calma.
    O tempo. Parece. Parado."

    Ou ainda...

    Canto para Minha Morte
    Raul Seixas

    Composição: Raul Seixas e Paulo Coelho

    Eu sei que determinada rua que eu já passei
    Não tornará a ouvir o som dos meus passos.
    Tem uma revista que eu guardo há muitos anos
    E que nunca mais eu vou abrir.
    Cada vez que eu me despeço de uma pessoa
    Pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez
    A morte, surda, caminha ao meu lado
    E eu não sei em que esquina ela vai me beijar

    Com que rosto ela virá?
    Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer?
    Ou será que ela vai me pegar no meio do copo de uísque?
    Na música que eu deixei para compor amanhã?
    Será que ela vai esperar eu apagar o cigarro no cinzeiro?
    Virá antes de eu encontrar a mulher, a mulher que me foi destinada,
    E que está em algum lugar me esperando
    Embora eu ainda não a conheça?

    Vou te encontrar vestida de cetim,
    Pois em qualquer lugar esperas só por mim
    E no teu beijo provar o gosto estranho
    Que eu quero e não desejo,mas tenho que encontrar
    Vem, mas demore a chegar.
    Eu te detesto e amo morte, morte, morte
    Que talvez seja o segredo desta vida
    Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida

    Qual será a forma da minha morte?
    Uma das tantas coisas que eu não escolhi na vida.
    Existem tantas... Um acidente de carro.
    O coração que se recusa abater no próximo minuto,
    A anestesia mal aplicada,
    A vida mal vivida, a ferida mal curada, a dor já envelhecida
    O câncer já espalhado e ainda escondido, ou até, quem sabe,
    Um escorregão idiota, num dia de sol, a cabeça no meio-fio...

    Oh morte, tu que és tão forte,
    Que matas o gato, o rato e o homem.
    Vista-se com a tua mais bela roupa quando vieres me buscar
    Que meu corpo seja cremado e que minhas cinzas alimentem a erva
    E que a erva alimente outro homem como eu
    Porque eu continuarei neste homem,
    Nos meus filhos, na palavra rude
    Que eu disse para alguém que não gostava
    E até no uísque que eu não terminei de beber aquela noite...

    Vou te encontrar vestida de cetim,
    Pois em qualquer lugar esperas só por mim
    E no teu beijo provar o gosto estranho que eu quero e não desejo,mas tenho que encontrar
    Vem, mas demore a chegar.
    Eu te detesto e amo morte, morte, morte
    Que talvez seja o segredo desta vida
    Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida

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