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        <title>O blog do(a) Littlesherry</title>
        <description>O blog do(a) Littlesherry</description>
        <link>http://pt.netlog.com/Littlesherry/blog</link>
        <lastBuildDate>Fri, 27 Nov 2009 06:17:58 UT</lastBuildDate>
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            <title>Littlesherry</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Littlesherry</link>
            <description>Littlesherry</description>
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            <title>Centro do Pisao</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Littlesherry/blog/blogid=1561535</link>
            <description>Meus caros Amigos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive recentemente conhecimento desta situação e é com algum desespero e mágoa que vos venho falar dos problemas por que passam as pessoas que vivem no Pisão. Por isso me atiro às teclas do computador, agora na hora do almoço, pois o assunto carece duma reacção, numa primeira fase com resultados rápidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar saliento que não é preciso dinheiro, nem vos quero incomodar com perdas de tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solução é mais simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Pisão é um grande centro de acolhimento, perto de Alcabideche, onde vivem 340 deficientes mentais e pessoas sem abrigo. São pessoas muito pobres que nada têm. Vivem apenas da caridade que o centro com grandes dificuldades lhes poder dar. As verbas escassas da Misericórdia e alguns donativos, mal chega para dar de comer, quanto mais para os vestir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta altura do ano os problemas agudizam-se: ESTAS PESSOAS PASSAM FRIO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A D. Maria Teresa Ferreira que trabalha no Pisão e também no Hospital de Cascais, informou a Isilda desta precaridade e sugeriu como seriam tão úteis algumas roupas que já não usamos em nossas casas. Como é fácil de perceber, as pessoas usam roupas oferecidas que se gastam rapidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles estão a precisar com urgência de roupas de primeira necessidade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camisolas interiores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuecas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pijamas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sapatos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vos peço para comprar seja o que for, basta uma breve revisão do que já não usam em casa, para homem ou mulher (adultos) de qualquer tamanho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se também houver roupa para vestir (calças, camisas, malhas, casacos), toalhas, lençóis e cobertores usados, são artigos muito bem vindos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Natal coincide com o Inverno e o frio, por isso se pudermos aquecer a vida destas pessoas, com pequenas coisas talvez já inúteis para nós, vamos contribuir para que tenham um Natal melhor. Uma simples mala de senhora que já não é usada, faz a felicidade de uma mulher no Pisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ás vezes há realidades que são tão básicas e nós nem nos apercebemos que podem existir. As carências do Pisão reveladas pela D. Maria Teresa Ferreira, transmitem a realidade e tocaram-me o coração. A fim de que eu pudesse ter uma perspectiva mais global, falei também com a Dra Anabela Gomes, membro da direcção do Centro, que me confirmou a grande carência neste tipo de ofertas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço a vossa colaboração neste pedido de auxílio. Para entregar as ofertas podem fazê-lo directamente no Centro do Pisão ao cuidado da Dra. Anabela Gomes, telef 214603890. Para que as ofertas sejam feitas com o mínimo de dignidade, peço-vos que a roupa esteja lavada e pelo menos dobrada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em complemento divulguem este apelo na vossa família, amigos e nas vossas empresas, e organizem a recolha. Esta necessidade é permanente, não acontece só no Natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito obrigado pela vossa disponibilidade e solidariedade, agradecer-vos-ão com certeza 340 pessoas necessitadas que aguardam um pouco do vosso conforto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na expectativa de que este pedido de socorro se realize, envio um GRANDE ABRAÇO que nos ligue a todos, com muito calor humano.</description>
            <author>Littlesherry</author>
            <pubDate>Sat, 06 Dec 2008 23:49:49 UT</pubDate>
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            <title>A VOZ DA INDIGNAÇAO</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Littlesherry/blog/blogid=1486547</link>
            <description>ONDE ESTÃO OS INTELECTUAIS SÉRIOS (PORQUE AINDA OS HÁ) QUE NÃO SE MANIFESTAM SOBRE ESTA VERGONHA,  EM QUE PORTUGAL ESTÁ MERGULHADO?&lt;br /&gt;ONDE ESTÃO?!... ONDE ESTÃO?!..&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Por via das dúvidas que fique bem claro que sou apartidária e a minha indignaçao em relaçao ao charco em que, enquanto País, nos estamos a tornar nao é de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artigo que se segue é de Baptista Bastos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez mais nos afastamos uns dos outros. Trespassamo-nos sem nos ver.&lt;br /&gt;Caminhamos nas ruas com a apática indiferença de sequer sabermos quem somos.&lt;br /&gt;Nem interessados estamos em o saber. Os dias deixaram de ser a aventura do&lt;br /&gt;imprevisto e a magia do improviso para se transformarem na amarga rotina do&lt;br /&gt;viver português e do existir em Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixámos cair a cultura da revolta. Não falamos de nós. Enredamo-nos na&lt;br /&gt;futilidade das coisas inúteis, como se fossem o atordoamento ou o sedativo&lt;br /&gt;das nossas dores. E as nossas dores não são, apenas, d'alma: são, também,&lt;br /&gt;dores físicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lemos os jornais e não acreditamos. Lemos, é como quem diz - os que lêem. As&lt;br /&gt;televisões são a vergonha do pensamento. Os comentadores tocam pela mesma&lt;br /&gt;pauta e sopram a mesma música. Há longos anos que a análise dos nossos&lt;br /&gt;problemas está entregue a pessoas que não suscitam inquietação em quem os&lt;br /&gt;ouve. Uma anestesia geral parece ter sido adicionada ao corpo da nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amigo meu, professor em Lille, envia-me um email. Há muitos anos, deixou&lt;br /&gt;Portugal. Esteve, agora, por aqui. Lança-me um apelo veemente e dorido: 'Que&lt;br /&gt;se passa com a nossa terra? Parece um país morto. A garra portuguesa foi&lt;br /&gt;aparada ou cortada por uma claque, espalhada por todos os sectores da vida&lt;br /&gt;nacional e que de tudo tomou conta. Indignem-se em massa, como dizia o&lt;br /&gt;Soares.'