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Jhakk

Confiança masculino - 35 anos, Tadjenanet/Argélia, Portugal


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Blog 171

Para deixar o que me vier á cabeça...

  • Don't waste any

    Time
    (Mason, Waters, Wright, Gilmour) 7:06

    http://www.youtube.com/watch?v=RyL2vAUVOM0&...

    Ticking away the moments that make up a dull day
    You fritter and waste the hours in an offhand way.
    Kicking around on a piece of ground in your home town
    Waiting for someone or something to show you the way.

    Tired of lying in the sunshine staying home to watch the rain.
    You are young and life is long and there is time to kill today.
    And then one day you find ten years have got behind you.
    No one told you when to run, you missed the starting gun.

    So you run and you run to catch up with the sun but it's sinking
    Racing around to come up behind you again.
    The sun is the same in a relative way but you're older,
    Shorter of breath and one day closer to death.

    Every year is getting shorter never seem to find the time.
    Plans that either come to naught or half a page of scribbled lines
    Hanging on in quiet desperation is the English way
    The time is gone, the song is over,
    Thought I'd something more to say.

    Jakk in and from a boxx

  • Soundz

    Nothing to declare! :)

    http://www.youtube.com/watch?v=mUL7mYetOss

    Now playing in my boxx

  • Um texto de Mia Couto sobre Obama

    Publicado no Jornal Savana - retirado de um blog de uma amiga.

    E se Obama fosse africano?

    Os africanos rejubilaram com a vitória de Obama. Eu fui um deles. Depois de uma noite em claro, na irrealidade da penumbra da madrugada, as lágrimas corriam-me quando ele pronunciou o discurso de vencedor. Nesse momento, eu era também um vencedor. A mesma felicidade me atravessara quando Nelson Mandela foi libertado e o novo estadista sul-africano consolidava um caminho de dignificação de África.

    Na noite de 5 de Novembro, o novo presidente norte-americano não era apenas um homem que falava. Era a sufocada voz da esperança que se reerguia, liberta, dentro de nós. Meu coração tinha votado, mesmo sem permissão: habituado a pedir pouco, eu festejava uma vitória sem dimensões. Ao sair à rua, a minha cidade se havia deslocado para Chicago, negros e brancos respirando comungando de uma mesma surpresa feliz. Porque a vitória de Obama não foi a de uma raça sobre outra: sem a participação massiva dos americanos de todas as raças (incluindo a da maioria branca) os Estados Unidos da América não nos entregariam motivo para festejarmos.

    Nos dias seguintes, fui colhendo as reacções eufóricas dos mais diversos recantos do nosso continente. Pessoas anónimas, cidadãos comuns querem testemunhar a sua felicidade. Ao mesmo tempo fui tomando nota, com algumas reservas, das mensagens solidárias de dirigentes africanos. Quase todos chamavam Obama de "nosso irmão". E pensei: estarão todos esses dirigentes sendo sinceros? Será Barack Obama familiar de tanta gente politicamente tão diversa? Tenho dúvidas. Na pressa de ver preconceitos somente nos outros, não somos capazes de ver os nossos próprios racismos e xenofobias. Na pressa de condenar o Ocidente, esquecemo-nos de aceitar as lições que nos chegam desse outro lado do mundo.

    Foi então que me chegou às mãos um texto de um escritor camaronês, Patrice Nganang, intitulado: "E se Obama fosse camaronês?". As questões que o meu colega dos Camarões levantava sugeriram-me perguntas diversas, formuladas agora em redor da seguinte hipótese: e se Obama fosse africano e concorresse à presidência num país africano? São estas perguntas que gostaria de explorar neste texto.

    E se Obama fosse africano e candidato a uma presidência africana?

    1. Se Obama fosse africano, um seu concorrente (um qualquer George Bush das Áfricas) inventaria mudanças na Constituição para prolongar o seu mandato para além do previsto. E o nosso Obama teria que esperar mais uns anos para voltar a candidatar-se. A espera poderia ser longa, se tomarmos em conta a permanência de um mesmo presidente no poder em África. Uns 41 anos no Gabão, 39 na Líbia, 28 no Zimbabwe, 28 na Guiné Equatorial, 28 em Angola, 27 no Egipto, 26 nos Camarões. E por aí fora, perfazendo uma quinzena de presidentes que governam há mais de 20 anos consecutivos no continente. Mugabe terá 90 anos quando terminar o mandato para o qual se impôs acima do veredicto popular.

    2. Se Obama fosse africano, o mais provável era que, sendo um candidato do partido da oposição, não teria espaço para fazer campanha. Far-Ihe-iam como, por exemplo, no Zimbabwe ou nos Camarões: seria agredido fisicamente, seria preso consecutivamente, ser-Ihe-ia retirado o passaporte. Os Bushs de África não toleram opositores, não toleram a democracia.

