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Junior_Stallyon

masculino - 21 anos
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Entrevista do (a) Júnior Stallyon

Sobre mim

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"Necrotério em lágrimas de uma morte desconhecida"

Livramento da morte em um acidente de trânsito em 04/06/2011, Comigo e minha mãe.

Autor:Orlando G. Júnior

Eu sentia, eu sabia que não iria demorar.
Havia sonhado, ou pensado, não sei!
Mas algo me dizia dias antes que aconteceria, o que não esperei.
Um dia como todos os outros, sorrisos expostos, alegria resplandecente,
coisas que não se sente.
Conversávamos em amor maternal, tudo se dizia perfeito e completo,
simples complexo.

Aos céus resplandecia apenas uma estrela,
e ao declínio de meus olhos, gritas-te ó minh'alma
com um forte reflexo.
Sem voz cuspi meu ultimo grito de desespero,
Já sem tempo, tornas-te sem som.
Destilhaços de dor feriram minha carne,
meu corpo controlado por lixo inanimado,
preso ao que se diz salvação.

Perguntei-me ondi estava neste fútil momento,
Ah! Delírio dentro de meus olhos,
tudo corria ao meu redor como se eu coreografa-se
a ultima pirueta do destino.
Elevava-se meu coração ao alto como se já tivesse acabado,
e em milésimos de medo cai toda minha esperança
na disritmia daquele abismo sem fim,
onde céus e terras rotacionavam meu horizonte
em minha última expressão de desespero...

Ah! Eu ri da forma mais sarcástica, quando no silêncio
ouvia o ruído do sangue que escorria pelas minhas veias,
de um coração que batia em uma nova vida.
Minhas mãos trêmulas desprotegiam meu rosto,
ainda conseguia sentir o oxigênio que inflava meus pulmões
da poluição carbônica de um ser pouco desenvolvido.

Não podia ser! Forças inimagináveis fizeram me rastejar
como um mero e inútil sobrevivente ao som de vozes
desesperadas de um ser perdido, que mal sabia quem era
mais conseguia ainda sim, desafinadamente cantar:
-Meu Filho!

Quem eram aqueles, os quais nos rodeavam?
Aquele ruído estridente que soava em meu interior de
luzes coloridas?
Não, eu não vou! O que farão comigo?
Quem são vocês?
Deus!
Somos amigos...

Gotas de sangue deixei para trás,
lágrimas ainda adubam aquele jardim
Meu sol sustenido ainda reverbera perdido
Na esperança de que tudo um dia,
sejas esquecido.


Autor:Orlando G. Júnior
Poema:Necrotério em lágrimas de uma morte desconhecida.