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca é de mais repetir o drama que se abateu sobre a maioria. Enquanto dois&lt;br /&gt;milhões de miúdos vivem na miséria, os bancos obtiveram lucros de 7,9&lt;br /&gt;milhões por dia. Há qualquer coisa de podre e de inquietantemente injusto&lt;br /&gt;nestes números. Dir-se-á que não há relação de causa e efeito. Há, claro que&lt;br /&gt;há. Qualquer economista sério encontrará associações entre os abismos da&lt;br /&gt;pobreza e da fome e os cumes ostensivos das riquezas adquiridas muitas vezes&lt;br /&gt;não se sabe como.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prepara-se (preparam os 'socialistas modernos' de Sócrates) a privatização&lt;br /&gt;de quase tudo, especialmente da saúde, o mais rendível. E o&lt;br /&gt;primeiro-ministro, naquela despudorada 'entrevista' à SIC, declama que está&lt;br /&gt;a defender o SNS! O desemprego atinge picos elevadíssimos. Sócrates diz&lt;br /&gt;exactamente o contrário. A mentira constitui, hoje, um desporto&lt;br /&gt;particularmente requintado. É impossível ver qualquer membro deste Governo&lt;br /&gt;sem ser assaltado por uma repugnância visceral. O carácter desta gente é&lt;br /&gt;inexistente. Nenhum deles vai aos jornais, às Televisões e às Rádios falar&lt;br /&gt;verdade, contar a evidência. E a evidência é a fome, a miséria, a tristeza&lt;br /&gt;do nosso amargo viver; os nossos velhos a morrer nos jardins, com reformas&lt;br /&gt;de não chegam para comer quanto mais para adquirir remédios; os nossos&lt;br /&gt;jovens a tentar a sorte no estrangeiro, ou a desafiar a morte nas drogas; a&lt;br /&gt;iliteracia, a ignorância, o túnel negro sem fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz-se que, nas próximas eleições, este agrupamento voltará a ganhar. Diz-se&lt;br /&gt;que a alternativa é pior. Diz-se que estamos desgraçados. Diz um general que&lt;br /&gt;recebe pressões constantes para encabeçar um movimento de indignação. Diz-se&lt;br /&gt;que, um dia destes, rebenta uma explosão social com imprevisíveis&lt;br /&gt;consequências. Diz a SEDES, com alguns anos de atraso, como, aliás, é seu&lt;br /&gt;timbre, que a crise é muito má. Diz-se, diz-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem gostaríamos de saber o que dizem Mário Soares, António Arnaut, Manuel&lt;br /&gt;Alegre, Ana Gomes, Ferro Rodrigues (não sei quem mais, porque socialistas,&lt;br /&gt;socialistas, poucos há) acerca deste descalabro. Não é só dizer: é fazer, é&lt;br /&gt;agir. O facto, meramente circunstancial, de este PS ter conquistado a&lt;br /&gt;maioria absoluta não legitima as atrocidades governamentais, que sobem em&lt;br /&gt;escalada. O paliativo da substituição do sinistro Correia de Campos pela&lt;br /&gt;dr.ª Ana Jorge não passa de isso mesmo: paliativo. Apenas para toldar os&lt;br /&gt;olhos de quem ainda deseja ver, porque há outros que não vêem porque não&lt;br /&gt;querem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aceitação acrítica das decisões governamentais está coligada com a&lt;br /&gt;cumplicidade. Quando Vieira da Silva expõe um ar compungido, perante os&lt;br /&gt;relatórios internacionais sobre a miséria portuguesa, alguém lhe devia dizer&lt;br /&gt;para ter vergonha. Não se resolve este magno problema com a distribuição de&lt;br /&gt;umas migalhas, que possuem sempre o aspecto da caridadezinha fascista. Um&lt;br /&gt;socialista a sério jamais procedia daquele modo. E há soluções adequadas. O&lt;br /&gt;acréscimo do desemprego está na base deste atroz retrocesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos num país que já nada tem a ver com o País de Abril. Aliás, penso,&lt;br /&gt;seriamente, que pouco tem a ver com a democracia. O quero, posso e mando de&lt;br /&gt;José Sócrates, o estilo hirto e autoritário, moldado em Cavaco, significa&lt;br /&gt;que nem tudo foi extirpado do que de pior existe nos políticos portugueses.&lt;br /&gt;Há um ranço salazarista nesta gente. E, com a passagem dos dias, cada vez&lt;br /&gt;mais se me acentua a ideia de que a saída só reside na cultura da revolta.</description>
            <author>Littlesherry</author>
            <pubDate>Sun, 05 Oct 2008 20:44:12 UT</pubDate>
        </item>
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            <title>Cada vez mais actual: Maiakovski</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Littlesherry/blog/blogid=1477535</link>
            <description>Na primeira noite, eles aproximam-se&lt;br /&gt;e colhem uma flor do nosso jardim.&lt;br /&gt;E não dizemos nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda noite, já não se escondem,&lt;br /&gt;pisam as flores, matam o nosso cão.&lt;br /&gt;E não dizemos nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que um dia, o mais frágil deles, entra&lt;br /&gt;sozinho em nossa casa, rouba.nos a lua,&lt;br /&gt;e, conhecendo o nosso medo,&lt;br /&gt;arranca-nos a voz da garganta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E porque não disemos nada,&lt;br /&gt;já não podemos dizer nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maiakovski - Poeta (1893-1930)</description>
            <author>Littlesherry</author>
            <pubDate>Sun, 28 Sep 2008 22:34:43 UT</pubDate>
        </item>
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            <title>Vida</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Littlesherry/blog/blogid=1307800</link>
            <description>Ninguém pode construir em teu lugar&lt;br /&gt;As pontes que precisarás passar,&lt;br /&gt;Para atravessar o rio da vida&lt;br /&gt;– Ninguém,&lt;br /&gt;Excepto tu, só tu.&lt;br /&gt;Existem, por certo,&lt;br /&gt;Atalhos sem número,&lt;br /&gt;E pontes,&lt;br /&gt;E semi-deuses&lt;br /&gt;Que se oferecerão para te levar além do rio;&lt;br /&gt;Mas isso custar-te-ia a tua própria pessoa;&lt;br /&gt;Hipotecar-te-ias&lt;br /&gt;E perder-te-ias.&lt;br /&gt;Existe no mundo um único caminho por onde só tu podes passar.&lt;br /&gt;Onde leva?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não perguntes, segue-o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nietzsche</description>
            <author>Littlesherry</author>
            <pubDate>Thu, 15 May 2008 01:02:32 UT</pubDate>
        </item>
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            <title>Analfabeto Politico - Bertoldt Brecht</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Littlesherry/blog/blogid=1204293</link>