    3. Se Obama fosse africano, não seria sequer elegível em grande parte dos países porque as elites no poder inventaram leis restritivas que fecham as portas da presidência a filhos de estrangeiros e a descendentes de imigrantes. O nacionalista zambiano Kenneth Kaunda está sendo questionado, no seu próprio país, como filho de malawianos. Convenientemente "descobriram" que o homem que conduziu a Zâmbia à independência e governou por mais de 25 anos era, afinal, filho de malawianos e durante todo esse tempo tinha governado 'ilegalmente". Preso por alegadas intenções golpistas, o nosso Kenneth Kaunda (que dá nome a uma das mais nobres avenidas de Maputo) será interdito de fazer política e assim, o regime vigente, se verá livre de um opositor.

    4. Sejamos claros: Obama é negro nos Estados Unidos. Em África ele é mulato. Se Obama fosse africano, veria a sua raça atirada contra o seu próprio rosto. Não que a cor da pele fosse importante para os povos que esperam ver nos seus líderes competência e trabalho sério. Mas as elites predadoras fariam campanha contra alguém que designariam por um "não autêntico africano". O mesmo irmão negro que hoje é saudado como novo Presidente americano seria vilipendiado em casa como sendo representante dos "outros", dos de outra raça, de outra bandeira (ou de nenhuma bandeira?).

    5. Se fosse africano, o nosso "irmão" teria que dar muita explicação aos moralistas de serviço quando pensasse em incluir no discurso de agradecimento o apoio que recebeu dos homossexuais. Pecado mortal para os advogados da chamada "pureza africana". Para estes moralistas – tantas vezes no poder, tantas vezes com poder - a homossexualidade é um inaceitável vício mortal que é exterior a África e aos africanos.

    6. Se ganhasse as eleições, Obama teria provavelmente que sentar-se à mesa de negociações e partilhar o poder com o derrotado, num processo negocial degradante que mostra que, em certos países africanos, o perdedor pode negociar aquilo que parece sagrado - a vontade do povo expressa nos votos. Nesta altura, estaria Barack Obama sentado numa mesa com um qualquer Bush em infinitas rondas negociais com mediadores africanos que nos ensinam que nos devemos contentar com as migalhas dos processos eleitorais que não correm a favor dos ditadores.

    Inconclusivas conclusões

    Fique claro: existem excepções neste quadro generalista. Sabemos todos de que excepções estamos falando e nós mesmos moçambicanos, fomos capazes de construir uma dessas condições à parte.

    Fique igualmente claro: todos estes entraves a um Obama africano não seriam impostos pelo povo, mas pelos donos do poder, por elites que fazem da governação fonte de enriquecimento sem escrúpulos.

    A verdade é que Obama não é africano. A verdade é que os africanos - as pessoas simples e os trabalhadores anónimos - festejaram com toda a alma a vitória americana de Obama. Mas não creio que os ditadores e corruptos de África tenham o direito de se fazerem convidados para esta festa.

    Porque a alegria que milhões de africanos experimentaram no dia 5 de Novembro nascia de eles investirem em Obama exactamente o oposto daquilo que conheciam da sua experiência com os seus próprios dirigentes. Por muito que nos custe admitir, apenas uma minoria de estados africanos conhecem ou conheceram dirigentes preocupados com o bem público.

    No mesmo dia em que Obama confirmava a condição de vencedor, os noticiários internacionais abarrotavam de notícias terríveis sobre África. No mesmo dia da vitória da maioria norte-americana, África continuava sendo derrotada por guerras, má gestão, ambição desmesurada de políticos gananciosos. Depois de terem morto a democracia, esses políticos estão matando a própria política. Resta a guerra, em alguns casos. Outros, a desistência e o cinismo.

    Só há um modo verdadeiro de celebrar Obama nos países africanos: é lutar para que mais bandeiras de esperança possam nascer aqui, no nosso continente. É lutar para que Obamas africanos possam também vencer. E nós, africanos de todas as etnias e raças, vencermos com esses Obamas e celebrarmos em nossa casa aquilo que agora festejamos em casa alheia.

  • Porque afinal de contas isto não pode ser só galhofa!

    http://caminhosdamemoria.wordpress.com/2008/10...

  • Danko

    http://www.metacafe.com/watch/yt-2TEkNQWpeeg/d...

    cooooooool!!!! :)

  • Há dias que nos sentimos assim...

