http://netlog.com/Antonio_PratesAntónio PratesPratesAntónioAntonio_Prateshttp://pt.netlogstatic.com/p/tt/013/831/13831860.jpgPortugalEvora Página de perfil do(a) Antonio_Prates

Antonio_Prates

Confiança masculino - 42 anos, Borba, Portugal


RSS feed

Blog 43

Entre os braços desta infinita calmaria, tento descrever os sentimentos da alma que me calhou em sorte...

Ingresse e participe no Grupo da Netlog: "Solar das Palavras": http://pt.netlog.com/groups/SolardasPalavras


  • Netlog - Três Anos...



    Facebox / Netlog - Três Anos

    Decorria o temperado dia 23 de Novembro de 2006, quando fui convidado por um amigo a ingressar num novo site que, segundo a opinião desse ente moderno e actualizado, era uma novidade inteligente; que servia para conhecermos um rol de pessoas interessantes, e que servia também para amanharmos uma página ao nosso gosto.

    Depois de conversarmos animadamente sobre as diversas funcionalidades desta descoberta virtual, e de o meu amigo me dizer que até podíamos colocar umas fotos, a troco de dois euros cada uma, acabei por me converter à ideia luminosa e acabei por aceder ao convite que o rapaz enviou para a minha caixa de correio – e eis que, de um momento para o outro, estava deslumbrado com os encantos da Facebox…

    Gostei particularmente das páginas do Site - e depois de me alistar como “divagantealentejano”, fui ficando por aqui e fui conhecendo alguns amigos: que iam respondendo às mensagens que eu lhes enviava, e que iam parafraseando os poemas que eu semeava pelos Livros de Visitas encontrados à sorte e ao acaso... E embebido pela animação do recreio, acabei também por derreter mais dois euros numa mensagem a partir do telemóvel: que me colocou uma estrela amarela na parte superior esquerda da página, e que até me embaiu na ilusão de que tinha adquirido um estatuto qualquer de Confiança…

    E perante a ocorrência das venturas, fui-me familiarizando com a Facebox; criei o Clã (agora Grupo): Solar das Palavras, e, depois de ver o Site da minha predilecção mudar de nome para: Netlog, decidi oferecer-lhe estes versos:

    Netlog / Facebox – Um Ano

    Numa tarde seca e fria, de Novembro,
    Doei vida à minha sorte e ao acaso…
    Fez-se a luz do meu intento, do meu azo,
    Nas palavras partilhadas, que aqui lembro…

    Proclamei-me um divagantealentejano,
    Como quem se vê num espelho transparente…
    E na paz desta ousadia permanente,
    Granjeei sonhos e versos por um ano…

    Recebi louvores e graças; que agradeço,
    Embevecido nas mensagens dedicadas…
    Benditas sejam as palavras partilhadas,
    Que acolheram para sempre o meu apreço…

    As partes feias foram sentidas docemente,
    Com essa vontade que nos faz engrandecer…
    Por cada instante, que aqui ouso reviver,
    Vejo um lugar que me acarinha eternamente…

    Como o tempo não descansa, decorreu mais um ano, e fiz questão de lhe dedicar mais estas palavras compostas:

    Netlog – Dois Anos

    O tempo que passou sem horas dadas,
    Nas marcas da noção e do sentido…
    Um fardo de mensagens inventadas,
    Na alma de um poema repartido…

    Um mundo com o Mundo em cada regra,
    E a mescla que me diz tudo amiúde…
    Um gesto que me põe na Lista Negra,
    Por ser o fazedor de um gesto rude…

    Um rosto mais sereno ou sorridente,
    Nos poisos passadios e dispersos…
    Um vasto colmeal de tanta gente,
    Que faz a claridade dos seus versos…

    Um sítio de afectos, de queixumes,
    Na vasta confissão, emoldurada…
    Um rasto com querelas e ciúmes,
    Botando pundonor na coisa amada…

    Um Porto, uma Guarida, um Casarão
    Cedido ao prazer do ser humano…
    O tempo que virá sem previsão,
    E brinda à Netlog por mais um ano…

    E para comemorar o terceiro aniversário da minha permanência neste Sítio - de tudo um pouco - transcrevo alguns fragmentos dos textos que envolveram o meu bloqueio, em 2009 - que considero um momento marcante, nos últimos mil e oitenta e quatro dias até à data de hoje:

    (Dia 11 de Outubro de 2009)
    Caros Administradores da Netlog:

    Tentei fazer o Login com o nick: Antonio_Prates, e obtive a resposta de que a minha conta tinha sido bloqueada. E como na minha conduta não vejo qualquer razão para que tal acontecesse, gostaria de saber qual o motivo que levou os aministradores da Netlog a tomar esta decisão...