            <description>&amp;quot;O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Não sabe que tudo na sua vida depende das decisões políticas. É tão desinformado que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Desconhece que da sua ignorância política -- da alienação e da omissão -- nascem a prostituição, a miséria, o menor abandonado, o assaltante e o pior de todos os bandidos, que é o político corrupto, vigarista e demagogo&amp;quot;. Bertoldt Brecht.</description>
            <author>Littlesherry</author>
            <pubDate>Tue, 26 Feb 2008 02:01:43 UT</pubDate>
        </item>
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            <title>Conhecimento Maduro</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Littlesherry/blog/blogid=1167020</link>
            <description>Passa-se com os livros uma coisa semelhante ao que sucede com um novo conhecimento que travamos com alguém. Num primeiro momento experimentamos um profundo prazer em encontrar coincidências gerais de opinião ou ao sentirmo-nos tocados num aspecto importante da nossa existência. Só depois, quando o conhecimento se aprofunda, começam a surgir as diferenças. Nessa altura, o comportamento inteligente caracteriza-se pela capacidade de não retroceder imediatamente, como muitas vezes acontece na juventude, e de pelo contrário reter o que há de coincidente enquanto se vão esclarecendo mutuamente todas as diferenças, sem se pretender chegar a acordo absoluto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Goethe, in 'Máximas e Reflexões'</description>
            <author>Littlesherry</author>
            <pubDate>Mon, 28 Jan 2008 22:17:49 UT</pubDate>
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            <title>ELOGIO AO AMOR - Miguel Esteves Cardoso in Expresso</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Littlesherry/blog/blogid=1153243</link>
            <description>Quero fazer o elogio do amor puro.&lt;br /&gt;Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. &lt;br /&gt;Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.&lt;br /&gt;Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré - nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em &amp;quot;diálogo&amp;quot;. &lt;br /&gt;O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. &lt;br /&gt;O amor transformou-se numa variante psico – sócio – bio - ecológica de camaradagem. &lt;br /&gt;A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível.&lt;br /&gt; O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam &amp;quot;praticamente&amp;quot; apaixonadas.&lt;br /&gt;Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. &lt;br /&gt;Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do &amp;quot;tá tudo bem, tudo bem&amp;quot;, tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. &lt;br /&gt;Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? &lt;br /&gt;O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. &lt;br /&gt;Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso &amp;quot;dá lá um jeitinho sentimental&amp;quot;. &lt;br /&gt;Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. &lt;br /&gt;O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. &lt;br /&gt;O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. &lt;br /&gt;O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. &lt;br /&gt;O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A &amp;quot;vidinha&amp;quot; é uma convivência assassina. &lt;br /&gt;O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. &lt;br /&gt;O amor não se percebe. Não dá para perceber. &lt;br /&gt;O amor é um estado de quem se sente. &lt;br /&gt;O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. &lt;br /&gt;O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. &lt;br /&gt;O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. &lt;br /&gt;Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. &lt;br /&gt;O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz.&lt;br /&gt;Não se pode ceder. Não se pode resistir. &lt;br /&gt;A vida é uma coisa, o amor é outra. &lt;br /&gt;A vida dura a vida inteira, o amor não.&lt;br /&gt;Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.</description>
            <author>Littlesherry</author>
            <pubDate>Fri, 18 Jan 2008 21:48:59 UT</pubDate>
        </item>
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            <title>FELIZ AÑO DE CORAZÓN…</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Littlesherry/blog/blogid=1133069</link>
            <description>Me gusta felicitar el año con pequeños relatos que nos dan que pensar, y para mi, este año, Jorge Bucay ha sido la inspiración… Ahí va el resumen de su cuento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;quot;Cuando yo era pequeño me encantaban los circos. Me llamaba especialmente la atención el elefante. Durante la función, la enorme bestia hacía gala de un peso, un tamaño y una fuerza descomunales…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pero después de su actuación y hasta poco antes de volver al escenario, el elefante siempre permanecía atado a una pequeña estaca clavada en el suelo con una cadena que aprisionaba sus patas. Sin embargo, la estaca era sólo un minúsculo pedazo de madera apenas enterrado unos centímetros en el suelo. Y, aunque la cadena era gruesa y poderosa, me parecía obvio que un animal capaz de arrancar un árbol de cuajo con su fuerza, podría liberarse con facilidad de la estaca y huir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El misterio sigue pareciéndome evidente. ¿Qué lo sujeta entonces? ¿Por qué no huye? Hace algunos años, descubrí que, por suerte para mí, alguien había sido lo suficientemente sabio como para encontrar la respuesta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;quot;El elefante del circo no escapa porque ha estado atado a una estaca parecida desde que era muy, muy pequeño.&amp;quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerré los ojos e imaginé al indefenso elefante recién nacido sujeto a la estaca. Estoy seguro de que, en aquel momento, el elefantito empujó, tiró y sudó tratando de soltarse. Y, a pesar de sus esfuerzos, no lo consiguió, porque aquella estaca era demasiado dura para él. Imagine que se dormía agotado y que al día siguiente lo volvía a intentar, y al otro día, y al otro… Hasta que, un día, un día terrible para su historia, el animal aceptó su impotencia y se resignó a su destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ese elefante enorme y poderoso que vemos en el circo no escapa porque, pobre, cree que no puede. Tiene grabado el recuerdo de la impotencia que sintió poco después de nacer. Y lo peor es que jamás se ha vuelto a cuestionar seriamente ese recuerdo. Jamás, jamás intentó volver a poner a prueba su fuerza…&amp;quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivimos pensando que no podemos hacer algo porque algo nos ata, pero, ¿existe realmente esa atadura? Grabamos en nuestra memoria el no puedo, como la estaca para el elefante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que os de que pensar, igual que a mi, y que empecemos el nuevo año arrancando las estacas que alguna vez han frenado un sueño, una ilusión, una locura… Os prometo que yo lo haré&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha gratidao a quem me enviou</description>
