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Confiança masculino - 45 anos, Sines, Portugal
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Blog 5
Aqui vou mostrando
Umas histórias e poesias...
Todas elas ilustrando
Com minhas fotografias:
-
Teus Olhos Verdes...
Teus olhos são lindos... Imagem
Lindos como quê?
Não há nada
Para comparar...
São de uma beleza rara
Difícil de encontrar.
São verdes...
Verdes como quê?
Verdes como a natureza
Que fez lindo o teu olhar...
Esse verde de rara beleza,
Esse verde de encantar...
O verde
Que deu origem a outras cores...
O verde
Que é cor da natureza.
Os teus olhos são brilhantes...
Brilhantes como quê?
É difícil explicar...
São como diamantes
Que estão sempre a brilhar...
São duas estrelas cintilantes...
Duas estrelas
Com um lindo cintilar,
Que ninguém pode vê-las
Sem logo se apaixonar.
Os teus olhos verdes
Não servem só para olhar...
Eles têm duas funções:
Servem para ver
E para encantar
Também corações.
São uma obra perfeita,
Uma obra capaz
De apaixonar
Qualquer rapaz...
Uma obra a valer,
Essa obra da natureza,
Uma obra feita
De modo a condizer
Com toda a tua beleza.
Os teus olhos falam...
Dizem qualquer coisa...
Mas numa linguagem silenciosa
Que causa uma estranha sensação...
Uma linguagem que não se ouve
Mas sente-se no coração...
Uma linguagem estranha
Que provoca emoção...
Uma linguagem que não fala
De tristezas nem de dor...
Não fala de outro assunto
A não ser de amor.
(Autor: Almor) -
PORQUE SERÁ?!
Minha amiga São! Imagem
Porque será?
Porque será, São?
Porque será então
Que o mundo tem contrariedades?
Nele existem
Pessoas
Boas,
De bom coração,
Mas persistem
Pessoas más,
Cheias de maldades.
Porque será, São?
Porque será então
Que a vida
É repartida
Entre alegrias e tristezas?
Há pessoas felizes
E confiantes na vida
Mas também há infelizes
E cheias de incertezas.
Porque será, São?
Porque será então
Que nos destruimos mutuamente?
Diz-me lá,
Sinceramente,
Porque será?
Porque haverá
Pessoas amigas
Capazes de amar
E pessoas inimigas
Que só sabem odiar?
Porque será, São?
Diz-me lá!
Porque será
Que a vida é uma competição?
Todos nós tentamos
Ser melhores que os outros,
Os nossos amigos,
Os que amamos,
Um nosso irmão.
Porque será, São?
Porque será
Que não fazemos da vida
Um paraíso?
Porque não?
Diz-me lá!
São,
Minha amiga São!
Porque será?
Porque não
A tornamos divertida?
Porque não fazemos dela,
Em vez dum pranto,
Um sorriso?
Porque será, São?
Porque será então
Que destruimos esse paraíso?
Seremos, São,
O único animal
A destruir-se mutuamente?
Achas que não?
Pois seremos certamente!
Porque não
Vivemos então
Como um inocente
Passarinho,
Que apenas procura
Liberdade e carinho,
E não
Como esta pobre gente
Que vive na amargura
Procurando cada qual o seu caminho?
Porque será, São?
Porque será
Que não
Nos amamos?
Porque será?
Porque será
Que existe gente boa
E logo aparece gente má?
Já descobriste?
Tu já viste
Que a amizade desaparece
Quando há
Uma pessoa
Boa
Juntamente com uma má?
Já viste certamente!
E já descobriste
Que nos destruimos mutuamente!
E podes tirar as tuas notas,
Que nós somos uns egoístas
Que para além de idiotas
Também somos vigaristas
Que nos enganamos
Mutuamente
E erramos
Constantemente.
Porque será, São?
Diz-me lá!
Porque será
Que isto acontece?
Chegaste a uma conclusão?
Que te parece?
Qual seria a solução?
Eu sei qual seria, sim...
E viveríamos em plena felicidade...
Podes acreditar em mim,
Se todos fossem como tu
Não haveria ódio
Mas sim amor de verdade!
Mas pessoas como tu
Infelizmente
Não há!
Por mais que as procuremos
Não as conseguimos ver,
Lá isso podes crer
Que não,
Sinceramente.
Mas porque será, São?
Porque será
Que o mundo é assim?
Diz-me lá,
Diz-me só a mim!
Porque será?
Porque será então?
MAS PORQUE SERÁ
MINHA AMIGA SÃO?!
Autor: Almor Loução -
Pesadelo de um Pesadelo
Imagem
Tive um pesadelo!
Sonhei que navegava no dorso de um enorme monstro azul em forma de oceano que, enraivecido, expelia espumantes escarros esverdeados contra os negros rochedos que encontrava no caminho.