    Como resposta, abri a minha caixa de correio, e recebi esta notificação:
    “Olá Antonio_Prates, A tua conta Netlog foi bloqueada por um moderador da Netlog A razão do moderador foi: Fomos notificados sobre o seu comportamento para com outros utilizadores. Agradecíamos que respeitasse os outros assim como o nosso código de conduta.”

    Contestei desta forma:
    …Afinal, qual foi o comportamento que tive para com os outros utilizadores...? Quem são esses utilizadores...? Penso que tenho o direito de saber, para defender o meu nome e a minha integridade, enquanto humano e enquanto pessoa digna da sua honestidade.


    Para cúmulo deste mistifório sombrio recebi uma outra justificação da Netlog, como resposta ao meu pedido de esclarecimento, que me foi presenteada por um tal de “helpdesk” - e que faço questão de tornar pública:

    “Olá,

    Tivemos muitas queixas sobre o seu comportamento para com outros membros, enviamos-lhe avisos e pedimos para moderar o seu comportamento. Como continuamos a receber queixas tivemos de tomar uma atitude mais drástica e bloquear-lhe a conta.

    Cumprimentos,
    a Equipa da Netlog”

    Contestei novamente:
    Muitas queixas... De quem...? Quais são os argumentos...?
    Enviaram-me avisos... Quantos...? Onde estão...?

    Resumindo, pergunto ainda:
    Será que estou no Site errado, e que este site serve apenas para pontos de encontro e para outras actividades libertinas e perversas…? Ou será que partilhar poemas, sem empregar palavras obscenas e sem ferir os limites da conduta moral, é considerado um crime que leva a um bloqueio…!?


    Agradeço uma explicação, e agradeço a todos os bons Amigos que conheci na Netlog, durante estes três anos...

    Um Abraço
    António Prates

  • Fala-me...



    Fala-me…

    Fala-me do tempo e das intrigas,
    E dessas coisas que dizemos por falar…
    Diz-me prosápias das modestas raparigas
    Que fazem renda numa casa à beira-mar…

    Diz-me essa história proibida de dizer,
    Arrecadada no cacifo dos segredos…
    Conta-me um verso, daqueles que dão prazer,
    Quando as vagas fazem rimas nos rochedos…

    Canta-me um fado, com a tua voz castiça,
    Denunciando os infortúnios da miséria…
    Fala do povo, do divino, e da justiça,
    Com essa crença que a justeza faz etérea…

    Diz-me um olá… no meu ouvido encortiçado
    Pelo silêncio das palavras mais esquivas…
    Fala do conto que não foi sequer narrado
    No nobre esboço do condão das narrativas…

    António Prates
    (In Sesta Grande)

    Junte-se ao Solar das Palavras:
    http://pt.netlog.com/groups/SolardasPalavras

    E obrigado!

  • Diga lá, senhor Doutor...



    Diga lá, senhor Doutor…

    Diga lá, senhor Doutor,
    Boas-Novas da Ciência
    Ou da santa inteligência
    Do seu tino sabedor…

    Diga lá, senhor Doutor,
    Que é um Homem letrado,
    Quantos dias tem um fado
    Produzido em Ré Maior…

    Diga lá, senhor Doutor,
    Quantas horas tem um dia:
    Daqueles sem serventia
    E betado de incolor…

    Diga lá, senhor Doutor,
    As moléstias que padeço,
    E tudo o que não conheço
    Das notícias desta dor…

    Diga lá, senhor Doutor,
    De onde vem esta preguiça,
    Que me acossa, que me atiça,
    Seja lá aonde for…

    Diga lá, senhor Doutor,
    Se tenho febre na sina,
    Ou se existe uma vacina
    Para os dias de calor…

    Diga lá, senhor Doutor,
    Antes que me vá embora,
    Se o destino marca a hora
    Por capricho ou por favor…

    Diga lá, senhor Doutor…!