            <author>Littlesherry</author>
            <pubDate>Fri, 04 Jan 2008 13:51:22 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>Organiza o Natal</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Littlesherry/blog/blogid=1116524</link>
            <description>Carlos Drummond de Andrade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal. É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito. E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com as suas obrigações enfadonhas ou malignas. Será bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente, de cortina de ferro à cortina de nylon — sem cortinas. Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrarão em regime de fraternidade. Os objetos se impregnarão de espírito natalino, e veremos o desenho animado, reino da crueldade, transposto para o reino do amor: a máquina de lavar roupa abraçada ao flamboyant, núpcias da flauta e do ovo, a betoneira com o sagüi ou com o vestido de baile. E o supra-realismo, justificado espiritualmente, será uma chave para o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Completado o ciclo histórico, os bens serão repartidos por si mesmos entre nossos irmãos, isto é, com todos os viventes e elementos da terra, água, ar e alma. Não haverá mais cartas de cobrança, de descompostura nem de suicídio. O correio só transportará correspondência gentil, de preferência postais de Chagall, em que noivos e burrinhos circulam na atmosfera, pastando flores; toda pintura, inclusive o borrão, estará ao serviço do entendimento afetuoso. A crítica de arte se dissolverá jovialmente, a menos que prefira tomar a forma de um sininho cristalino, a badalar sem erudição nem pretensão, celebrando o Advento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poesia escrita se identificará com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojando-se do uso do som. Para que livros? perguntará um anjo e, sorrindo, mostrará a terra impressa com as tintas do sol e das galáxias, aberta à maneira de um livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música permanecerá a mesma, tal qual Palestrina e Mozart a deixaram; equívocos e divertimentos musicais serão arquivados, sem humilhação para ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com economia para os povos desaparecerão suavemente classes armadas e semi-armadas, repartições arrecadadoras, polícia e fiscais de toda espécie. Uma palavra será descoberta no dicionário: paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte não será procurada nem esquivada, e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas, a Universidade inclusive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E será Natal para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto extraído do livro &amp;quot;Cadeira de Balanço&amp;quot;, Livraria José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1972, pág. 52.</description>
            <author>Littlesherry</author>
            <pubDate>Thu, 20 Dec 2007 21:50:09 UT</pubDate>
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            <title>Credo - Enviado por um amigo Cubano</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Littlesherry/blog/blogid=1031537</link>
            <description>Creo en Pablo Neruda, todopoderoso &lt;br /&gt;creador del cielo y de la tierra &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creo en Charlie Chaplin &lt;br /&gt;Hijo de las violetas y los ratones &lt;br /&gt;que fué crucificado, muerto y sepultado &lt;br /&gt;por el tiempo, pero que cada dia resucita &lt;br /&gt;en el corazon de los hombres &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creo en el amor y el arte &lt;br /&gt;como vias hacia el disfrute de la vida perdurable &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creo en los grillos &lt;br /&gt;que pueblan la noche de mágicos cristales &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creo en el amolador &lt;br /&gt;que vive de fabricar estrellas con su rueda maravillosa &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creo en la cualidad aerea del hombre &lt;br /&gt;configurado en el recuerdo &lt;br /&gt;de Isadora Duncan &lt;br /&gt;abatiendose come una purisima paloma herida bajo el cielo del Mediterraneo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creo en las monedas de chocolate &lt;br /&gt;que atesoro bajo la almohada de mi niñez &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creo en la fábula de Orfeo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creo en el sortilegio de la musica &lt;br /&gt;yo que en las horas de mi angustia vi &lt;br /&gt;al conjuro de la pavana de Fauré &lt;br /&gt;salir liberada y radiante &lt;br /&gt;a la dulce Euridice del infierno de mi alma &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creo en Rainer Maria Rilke &lt;br /&gt;héroe de la lucha del hombre &lt;br /&gt;por la belleza, que sacrificó su vida &lt;br /&gt;al acto de cortar una rosa por una mujer &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creo en las rosas que brotaron del cadaver adolescente de Ofelia &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creo en el llanto silencioso de Aquiles &lt;br /&gt;frente al mar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creo en un barco esbelto y distantísimo &lt;br /&gt;que salió hace un siglo al encuentro de la aurora &lt;br /&gt;Su capitán Lord Byron &lt;br /&gt;al cinto las espadas de los arcángeles &lt;br /&gt;y junto a sus sienes &lt;br /&gt;el resplandor de las estrellas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creo en el perro de Ulises &lt;br /&gt;y en el gato risueño &lt;br /&gt;de Alicia en el País de las Maravillas &lt;br /&gt;En el loro de Robinson Crusoe &lt;br /&gt;En los ratoncitos que tiraron &lt;br /&gt;el carro de la Cenicienta &lt;br /&gt;En Beralfiro, el caballo de Rolando &lt;br /&gt;y en las abejas que labran &lt;br /&gt;su colmena dentro del corazón de Martín Tinajero &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creo en la amistad &lt;br /&gt;como en el invento mas bello del hombre &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creo en los poderes creadores del pueblo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Y creo en mí &lt;br /&gt;puesto que sé que hay alguien &lt;br /&gt;que me ama</description>