Seguia à deriva e solitário num pequeno e frágil barquito, discreta e cautelosamente, tentando não despertar a ira da colossal besta líquida.
Prossegui, noite dentro, apenas iluminado por um ou outro relâmpago que deslizava por entre as trevas e cujo estrondo do trovão se misturava com o ensurdecedor vozeirão rouco do diabo em forma de oceano.
Finalmente fez-se um silêncio sepulcral...
Os estranhos relâmpagos deixaram de rasgar o céu negro e o mar diabólico acalmou, ficando inerte, nem se ouvindo o roncar da sua respiração.
Senti então uma fresquinha e suave mas vigorosa brisa soprar nas velas do pequeno barco, encaminhando-o de encontro a uma minúscula ilha que se confundia com a escuridão da noite.
Ao aproximar-me, reparei numa enorme cruz erguida no cume da ilhota.
Finalmente, o barquito embateu com estrondo na encosta da minúscula ilha...
Foi então que o diabólico monstro oceânico notou a minha presença e investiu furiosamente contra a pequena ilha, engolindo-a de um só trago.
Consegui entretanto subir para a cruz, que permaneceu à superfície...
E lá fiquei, não sei quanto tempo, esperando angustiosamente que outro barco passasse, ou, na melhor das hipóteses, que esse malvado oceano se tornasse bom ou... secasse!
Por enquanto ia sentindo ali alguma protecção...
Entretanto acordei... e senti uma estranha humidade gélida nos pés!
Olhei? tinha os sapatos de trapo molhados com... com um pouco de...
Bobagens!... Isto foi apenas um pesadelo, um terrível pesadelo! Não passou disso! Foi apenas um sonho! Já acabou! Já aca...
Trriiiiimmmmm? trriiiiimmmmm? trrim...
Maldito despertador!... Objecto cruel que afinal foi salvador...
Acordei, olhei para o relógio... olhei para os pés, toquei-lhes, senti a pele quentinha e seca...
Pensei:
"Que raio... sonhei que tive um pesadelo!... Mas que diabo de pesadelo é que tive, que nem me lembro?!"...
Entretanto, já se passaram uns anitos...
Hoje, inexplicavelmente, consegui recordar esse pesadelo enquanto estava na banheira e vi formar-se, na superfície da água, uma cruz com a espuma esverdeada de um sabonete... azul (sim, azul, azul marinho) começado a utilizar, notando-se ainda intacta a inscrição de um barquito na sua superfície.
Autor: Almor Loucao -
Missão Urgente: PROCURO PEIXE (VIVO OU MORTO)
Imagem
Sou um animal porreiro,
Que vive do mar...
Com meu voo rasteiro
Procuro pescar.
É uma constante corrida,
Com o peixe a escassear...
Uma luta pela vida
Para me poder alimentar.
Procuro saber local e hora
De algum descarregamento...
Para aproveitar sem demora
Algum precioso alimento.
Tenho que lutar e competir
Para não morrer esfomeada...
Correndo até o risco de vir
A ser pelo Almor fotografada.
(Almor Loução a traduzir
a apresentação rimada) -
OS eSTUDANTES
" Chegamos à escola enervados
e entramos na sala, onde reina a confusão,
pois temos um teste que nos atormenta o coração
e se não o fizermos ficaremos reprovados.
Olhamos para o teste com a caneta na mão,
pensando, cabisbaixos, com os cérebros revoltados...
tentamos copiar olhando para os lados
mas o professor vê e recomeça a confusão.
Oh! O que havia de aparecer...
Estes testes malvados
que nos deixam preocupados
com a nota que vamos ter!
Esperamos tempos sem fim
e recebemo-los finalmente,
vemo-los rapidamente
e reagimos assim:
Uns rasgam-nos aos bocados...
outros guardam-nos com cuidado,
pois não têm nada errado
e ficam mais aliviados.
Chegam as férias, a coisa mais desejada,
o cérebro tem outra limpeza,
acaba-se a tristeza
e toda a asneirada.
Mas vem o dia da desolação
(da alegria é que não é)
que faz tremer o coração
e põe os cabelos em pé!
É quando a escola reinicia,
esse dia de aflição
que nos rouba a alegria
e nos destrói o coração.
Chega o Inverno! Além das chuvadas,
saimos de casa a tremer,
chegamos às aulas, custamos a escrever
por termos as mãos geladas.
Mas nem sempre temos azar...
também há momentos de alegria,
como aconteceu um dia
e que a seguir vou contar:
Cheguei à escola aborrecido
e ouvi uma grande gritaria...
os professores não tinham aparecido,
o que foi uma enorme alegria! "
(Autor da composição:
Almor Loução)