    Breeders
    Silence 4

    Composição: Indisponível

    I'm growing seed in a haystack
    I give it a splash of green
    It's not the sun
    It's not the water
    It's not the sun
    It's not the water
    There's something more to make me live

    And I breed and I can't feel but
    i drop sad tears when I'm cut off (2x)

    I'm a living gnat
    mating and flying
    we're two but seem one
    like a siamese kind of thing
    like a siamese kind of thing
    Or if I was propped in to a mirror

    And I may not even feel but I drop blood tears,
    I stole from beings
    And I may not even feel but I drop blood tears,
    I stole from beings

    Cos' I'm only here for reproduction
    so that my coded information is passed on and on and on
    and I can have a glimpse at immortality

  • religion and politics

    religion and politics
    it's getting me high
    i need an upperfix
    religion and politics
    mix it together
    a lethal mix

    The best way to control the masses, is to control the masses beliefs!

  • freedom

    Não sabem a sorte que temos em ser Europeus!
    Nem imaginam o que é sentir a liberdade que todos nós damos como adquirida...
    Muito menos podem imaginar o que é sentir a falta dela...

  • Créditos

    Estou cheio de créditos!!!!
    245, mas posso comprar mais...deviamos tb poder vendê-los!!!!
    Senhores do netcoiso, podem-me comprar os créditos? S'il vous plaît?
    Ou trocar para um bilhetinho de um concerto? Ou um joguito do Sporting!!!
    Talvez faça umas belas postagens de poemas de amor, saudade, das estrelas magníficas...e essas coisas!!
    Irrita-me sinceramente, vou à procura de blogs interessantes, só encontro essas coisas do beija-me e ama-me. Ou o choradinho do deixaste-me! Depois queixam-se de assédios e más educações. Mas no fundo anda aí tudo a dar-se à morte!!! Enfim, vá lá que ao menos ainda se vê umas fotos de umas bonecas jeitosas! :) Coleccionadoras de comentários!!! Umas mais criteriosas que gostam de aprovar e outras que marcha tudo que o que é preciso é estatística!!!!!

    Enfim vou ali tirar umas fotos aos peitos e já venho por em destaque!!!!!

  • I'm back...

    Depois de 6 meses de intensa actividade por terras de Espanha e África, encontro-me de novo aqui no nosso querido netcoiso, em mais plena actividade!
    Devido à minha situação geográfica e ao mês que corre, o famoso binómio espaço-tempo, encontro-me numa situação de mais alguma liberdade para voltar a este salutar convívio.
    Estamos em Setembro, mês do Ramadão...escrupulosamente cumprido neste país, Argélia, onde me encontro.
    Depois de dois meses intensos em Espanha, onde fui submetido a uma formação intensiva na bela cidade de Madrid, Desloquei-me para a Argélia. País onde vim executar as minhas funções de formador e de técnico de suporte de sistemas de GPS, numa obra megalómana de 400 kms de auto-estrada, a serem construídas pelos japoneses.
    Encontro-me numa espécie de aquartelamento, com muros altos cheios de guaridas e guardas armados.
    Num país que se pode considerar bastante fundamentalista, onde as mulheres não faz muito tempo não eram mais que gado. Já se sente o cheiro da mudança, lenta, dolorosa...mas que há de chegar! Inshala!
    Abracei este projecto, não só, por razões monetárias mas também por ser um um tipo de trabalho pioneiro no mundo, aquele que me encontro a executar. Não há qualquer tipo de razão pessoal que me leve a ficar aqui, pois não posso sair de noite e nas folgas na maioria dos casos se pretendo dar uma volta, espetam-me com 3 jipes militares de escolta. Claro que é uma situação a evitar a todo o custo, ainda pensam que sou importante e corro o risco de ser abatido por um qualquer terrorista. Como Português que sou, arranjei uns esquemas para conseguir fazer uns jantarzinhos nos melhores restaurantes da região. Esquemas esses que foram temporariamente abandonados, devido à escalada de atentados e ataques por parte dos terroristas, que é normal nas alturas que antecedem o Ramadão.
    Alguns de vocês já conhecem, mas para os que não conhecem, apresento um projecto pessoal. O meu menino que não tem tido a devida atenção, pois o trabalho por aqui é pesado na carga horária e na complexidade, assim como tenho que trabalhar 6 dias por semana, por vezes 7 e acreditem, não é fácil trabalhar com os japoneses. Por aqui podem sentir e quase cheirar a minha vida destes últimos meses.

    http://broasdeavintes.blogspot.com/

    Para quem sentiu que não lhe dei a devida atenção nestes meses que passaram, é mesmo assim e seguramente voltará a ser outra vez...só tenho tempo de dar umas espreitadelas e fugir.

    A todos que me mantiveram como amigo, muito obrigado, que é mesmo assim... a amizade é intemporal... Nem depois de mortas as pessoas desaparecem...