            <author>Littlesherry</author>
            <pubDate>Sun, 21 Oct 2007 22:53:36 UT</pubDate>
        </item>
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            <title>Conversar &amp;amp; Dialogar...</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Littlesherry/blog/blogid=973987</link>
            <description>Conversar é falar sobre o mundo que nos cerca, dialogar é falar sobre o mundo que somos, é contar experiências, é segredar o que está oculto no coração, é penetrar além da cortina dos comportamentos, é desenvolver inteligência interpessoal.</description>
            <author>Littlesherry</author>
            <pubDate>Sun, 16 Sep 2007 03:02:59 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>Na realidade...</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Littlesherry/blog/blogid=957790</link>
            <description>&amp;quot;Cada qual veste-se com a sua dignidade por fora, mas sabe muito bem tudo de inconfessável que se passa no seu íntimo&amp;quot;&lt;br /&gt;Luigi Pirandello (1867-1936)</description>
            <author>Littlesherry</author>
            <pubDate>Wed, 05 Sep 2007 23:11:50 UT</pubDate>
        </item>
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            <title>Eduardo Prado Coelho…</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Littlesherry/blog/blogid=939473</link>
            <description>O texto que se segue foi publicado no Público por Eduardo Prado Coelho…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisa-se de matéria prima para construir um País&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“…A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada. Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates. &lt;br /&gt;O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria prima de um país. &lt;br /&gt;Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro. &lt;br /&gt;Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais. &lt;br /&gt;Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO. &lt;br /&gt;Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos&lt;br /&gt;filhos … e para eles mesmos. &lt;br /&gt;Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde&lt;br /&gt;se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.&lt;br /&gt;Pertenço a um país onde a falta de pontualidade é um hábito. Onde os directores das empresas não valorizam o capital Humano. Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos. Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros. Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é “muito chato ter que ler”) e não há consciência nem memória política, histórica nem económica. Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que&lt;br /&gt;só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar a alguns. &lt;br /&gt;Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser “compradas”, sem se fazer qualquer exame. &lt;br /&gt;Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não dar-lhe o lugar. &lt;br /&gt;Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão. &lt;br /&gt;Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes. Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado. Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas. &lt;br /&gt;Não. Não. Não. Já basta. &lt;br /&gt;Como “matéria prima” de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que nosso país precisa. Esses defeitos, essa “CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA” congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não em outra parte… Fico triste. Porque, ainda que Sócrates fosse embora hoje mesmo, o próximo que o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada… Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. &lt;br /&gt;Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, e nem serve Sócrates, nem servirá o que vier. Qual é a alternativa? Precisamos de mais um ditador, para que nos&lt;br /&gt;faça cumprir a lei com a força e por meio do terror?  Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa “outra coisa” não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados….igualmente&lt;br /&gt;abusados! &lt;br /&gt;É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda… &lt;br /&gt;Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias. Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer. Está muito claro… Somos nós que&lt;br /&gt;temos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que nos anda a &lt;br /&gt;acontecer: desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso. &lt;br /&gt;É a indústria da desculpa e da estupidez. Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim, exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido. Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO EM OUTRO LADO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você, o que pensa?…. MEDITE!</description>
            <author>Littlesherry</author>
            <pubDate>Sat, 25 Aug 2007 15:44:18 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>Máquina Fotográfica</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Littlesherry/blog/blogid=930692</link>
            <description>É na câmara escura dos teus olhos&lt;br /&gt;que se revela a água&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;água imagem&lt;br /&gt;água nítida e fixa&lt;br /&gt;água paisagem&lt;br /&gt;boca nariz cabelos e cintura&lt;br /&gt;terra sem nome&lt;br /&gt;rosto sem figura&lt;br /&gt;água móvel nos rios&lt;br /&gt;parada nos retratos&lt;br /&gt;água escorrida e pura&lt;br /&gt;água viagem trânsito hiato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chego de longe. Venho em férias. Estou cansado.&lt;br /&gt;Já suei o suor de oito séculos de mar&lt;br /&gt;o tempo de onze meses de ordenado;&lt;br /&gt;por isso, meu amor, viajo a nado&lt;br /&gt;não por ser português mal empregado&lt;br /&gt;mas por sofrer dos pés&lt;br /&gt;e estar desidratado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chego. Mudo de fato. Calço a idade&lt;br /&gt;que melhor quadra à minha solidão&lt;br /&gt;e saio a procurar-te na cidade&lt;br /&gt;contrastada violenta negativa&lt;br /&gt;tu única sombra murmurada&lt;br /&gt;única rua mal iluminada&lt;br /&gt;única imagem desfocada e viva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moras aonde eu sei.&lt;br /&gt;É na distância&lt;br /&gt;onde chego de táxi.