    António Prates
    (In Sesta Grande)

    Junte-se ao Solar das Palavras:
    http://pt.netlog.com/groups/SolardasPalavras

    E obrigado!

  • Borba - Cidade



    Borba - Cidade

    Celebra em Céu aberto - a Venturosa -
    Num meigo encantamento, exuberado…
    Soletra vinhos, nos calcários do passado,
    Com alegrias que não cabem numa prosa…

    Se esse Sul está correcto, mais à frente,
    Vê-se na sorte de saudar Vila Viçosa;
    E, no levante dessa brisa auspiciosa,
    Saúda Elvas, nos confins de um Oriente…

    Em Estremoz, ou nos limites mais a Norte,
    Une-se à estrema de uma linha transparente…
    Como quem une a dilecção, perdidamente,
    Acede o chão às terras lhanas de Monforte…

    A Sudoeste, adoça a paz com o Redondo,
    Aonde os cumes sobrepujam pelo porte…
    Erguendo mais a Promoção da sua sorte,
    Canta lá modas dos ardis que vai compondo…

    Está feliz por ser Cidade emancipada
    Por este povo, que se vai pondo e dispondo…
    E que dispôs o seu fervor em alto estrondo,
    Lançando Borba numa faina consagrada…

    António Prates

    Junte-se ao Solar das Palavras:
    http://pt.netlog.com/groups/SolardasPalavras

    E obrigado!

  • Lenhador...



    "Lenhador"

    As mãos gastas e calosas,
    O Inverno frio e molhado...
    As paisagens mais formosas
    Estão na ponta do machado...

    I
    O vento seco, inconstante,
    Esbraceja no descampado...
    Um murmúrio assobiado
    Sempre altivo e dominante...
    O dançar mais elegante
    Nas figueiras majestosas...
    O silêncio das felosas,
    Ao sentir o invasor...
    No passar do lenhador
    As mãos gastas e calosas...

    II
    Pela estrada da saudade,
    A algazarra dos gaiatos...
    Noutros tempos sem sapatos,
    Um padrão de eternidade...
    Leva o passo a soledade,
    No caminho já cansado...
    Um andar desempenado
    Pisa lama pela estrada...
    Nos resquícios de geada,
    O Inverno frio e molhado...

    III
    Vai e vem, segue sozinho,
    Todo o tempo caminhando...
    Pela estrada vai andando
    À procura do azinho...
    A fragrância do caminho;
    Estradas velhas e airosas...
    Pelas pernas dolorosas
    Duas léguas já passaram...
    E dois olhos que fitaram
    As paisagens mais formosas...

    IV
    Com a zagaia a baloiçar
    Num aceno ao casario...
    Quando entra no pousio,
    Entra o tempo a cacimbar...
    Vê-se ao longe a bracejar
    Pela estrema do lavrado...
    O sorriso do montado
    Vem da copa d`azinheira...
    E os petiscos à lareira
    Estão na ponta do machado...

    António Prates
    (In Sesta Grande)

    Junte-se ao Clã Solar das Palavras:
    http://pt.netlog.com/clan/SolardasPalavras

    E obrigado!

  • Netlog - Dois Anos...



    Netlog – Dois Anos

    O tempo que passou sem horas dadas,
    Nas marcas da noção e do sentido…
    Um fardo de mensagens inventadas,
    Na alma de um poema repartido…

    Um mundo com o Mundo em cada regra,
    E a mescla que me diz tudo amiúde…
    Um gesto que me põe na Lista Negra,
    Por ser o fazedor de um gesto rude…

    Um rosto mais sereno ou sorridente,
    Nos poisos passadios e dispersos…
    Um vasto colmeal de tanta gente,
    Que faz a claridade dos seus versos…

    Um sítio de afectos, de queixumes,
    Na vasta confissão, emoldurada…
    Um rasto com querelas e ciúmes,
    Botando pundonor na coisa amada…

    Um Porto, uma Guarida, um Casarão
    Cedido ao prazer do ser humano…
    O tempo que virá sem previsão,
    E brinda à Netlog por mais um ano…

    António Prates

    Junte-se ao Clã Solar das Palavras:
    http://pt.netlog.com/clan/SolardasPalavras

    E obrigado!

