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Confiança feminino - 53 anos, Leiria, Portugal
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Blog / Centro do Pisao
Sábado, 6 Dezembro 2008 às 13:49
Meus caros Amigos
Tive recentemente conhecimento desta situação e é com algum desespero e mágoa que vos venho falar dos problemas por que passam as pessoas que vivem no Pisão. Por isso me atiro às teclas do computador, agora na hora do almoço, pois o assunto carece duma reacção, numa primeira fase com resultados rápidos.
Em primeiro lugar saliento que não é preciso dinheiro, nem vos quero incomodar com perdas de tempo.
A solução é mais simples.
O Pisão é um grande centro de acolhimento, perto de Alcabideche, onde vivem 340 deficientes mentais e pessoas sem abrigo. São pessoas muito pobres que nada têm. Vivem apenas da caridade que o centro com grandes dificuldades lhes poder dar. As verbas escassas da Misericórdia e alguns donativos, mal chega para dar de comer, quanto mais para os vestir.
Nesta altura do ano os problemas agudizam-se: ESTAS PESSOAS PASSAM FRIO.
A D. Maria Teresa Ferreira que trabalha no Pisão e também no Hospital de Cascais, informou a Isilda desta precaridade e sugeriu como seriam tão úteis algumas roupas que já não usamos em nossas casas. Como é fácil de perceber, as pessoas usam roupas oferecidas que se gastam rapidamente.
Eles estão a precisar com urgência de roupas de primeira necessidade:
Camisolas interiores
Cuecas
Pijamas
Meias
Sapatos
Não vos peço para comprar seja o que for, basta uma breve revisão do que já não usam em casa, para homem ou mulher (adultos) de qualquer tamanho.
Se também houver roupa para vestir (calças, camisas, malhas, casacos), toalhas, lençóis e cobertores usados, são artigos muito bem vindos.
O Natal coincide com o Inverno e o frio, por isso se pudermos aquecer a vida destas pessoas, com pequenas coisas talvez já inúteis para nós, vamos contribuir para que tenham um Natal melhor. Uma simples mala de senhora que já não é usada, faz a felicidade de uma mulher no Pisão.
Ás vezes há realidades que são tão básicas e nós nem nos apercebemos que podem existir. As carências do Pisão reveladas pela D. Maria Teresa Ferreira, transmitem a realidade e tocaram-me o coração. A fim de que eu pudesse ter uma perspectiva mais global, falei também com a Dra Anabela Gomes, membro da direcção do Centro, que me confirmou a grande carência neste tipo de ofertas.
Peço a vossa colaboração neste pedido de auxílio. Para entregar as ofertas podem fazê-lo directamente no Centro do Pisão ao cuidado da Dra. Anabela Gomes, telef 214603890. Para que as ofertas sejam feitas com o mínimo de dignidade, peço-vos que a roupa esteja lavada e pelo menos dobrada.
Em complemento divulguem este apelo na vossa família, amigos e nas vossas empresas, e organizem a recolha. Esta necessidade é permanente, não acontece só no Natal.
Muito obrigado pela vossa disponibilidade e solidariedade, agradecer-vos-ão com certeza 340 pessoas necessitadas que aguardam um pouco do vosso conforto.
Na expectativa de que este pedido de socorro se realize, envio um GRANDE ABRAÇO que nos ligue a todos, com muito calor humano.
Comentários 3 Organizar os comentários:
dilene maia Confiança (Sábado, 12 Setembro 2009 às 11:55)
Amada envie por mensagem privada nome e endereço...e remeteri o que sobra aqui em casa de inverno e etc.....todo ano entrego na caritas, este agora é de vcs aí que sei que precisam mais
beijo em tua ama
Di
Cat Confiança (Sábado, 2 Maio 2009 às 03:13)
gostei. grande grito.
vou ver o que se arranja. por vezes faço entregas de roupas, e algumas lá vao parar ao pisao uma vez que vivo na zona.
Gostaria de acrescentar apenas que, muitos dos que lá vivem, trabalham no centro do Pisão, ganham dinheirinho para as suas pequenas coisas, e muitos são felizes, claro uma felicidade de acordo com o que é possivel ser.
Quando era pequena conheci alguém que lá estava (já falecido) que dizia ter sido o melhor que lhe aconteceu, porque sentia-se util. Presto-lhe aqui também uma pequena homenagem se me deres licença _ que estejas bem Santanás onde quer que estejas, que o merecido descanso de todos os anos em que muitos te judiaram te dê harmonia e paz.
Por vezes quando nada na sociedade faz sentido, parece que se encontra um rumo acolhedor, mesmo com toda a falta de condições que mencionas que é real, basta ver as roupas com que eles e elas andam.
Nunca lá entrei, sei por histórias da minha avó que certa vez foi lá visitar alguém que são meigos, claro que devido a existirem lá pessoas com problemas psiquiatricos há que ter cuidado; mas lembro que um deles foi apanhar uma flor do jardim que alguns plantam por lá e trouce para dar de prenda`" à menina bonita" a minha avó, diz ela que com uma doçura e meiguice lhe deu a flor.
Existem seres fabulosos por lá perdidos, porque a familia já não quer saber deles, porque a sociedade os recrimina, porque as portas e janelas se fecham, mas o coração deles não.
Vou ver se encontro roupas e depois farei com que sejam entregues.
Obrigada por me lembrares que isto também é necessário fazer.
Beijinhos
Mario Rui Cardoso Almeida Confiança (Quinta, 8 Janeiro 2009 às 08:03)
o espírito samaritano.... ou altruísta da miga.... vem sempre ao de cima.....
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