&lt;br /&gt;Sou turista&lt;br /&gt;com trinta e seis hipóteses no rolo;&lt;br /&gt;venho ao teu miradoiro ver a vista&lt;br /&gt;trago a minha tristeza a tiracolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquadro-te regulo-te disparo-te&lt;br /&gt;revelo-te retoco-te repito-te&lt;br /&gt;compro um frasco de tédio e um aparo&lt;br /&gt;nas tuas costas ponho uma estampilha&lt;br /&gt;e escrevo aos meus amigos que estão longe&lt;br /&gt;charmant pays&lt;br /&gt;the sun is shining&lt;br /&gt;love.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emendo-te rasuro-te preencho-te&lt;br /&gt;assino-te destino-te comando-te&lt;br /&gt;és o lugar concreto onde procuro&lt;br /&gt;a noite de passagem o abrigo seguro&lt;br /&gt;a hora de acordar que se diz ao porteiro&lt;br /&gt;o tempo que não segue o tempo em que não duro&lt;br /&gt;senão um dia inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Invento-te desbravo-te desvendo-te&lt;br /&gt;surges letra por letra, película sonora,&lt;br /&gt;do sendo à vogal do tema à consoante&lt;br /&gt;sem presença no espaço sem diferença na hora.&lt;br /&gt;És a rota da Índia o sarcasmo do vento&lt;br /&gt;a cãibra do gajeiro o erro do sextante&lt;br /&gt;o acaso a maré o mapa a descoberta&lt;br /&gt;dum novo continente itinerante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Carlos Ary dos Santos, Obra Poética, Lisboa, Edições Avante, 1994.</description>
            <author>Littlesherry</author>
            <pubDate>Mon, 20 Aug 2007 03:01:11 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>Memórias das Infâncias</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Littlesherry/blog/blogid=930605</link>
            <description>Gostávamos muito de doce de framboesa&lt;br /&gt;e deram-nos um prato com mais doce de framboesa&lt;br /&gt;do que era costume&lt;br /&gt;mas&lt;br /&gt;a nossa criada a nossa tia-avó no doce de framboesa &lt;br /&gt;para nosso bem&lt;br /&gt;porque estávamos doentes&lt;br /&gt;esconderam colheres do remédio &lt;br /&gt;que sabia mal&lt;br /&gt;o doce de framboesa não sabia à mesma coisa&lt;br /&gt;e tinha fiapos brancos &lt;br /&gt;isso aconteceu-nos uma vez e chegou&lt;br /&gt;nunca mais demos pulos por ir haver&lt;br /&gt;doce de framboesa à sobremesa&lt;br /&gt;nunca mais demos pulos nenhuns&lt;br /&gt;não podemos dizer&lt;br /&gt;como o remédio da nossa infância sabia mal !&lt;br /&gt;como era doce o doce de framboesa da nossa infância !&lt;br /&gt;ao descobrir a mistura &lt;br /&gt;do doce de framboesa com o remédio &lt;br /&gt;ficámos calados&lt;br /&gt;depois ouvimos falar da entropia&lt;br /&gt;aprendemos que não se separa de graça&lt;br /&gt;o doce de framboesa do remédio misturados&lt;br /&gt;é assim nos livros&lt;br /&gt;é assim nas infâncias&lt;br /&gt;e os livros são como as infâncias&lt;br /&gt;que são como as pombinhas da Catrina&lt;br /&gt;uma é minha&lt;br /&gt;outra é tua&lt;br /&gt;outra é de outra pessoa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In – Adília Lopes –OBRA – O Decote da Dama de Espadas, pag. 107, Ed. Mariposa Azul, Lisboa 2001</description>
            <author>Littlesherry</author>
            <pubDate>Mon, 20 Aug 2007 01:33:11 UT</pubDate>
        </item>
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            <title>S. Leonardo da Galafura</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Littlesherry/blog/blogid=930572</link>
            <description>À proa dum navio de penedos, &lt;br /&gt;A navegar num doce mar de mosto, &lt;br /&gt;Capitão no seu posto &lt;br /&gt;De comando, &lt;br /&gt;S. Leonardo vai sulcando&lt;br /&gt;As ondas&lt;br /&gt;Da eternidade, &lt;br /&gt;Sem pressa de chegar ao seu destino. &lt;br /&gt;Ancorado e feliz no cais humano, &lt;br /&gt;É num antecipado desengano&lt;br /&gt;Que ruma em direcção ao cais divino. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá não terá socalcos &lt;br /&gt;Nem vinhedos&lt;br /&gt;Na menina dos olhos deslumbrados; &lt;br /&gt;Doiros desaguados &lt;br /&gt;Serão charcos de luz &lt;br /&gt;Envelhecida; &lt;br /&gt;Rasos, todos os montes &lt;br /&gt;Deixarão prolongar os horizontes &lt;br /&gt;Até onde se extinga a cor da vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, é devagar que se aproxima &lt;br /&gt;Da bem-aventurança. &lt;br /&gt;É lentamente que o rabelo avança &lt;br /&gt;Debaixo dos seus pés de marinheiro. &lt;br /&gt;E cada hora a mais que gasta no caminho &lt;br /&gt;É um sorvo a mais de cheiro &lt;br /&gt;A terra e a rosmaninho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Miguel Torga, in Diário IX)</description>
            <author>Littlesherry</author>
            <pubDate>Mon, 20 Aug 2007 01:10:14 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>What a Wonderful World</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Littlesherry/blog/blogid=916741</link>
            <description>I see trees of green&lt;br /&gt;Red roses too&lt;br /&gt;I see them bloom for me and you&lt;br /&gt;And I think to myself&lt;br /&gt;What a wonderful world&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I see skies of blue, and clouds of white&lt;br /&gt;The bright blessed day&lt;br /&gt;The dark sacred night&lt;br /&gt;And I think to myself&lt;br /&gt;What a wonderful world&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The colours of the rainbow&lt;br /&gt;So pretty in the sky&lt;br /&gt;Are also on the faces of people passing by&lt;br /&gt;I see friends shaking hands, asking &amp;quot;How do you do ?&amp;quot;&lt;br /&gt;They're really saying &amp;quot;I love you&amp;quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I hear babies cry&lt;br /&gt;I watch them grow&lt;br /&gt;They'll learn much more&lt;br /&gt;Than I'll ever know&lt;br /&gt;And I think to myself&lt;br /&gt;What a wonderful world&lt;br /&gt;Yes, I think to myself&lt;br /&gt;What a wonderful world&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Louis Armstrong</description>
            <author>Littlesherry</author>
            <pubDate>Sun, 12 Aug 2007 00:30:40 UT</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>Estou a beber estrelas!</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Littlesherry/blog/blogid=916699</link>
            <description>O champanhe é inventado em 1693.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dom Pierre Pérignon, monge beneditino nascido em 1639, durante anos foi responsável, na Abadia d'Hautvillers, pelo recolhimento do dízimo dos vinicultores da região de Champagne - pago em espécie, ou seja, em uvas. &lt;br /&gt;Reza a lenda que a partir daí passou a interessar-se pelos vinhos, estudando os métodos de colheita, de vinificação e armazenamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que atraíu a atenção do frade foi o facto de o rigoroso inverno da região interromper a fermentação do sumo das uvas colhidas no outono - fermentação que voltava a ocorrer alguns meses mais tarde. Devido a essa segunda fermentação, formava-se gás carbónico na garrafa, o que fazia o vinho 'espumar'. &lt;br /&gt;O achado de Dom Pérignon foi transformar esse 'defeito' da bebida em qualidade, introduzindo a segunda fermentação. Estava assim criado o champanhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira vez que Dom Pérignom provou a bebida, ficou tão espantado com o sabor delicioso do vinho e com o gás borbulhante, que saiu gritando: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Vinde! Vinde depressa! Estou a beber estrelas!»</description>