  • Vagabundo...



    Vagabundo

    Sou um eviterno vagabundo,
    Nesta vida consumida pelo medo…
    Olho p`rá vida, vejo um tecto moribundo
    Cheio de restos, de prisão e de degredo…

    Apalpo os dias, que me passam ao redor,
    Com a vontade que me dá o velho tacto…
    Provo premissas sem tempero e sem sabor,
    Feitas de um rosto macilento e abstracto…

    Nado o percurso sinuoso, aos solavancos,
    Nesses atalhos procriados nos invernos…
    Passo barreiras, rodeadas por barrancos,
    Pelas ombreiras lá dos quintos dos infernos…

    Fiz-me um ser errante, emaranhado,
    Deambulando pela dita paz no mundo…
    Sou fora daqui, sou de outro lado…
    Sou um eviterno vagabundo…

    António Prates
    (In Sesta Grande)

    Junte-se ao Clã Solar das Palavras:
    http://pt.netlog.com/clan/SolardasPalavras

    E obrigado!

  • Maria...



    Maria

    Maria tens no brilho do teu olhar
    Esta minha complicada situação…
    Azucrinas com amor meu coração,
    Quando andas pelo campo a serenar…

    Olho as curvas, que te tocam no caminho,
    E os gestos revolvidos entre a palha…
    Esperando toda a sorte que me calha,
    Sou um demo com instantes de anjinho…

    Os instantes que me dão dor e enfarte,
    Se te vejo a manobrar no lavadouro…
    Por não ter o teu olhar, o teu namoro,
    Sinto quase um badagaio em toda a parte…

    Porém, se a vida tiver tento e caridade,
    Me dará o teu amor como uma prova…
    Compro um monte e uma mobília nova,
    Para te dar, além de amor, felicidade…

    Nessa hora, serei pai de uma família,
    Que será a reverência do meu mando…
    Prometo que vou falar, de vez em quando,
    Sobre a vida e sobre os gastos da mobília…

    António Prates
    (In Sesta grande)

    Junte-se ao Clã Solar das Palavras:
    http://pt.netlog.com/clan/SolardasPalavras

    E obrigado!

  • Atrás das pedras...



    Atrás das pedras

    Não quero correr mais atrás das pedras,
    Que atiras junto à fronte do meu rosto…
    Nem quero calar mais enquanto medras,
    Com essas pedras que me atiras por imposto…

    Não quero vergar mais aos teus caprichos,
    Sobranceados pela força do teu braço…
    Nem quero ser mais um, de entre os bichos,
    Para que as pedras vejam tudo quanto faço…

    Não quero correr mais atrás das pedras,
    Direccionadas aos meus olhos racionais…
    Nem quero ocultar mais o que me vedas,
    Porque te digo que eu já não quero mais…

    António Prates
    (In Sesta grande)

    Junte-se ao Clã Solar das Palavras:
    http://pt.netlog.com/clan/SolardasPalavras

    E obrigado!

  • Metamorfose...



    Metamorfose

    Foste um fundo verde no longo prado,
    Pintaste telas pelos limbos das colinas…
    Foram searas, doce aroma nas campinas,
    Neste lugar descolorido, acastanhado…

    Pisei veludo pelos quadros da natura,
    Enternecidos pela fauna e pela flora…
    Eis outro viso, com tudo o que vejo agora,
    Contendo o rosto que a calma aqui segura…

    Vi corrupio nos montados que aqui vejo,
    Em tons diversos, neste pasto ressequido…
    Hoje, as planícies parecem não ter sentido,
    Mas mostram sempre o calor deste Alentejo…

    António Prates
    (In Sesta Grande)

    Junte-se ao Clã Solar das Palavras:
    http://pt.netlog.com/clan/SolardasPalavras

    E obrigado!

1 2 3 4 5