            <author>Littlesherry</author>
            <pubDate>Sun, 12 Aug 2007 00:04:32 UT</pubDate>
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            <title>Nelson Piquet ...um acto nobre</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Littlesherry/blog/blogid=906339</link>
            <description>Quando o presidente do Senado da República insiste em agarrar-se à cadeira sob uma saraivada de suspeitas, é digna de nota uma atitude do ex-piloto de Fórmula 1 Nelson Piquet tornada pública esta semana. &lt;br /&gt;Sob o risco de perder a sua carta de condução por excesso de multas de trânsito, apresentou-se ao Detran de Brasília, onde vive, para ter aulas de reciclagem e ter direito a uma nova habilitação. &lt;br /&gt;Piquet tem 54 anos. &lt;br /&gt;Foi tricampeão de Fórmula 1. &lt;br /&gt;É um empresário bem-sucedido. Não é necessária muita imaginação para deduzir a facilidade de uma pessoa como Piquet para conseguir algum tipo de amnistia ou saida heterodoxa. &lt;br /&gt;O ex-corredor preferiu o caminho institucional, única opção para a imensa maioria dos brasileiros -mas nem sempre a opção da elite.&lt;br /&gt;No momento em que um empresário como Nelson Piquet admite um erro e se curva às regras gerais da sociedade, o Brasil e o Mundo aprendem uma lição: a lei existe e é igual para todos. Algo às vezes difícil de acreditar, ainda mais em Brasília, tendo de assistir de perto ao dia-a-dia dos políticos.</description>
            <author>Littlesherry</author>
            <pubDate>Mon, 06 Aug 2007 20:36:41 UT</pubDate>
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            <title>SER SOLIDARIO</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Littlesherry/blog/blogid=901118</link>
            <description>Aconteceu num estádio.&lt;br /&gt;O público tinha comparecido para assistir a um disputado jogo da temporada. Vinte mil pessoas aguardavam.&lt;br /&gt;Uma menina, de 13 anos, tinha ganho como prémio, a honra de cantar o Hino Nacional do País, os Estados Unidos, na abertura do evento.&lt;br /&gt;De vestido comprido e um belo sorriso nos lábios, ela pega no microfone e inicia a execução.&lt;br /&gt;Afinadíssima, a sua voz projecta-se, emocionada, pelo imenso estádio. Então, o braço treme, ela engasga-se e esquece a letra. A câmara televisiva mostra-a em grande plano, os olhos marejados de lágrimas, aguardando ansiosamente que alguém próximo a ajude.&lt;br /&gt;Ela vê-se absolutamente só. Treze anos. Uma menina. Sozinha, ali, no meio.&lt;br /&gt;O público ameaça uma vaia. E ninguém toma a iniciativa de ir até lá para a ajudar. Todos à sua volta a observam, parados.&lt;br /&gt;De repente, um homem destaca-se e avança ao seu encontro. É Mo Cheeks, técnico dos Portland Trail Blazers. Coloca-se ao lado de Natalie Gilbert, a jovenzinha assustada e abraça-a. Ela tenta esconder o rosto no seu peito. Mas o homem alto, encorpado, começa a cantar, incentivando-a a que o acompanhe.&lt;br /&gt;Ela vacila, mas ele continua, a encoraja-la. E, depois, com gestos, incentiva o publico a que também cante. E, o público, compenetrado agora, percebendo a grande lição de solidariedade do técnico, canta. Pouco depois, o estádio inteiro forma um único coro, emocionado e vibrante. E Natalie Gilbert conclui o Hino. Olha para o seu salvador e diz: &amp;quot;Muito obrigada&amp;quot;.&lt;br /&gt;Um homem, um gesto fez a grande diferença. Aquela menina poderia sair dali profundamente triste, por ter falhado num momento tão importante. Mas a alma solidária de Mo Cheeks não só a auxiliou, como deu uma lição a vinte mil espectadores.&lt;br /&gt;Uma lição de solidariedade. &lt;br /&gt;Uma lição da atitude de um verdadeiro líder, de quem se importa com o outro. Demonstrou que, quando alguém está em dificuldades, quem estiver mais próximo, tem o dever de ajudar.&lt;br /&gt;Ensinou a utilizar a empatia.&lt;br /&gt;Naquele dia, Natalie Gilbert realizou o que se propôs. E Mo Cheeks demonstrou a diferença que faz um ser humano no Mundo.&lt;br /&gt;Todos nós, onde quer que nos encontremos, podemos e devemos fazer a diferença.</description>
            <author>Littlesherry</author>
            <pubDate>Fri, 03 Aug 2007 23:23:05 UT</pubDate>
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            <title>QUERO SER GRANDE</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Littlesherry/blog/blogid=887347</link>
            <description>Quando eu era pequena, o meu maior sonho era simplesmente crescer. &lt;br /&gt;Para mim parecia muito mais vantajoso ser adulta, às vezes até muito fácil. Poderíamos fazer o que quiséssemos, ou pelo menos achávamos isso.&lt;br /&gt;Teríamos liberdade, ninguém mandaria em nós, teríamos dinheiro, poderíamos conduzir ou ficar acordados até mais tarde, namorar, usar salto alto. &lt;br /&gt;Quantas vezes brinquei com uma máquina de escrever velha... Eu era a jornalista, a secretária, a escritora e trabalhar na minha brincadeira parecia fácil. Ai, ai, como queria ser grande…&lt;br /&gt;Hoje fazemos quase tudo o que queremos, mas temos o bendito senso para discernir o que realmente podemos. Temos a nossa liberdade sim e a nossa tão almejada vida adulta. E com ela temos problemas….&lt;br /&gt;Muitos problemas. Temos a responsabilidade das contas, das dívidas, dos compromissos inadiáveis, do trabalho que não é tão fácil como nas tardes ociosas de quando éramos crianças. Temos que crescer. Tomar conta das nossas vidas e às vezes de outras vidas cedo demais. E aí chegamos ao dia em que no fundo, no fundo o nosso maior sonho é simplesmente voltar a ser criança.&lt;br /&gt;Crescer é tão difícil e não tem esse nome à toa…&lt;br /&gt;Amadurecer às vezes é penoso…&lt;br /&gt;Difícil….&lt;br /&gt;E começamos a deparar-nos com problemas de verdade…de gente grande. E a lidar com pessoas que nos apunhalam pelas costas e aprendemos a ter um bom “faro” para sabermos proteger-nos dessas facadas. Um bom “faro” também para determinar quais os problemas que são realmente urgentes ou realmente problemas e quase ou nenhum “faro” para descobrir a melhor solução para resolvê-los. &lt;br /&gt;É claro que daqui a alguns anos nada disso vai fazer muito sentido, porque até os nossos problemas reais de hoje vão parecer totalmente banais com os que teremos mais tarde, porque quanto mais crescemos mais espaço temos para problemas maiores que nós. É incrível como o crescimento é proporcional. &lt;br /&gt;Mas este não é para ser um texto pessimista ou depressivo, não! Crescer tem as suas vantagens sim, claro. &lt;br /&gt;Cada ano que passa ficamos melhores e mais espertos, mais vividos e saboreamos as nossas conquistas feitas com as próprias mãos. Mas é apenas para lembrar que nada é o que parece e que nunca estamos satisfeitos, mas principalmente que para ganharmos alguma coisa teremos sempre que abdicar de outras. E dessa vez infelizmente, da inocência. Eu não quero ser grande.</description>
            <author>Littlesherry</author>
            <pubDate>Sat, 28 Jul 2007 18:31:41 UT</pubDate>
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            <title>A BANDEIRA</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Littlesherry/blog/blogid=878052</link>
            <description>Levanta-te comigo. &lt;br /&gt;Ninguém mais do que eu&lt;br /&gt;desejaria ficar&lt;br /&gt;sobre a almofada em que as tuas pálpebras&lt;br /&gt;querem fechar o mundo para mim.&lt;br /&gt;Ali quereria também&lt;br /&gt;deixar dormir o sangue&lt;br /&gt;abraçado à tua doçura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas levanta-te,&lt;br /&gt;tu, levanta-te,&lt;br /&gt;mas levanta-te comigo&lt;br /&gt;e saiamos juntos&lt;br /&gt;para a luta corpo a corpo&lt;br /&gt;contra as teias dos malvados,&lt;br /&gt;contra o sistema que reparte a fome,&lt;br /&gt;contra a organização da miséria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pablo Neruda</description>
            <author>Littlesherry</author>
            <pubDate>Wed, 25 Jul 2007 00:58:06 UT</pubDate>
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            <title>O VALOR DO ABRAÇO</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Littlesherry/blog/blogid=877189</link>
            <description>Já se comprovou que todos necessitamos de contacto físico para nos sentirmos bem, e uma das formas mais importantes de contacto físico é o abraço.&lt;br /&gt;Quando nos tocamos e nos abraçamos, levamos vida aos nossos sentidos e reafirmamos a confiança nos nossos próprios sentimentos.&lt;br /&gt;Algumas vezes NÃO encontramos as palavras adequadas para expressar o que sentimos; o abraço é a melhor maneira.&lt;br /&gt;Há vezes em que não nos atrevemos a dizer o que sentimos, seja por timidez ou porque os sentimentos nos avassalam; nesses casos pode-se contar com o idioma dos abraços.&lt;br /&gt;Os abraços, além de nos fazerem sentir bem, empregam-se para aliviar a dor, a depressão e a ansiedade.&lt;br /&gt;Provocam alterações fisiológicas positivas em quem toca e em quem é tocado.&lt;br /&gt;Aumenta a vontade de viver aos enfermos.&lt;br /&gt;É importante saber que:&lt;br /&gt;Os abraços são necessários para o desenvolvimento, manter-se são e para crescer como pessoa.&lt;br /&gt;O que nos dá um abraço?&lt;br /&gt;O sentir-se protegido é importante para todos, mas é-o mais para as crianças e para os mais velhos, que frequentemente dependem do amor de quem os rodeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PROTECÇÃO&lt;br /&gt;Todos necessitamos de nos sentirmos seguros.&lt;br /&gt;Se não o conseguimos, actuamos de forma ineficaz e as nossas relações interpessoais declinam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEGURANÇA&lt;br /&gt;A confiança faz-nos avançar quando o medo se impõe ao nosso desejo de participar com entusiasmo em algum desafio da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONFIANÇA&lt;br /&gt;Quando transferimos a nossa energia com um abraço, as nossas próprias forças aumentam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FORÇA&lt;br /&gt;O contacto físico e o abraço partilham uma energia vital capaz de sanar ou aliviar enfermidades&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SAÚDE&lt;br /&gt;Através do abraço podemos transmitir uma mensagem de reconhecimento do valor e excelência de cada indivíduo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AUTO – VALORIZAÇÃO&lt;br /&gt;&amp;quot; O ABRAÇO SALVADOR&amp;quot;&lt;br /&gt;Existe um artigo das «Selecções», que se chama &amp;quot;O abraço salvador&amp;quot; e relata um episódio da vida de duas gémeas, cujos primeiros dias foram passados nas suas respectivas incubadoras, sendo que para uma delas não havia esperança de que sobrevivesse.&lt;br /&gt;A enfermeira chefe da unidade, contra todas as regras existentes, decidiu juntar as duas irmãs, e aquilo que aconteceu foi verdadeiramente espantoso e comovente: a bebé que se encontrava bem, abraçou a sua irmãzinha moribunda, conseguindo, com o calor do seu corpo, o milagre de lhe regular a temperatura e pulso, o que permitiu estabilizar o ritmo cardíaco da sua gémea...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui fica este testemunho da importância de um abraço e do bem que este pode fazer...&lt;br /&gt;... já abraçaste alguém hoje? : )</description>
            <author>Littlesherry</author>
            <pubDate>Tue, 24 Jul 2007 19:52:10 UT</pubDate>
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            <title>Amizade na Empatia Divergente</title>
            <link>http://pt.netlog.com/Littlesherry/blog/blogid=800944</link>
            <description>As pessoas que mais admiro são aquelas que melhor divergem da minha pessoa. Claro está, só se diverge de outrem dentro do que nos é comum. Porque há quem nada tenha de comum connosco, nem sequer a própria existência e a mesma humanidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não esqueçamos que o espaço e o tempo são aparências por nós fabricadas para dar passo ao espírito e não lenha para nos queimarmos. Ao mesmo tempo e no mesmo espaço podem juntar-se as pessoas mais alheias entre si e como não acontece na História em tempos e espaços diferentes. A universalidade humana é tão vária que pode um satisfazer inteiramente a sua e sem que lhe passe sequer pela cabeça a de outro que satisfaça também completamente a dele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo de cada qual é o justo para si. Não é dado a ninguém a ocasião da polícia do tempo de outrem. De modo que à porta da nossa intimidade havemos de pôr a admiração por aquele que vai entrar, tanto em quanto diverge como em quanto coincide connosco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outras palavras: não vale mais o nosso mistério do que o de outro qualquer. Só o mistério chega inteiro ao fim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Almada Negreiros, in “Textos de Intervenção”</description>
            <author>Littlesherry</author>
            <pubDate>Wed, 27 Jun 2007 18:36:40 UT</pubDate>
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